Por vezes o infortúnio bate às porta e numa emergência é necessário quebrar os vidros de um veículo para poder aceder ao seu interior e prestar auxílio ou permitir que um ocupante saia. Mas tal deve ser feito de forma correta para evitar mais contratempos.
A frase “partir um vidro”, só por si, pode parecer indicar um ato menos refletido ou até ilegal ou violento, mas há situações em que é a única forma de conseguir sair de dentro do veículo ou prestar ajuda se estiver do lado de fora do mesmo. No caso de um acidente, incêndio ou inundação, as portas podem ficar bloqueadas e a única forma de conseguir sair do carro é através das superfícies vidradas e como tal pode ser necessário quebrar os vidros.
Os vidros de um carro
Os vidros de um automóvel não são todos iguais e normalmente os mais fáceis de quebrar são os das portas. O vidro dianteiro do para-brisas é tradicionalmente o mais resistente pois é laminado e foi pensado para ser o mais seguro em caso de acidente. É ele que sofre com as forças aerodinâmicas, com os impactos de pedras projetadas e por isso tem de ser mais resistente. Já o vidro traseiro como inclui os filamentos do sistema de desembaciamento também não é o mais fácil de partir pois esses filamentos fazem uma espécie de rede que dificulta a quebra. Assim a melhor solução são os vidros das janelas das portas que normalmente são laminados o que faz com que sejam mais “fáceis” de partir e quando quebram eles estilhaçam em pequenos vidros, não sendo tão cortantes.
“Partir” para a ação
Use um objeto sólido para quebrar o vidro. No mercado há ferramentas específicas para partir vidros de automóveis (quebra-vidros ou martelo de emergência) que pode sempre guardar no interior do carro. Não coloque na bagageira como o macaco para elevar o carro, mas sim no próprio habitáculo, num compartimento para objetos como o porta-luvas, por exemplo. Se não tiver nenhum objeto sólido para partir o vidro, não o faça sem nenhuma proteção nas mãos pois a possibilidade de se cortar é elevada. Utilize um dos tapetes do carro para proteger o corpo, a cara especialmente quando for partir o vidro. Uma vez escolhido o vidro, que será muito provavelmente um dos laterais, então aponte o impacto para um dos cantos pois será aí que terá melhores resultados pois os vidros são mais difíceis de partir se der a pancada mesmo no meio. Por fim, “limpe” os vidros que sobraram e que costumam ficar em torno da moldura da janela da porta, para evitar que haja cortes quando sair do veículo.
Foco e calma
Obviamente que ter calma e estar focado são dois estados muito difíceis de conseguir quando estamos numa situação de emergência, mas podem ser determinantes pois irão permitir que caso falhe uma tentativa terá a lucidez para pensar noutra solução. Por exemplo, se não tiver nenhum objeto solido ou pontiagudo “à mão de semear”, ter calma e foco pode permitir que perceba que outros objetos dentro do carro, como por exemplo o fecho do cinto de segurança que é metálico e pontiagudo, pode cumprir a tarefa.





