O Clio IV é um dos modelos que mais vende em Portugal graças a uma imagem consolidada feita à base de motores económicos e um preço em novo acessível.
Desde 2014 que este é o Clio que se vende em Portugal e continua a discutir a liderança entre os utilitários contra modelos como o Opel Corsa, Ford Fiesta e Seat Ibiza, só para enumerar alguns. Ganhou conforto de marcha, não perdeu faculdades dinâmicas porque a sua condução é muito fácil, ainda que a visibilidade traseira não seja das melhores.
A gama de motores a gasolina assim como os Diesel são todos muito económicos e com consumos a rondar os 5 litros aos 100 km, sendo os Diesel mais poupados, com consumos na ordem dos 4 litros aos 100 km.
O habitáculo divide-se em conforto abundante nos bancos dianteiros e viagens mais sofridas para quem usa os bancos traseiros, com pouco espaço para as pernas.
Motores
A gama de motores é composta pelo 0.9 de 90 cv, 1.2 de 75 e 120 cv e o 1.6 T de 200 cv.
Os Diesel estão todos baseados no bloco de 1.5 dci com 75, 90 e 110 cv. Todos apresentam consumos baixos e possuem uma insonorização bastante eficaz.
Principais avarias e problemas
Os motores dCi de 1,5 litros não têm uma história de fiabilidade brilhante. E neste Clio a rampa de injetores voltou a dar que falar com fugas de combustível.
Nos motores 1.2 a gasolina registaram-se ruídos e consumos anormais que obrigaram a reprogramações dos calculadores de vários motores. Uma avaria incómoda mas fácil de solucionar em concessionário.
O sistema R-Link e o Start/Stop também deram problemas diversos com disfunções. Os ruídos de ar (aerodinâmicos) nos vidros laterais levaram a retificações na linha de montagem e substituição dos resguardos e borrachas dos vidros.
O ar condicionado revelou um compressor fraco e pouco eficiente.
Apoios de borracha da barra estabilizadora dianteira suscetíveis de causarem ruídos no eixo dianteiro.
O Clio é um carro barato na aquisição como usado e que garante uma mobilidade económica quando comparado com outros concorrentes. E Renault apostou no design e conquistou o mercado nacional. Não é difícil encontrar um Clio usado.
A primeira geração do Skoda Fabia marca o renascimento da marca checa, uns anos depois de ter passado a ser controlada pelo Grupo Volkswagen. Partilhando a plataforma A04 com o Volkswagen Polo e com o Seat Ibiza, o Fabia colocava-se perante estes com a opção mais clássica e, ao mesmo tempo, mais pragmática. Ainda assim, em Portugal, foi o menos vendido.
O Skoda Fabia não apaixona pela sua imagem exterior, mas convence facilmente pela qualidade de construção e montagem, que se revela bastante sólida e robusta.
A habitabilidade é bastante boa para o segmento, com espaço em todos os sentidos, até na bagageira, ainda que o seu acesso não seja o melhor. O design do interior segue as linhas do exterior, apresentando simples e clássico. Os comandos estão todos bem localizados e a leitura dos instrumentos é simples. Não há falta de espaços de arrumação.
Os níveis de equipamento dividem-se em Classic, Comfort e Elegance, sendo que nem mesmo o Elegance é extraordinariamente equipado. As diferenças resumem-se mais aos acabamentos e pormenores estéticos.
Ao volante, a posição de condução é boa, até porque há regulação em altura para o banco e coluna de direção. Um pisar suave e uma condução bastante fácil, mesmo em manobras. A dinâmica é a esperada para o segmento em causa.
Motores
Em Portugal, a versão mais comum designa-se por 1.2, ainda que o motor tenha seja um quatro cilindros de 54 cv até meados de 2003 e um de três cilindros e 65 cv daí para a frente. O primeiro tem prestações tremendamente modestas, sendo apenas aconselhável se o orçamento não permitir mais. O segundo continua a ser mais indicado para uma utilização em circuito urbano, mas é bem melhor que o seu antecessor. Há algumas unidades com o bloco 1.4, nas versões de 75 e 100 cv, mas só aconselhamos esta última. São ambos algo gastadores, mas o segundo tem prestações bastante melhores. Igualmente popular é o bloco Diesel 1.4 TDI, também com três cilindros. Tem um funcionamento peculiar, mas boas prestações e excelentes consumos.
Principais avarias e problemas
Há relatos de quebras dos apoios do motor, por serem frágeis. Atenção aos canais de escoamentos da água da chuva e lavagens, que tendem a entupir e, desse modo, a provocar inundações no habitáculo.
Alguns problemas com a EGR no motor 1.2 de três cilindros.
Skoda Fabia (2000–2007)
6.2Avaliação
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Pros
Robustez Facilidade de condução Espaço interior
Contras
Design algo anónimo Imagem da marca Prestações da maioria dos motores
Sumário
Menos comum que os seus primos, o Skoda Fabia não deixa de ser uma boa opção para quem procura um companheiro de dia-a-dia fácil de conduzir, espaçoso e com preço acessível.
Não há muitos Mazda 3 usados disponíveis no mercado porque as vendas deste pequeno familiar não foram expressivas. Os poucos que existem garantem boa fiabilidade e uma manutenção reduzida, o seu maior trunfo.
Para quem procura um carro diferente dos que integram as marcas generalistas, o Mazda 3 é uma escolha a ter em conta. Tem um “look” desportivo, uma construção e acabamentos acima da média e uma boa valorização como usado, ou seja, é um carro que desvaloriza menos que os seus rivais.
A sua suspensão garante um bom comportamento dinâmico e uma condução muito agradável, mas penaliza o conforto por ser demasiado firme e em piso degradado até um pouco desconfortável. A direção é bastante direta e precisa e a travagem muito potente e eficaz.
Por dentro, o design não é apelativo, valendo pela funcionalidade e arrumação do tablier e consola que resulta agradável. As principais críticas acusavam o Mazda 3 de apresentar demasiados botões/comandos, inclusive no volante e dos plásticos da consola serem de qualidade inferior.
A habitabilidade traseira não é referência e acessibilidade também não. Não é fácil para um adulto de estatura elevada sentar-se no banco traseiro.
As versões mais vendidas em Portugal estavam equipadas com motores Diesel, em especial o 1.6 de 109 e 115 cv que oferecem uma condução económica, com alguma preguiça a baixos regimes.
Motores
A oferta de motores nesta geração do Mazda 3 é curta, tendo em conta que a marca japonesa nunca quis ter um leque muito alargado de propulsores. Como diz o povo por cá, “poucos mas bons”, e na realidade os motores da Mazda são bastante fiáveis.
A gasolina são três, o mais vendido em Portugal foi o 1.6 MZR de 105 cv, praticamente inexistente a venda dos motores 2.0 de 150 cv e 2.3 MPS de 260 cv.
Os Diesel centraram o foco no 1.6 MZ-CD de 109 e 115 cv, tendo ainda na oferta o 2.0 de 150 cv e 2.2 de 185 cv.
Principais avarias e problemas
A fiabilidade caracteriza este produto da Mazda em conjunto com custos de manutenção reduzidos.
Registaram-se nos motores 1.6 MZ-CD problemas com o filtro de partículas (FAP) devido a situações de regeneração em percursos muito curtos que o veículo realizava. No 2.2 MZ-CD foi encontrada uma falha num captor do turbo que implicava perdas de potência.
Ruídos parasitas no banco do condutor devido a uma placa de apoio do assento e foi registado apenas nas primeiras unidades da primeira série.
Fecho centralizado funcionava mal quando utilizada a chave sem comando à distância.
Decorria o ano de 2004 quando a segunda geração dos Volvo S40/V50 – antes S40/V40 – se deu a conhecer. Nasceu sob a plataforma do Ford Focus, evoluiu a imagem exterior de forma discreta e renovando de forma evidente todo o habitáculo face à geração antecessora. Novos motores, numa inversão da aposta nos motores a gasolina para os Diesel.
Foi nesta altura que começámos a conhecer a linguagem estética para o habitáculo que, de certa forma, ainda podemos encontrar nos Volvo vendidos atualmente. Linhas direitas, minimalistas e igualmente modernas, ainda que a forma, por vezes, se sobreponha à função. Face à anterior geração, os materiais melhoraram bastante, assim como a montagem.
A habitabilidade melhorou, mas continuo a estar abaixo da média do segmento. No caso da carroçaria carrinha, V50, verifica-se também que a bagageira tem uma capacidade demasiado reduzida para os padrões da época.
Os níveis de equipamento dividem-se, literalmente, por três níveis: I, II e III. Mais tarde, as designações mudaram. A versão de acesso está bastante despida, contando apenas com os elementos de segurança e o ar condicionado. Para ter cruise control, por exemplo, é necessário ir para uma versão equipada.
Ao volante, a posição de condução é boa, assim como o conforto, que faz jus à boa escola sueca. Tudo suave e silencioso. A dinâmica não entusiasma, mas é suficientemente segura.
Motores
Além da plataforma, o Ford Focus e o Volvo S40/V50 partilham também diversos motores, com destaque para os Diesel 1.6 (110 cv) e 2.0 (136 cv), assim como o 1.6 a gasolina de 100 cv. Menos comuns no mercado português são os exclusivos Volvo 1.8 de 120 cv e T5 de 220 cv, ambos a gasolina.
Qualquer um dos Diesel oferece prestações suficientes, ainda que seja preferível optar pelo mais potente.
Os motores a gasolina desaconselhamos, pois o 1.6 tem prestações modestas, e o 1.8 e T5 têm consumos excessivos.
Em 2009, o motor 1.6 Diesel surge numa versão DRIVe, que garante melhores consumos e que, um ano depois, recebeu o sistema stop/start.
Principais avarias e problemas
Problemas com os motores 1.6 e 2.0 Diesel divididos por: válvula EGR, software e elementos elétricos.
Volvo S40/V50 (2004 - 2012)
6.7Avaliação
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Pros
Imagem Qualidade de construção Conforto
Contras
Habitabilidade Equipamento de série Capacidade da bagageira na V50
Sumário
Solidez, conforto e boa imagem é aquilo que o Volvo S40/V50. Com uma plataforma de um pequeno familiar, a habitabilidade ressente-se.
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