Alfa Romeo Stelvio (2017-…) – Motorguia
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Alfa Romeo Stelvio (2017-…)

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O Stelvio é o primeiro SUV da história da Alfa Romeo que naturalmente não quis ficar para trás no mercado quando este exibiu uma tendência crescente para este tipo de modelos.



Desenvolvido com base na mesma plataforma do Giulia, o Stelvio tem uma personalidade própria, não apenas por fora mas também por dentro. Como seria de esperar a Alfa Romeo não se poupou no desenho e as linhas deste SUV são das mais atraentes do mercado ou não fosse ele um puro produto de design do italiano. O interior prima pelo seu desenho com o charme e requinte tipicamente italianos, mas peca pela qualidade de alguns dos materiais utilizados que podia ser um pouco mais nobre. Além disso a habitabilidade traseira também não é das melhores considerando tratar-se de um SUV. Em jeitos de compensação o condutor vai muito bem sentado numa posição de condução muito equilibrada e com alguns toques de uma certa desportividade.

Exibindo um bom nível de conforto, o Stelvio não esconde alguma firmeza na suspensão, mas não é nada de demasiado comprometedor em estrada ou na cidade. Essa firmeza marca pontos quando o trajeto se torna mais desafiante já que este Alfa Romeo revela um bom controlo dos movimentos da carroçaria. A isso associa-se uma direção direta, precisa e informativa, motores que respondem bem ao pedal do acelerador e temos a receita completa para uns bons momentos de condução num modelo que à partida não estaria talhado para tal.

Bem equipado de série o Stelvio surge como uma boa proposta até porque para um modelo com um registo premium os seus custos de manutenção até não são dos mais elevados.

Motores

A gama de motores é a que se esperava para um SUV desta natureza com a gama a gasolina a ser composta pelo 2.0 Turbo com 200 e 280 cv de potência e o mais desportivo 2.9 V6 da versão Quadrifoglio com 510 cv. Já nas propostas a gasóleo este transalpino conta com o 2.2 Diesel com 150, 160, 180, 190 e 200 cv e ainda o 2.2 JTD com 190 e 210 cv. Para quem procure equilíbrio entre prestações e consumos as melhores opções são os motores Diesel, mas para aqueles que queiram levar o seu “Cuore Sportivo” um pouco mais longe então o motor 2.0 Turbo a gasolina faz uma parceria melhor com este Stelvio.

Principais avarias e problemas

Em termos mecânicos os motores do Stevio já têm provas dadas pois são unidades que já estão presentes na gama do Giulia, por exemplo, e que não têm dado grandes problemas. No entanto este SUV não está isento de contratempos, mas estes estão um pouco mais a nível eletrónico.

O radar traseiro do sistema de estacionamento pode começar a funcionar mal ou até deixar de funcionar por completo. O sistema multimédia presente nas unidades construídas até 2019 também pode apresentar vários “bugs” como ligar intempestivamente ou não controlar algumas funções corretamente.

A eficácia dinâmica do Stelvio pode ter um preço que é um desgaste prematuro dos pneus.

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Seat Leon (2020-…)

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Desde que foi lançado em 1999, o Seat Leon sempre teve um carisma muito próprio e esta quarta geração consegue aprimorar alguns pontos menos fortes dos seus antecessores, mantendo o “salero” que sempre caracterizou o nome Leon.


Mantendo um comportamento dinâmico interativo e direto, o Leon continua a ser um modelo que cumpre com os seus “compromissos familiares”, mas não deixa de dar alguma diversão a quem vai ao volante. Previsível e ágil quanto baste, este Leon conta com uma direção direta e informativa que permite ao condutor perceber bem o que se passa no eixo dianteiro. A afinação da suspensão é algo firme o que o ajuda a lidar com os troços mais sinuosos, mas já não é tão benevolente quando o piso está mais degradado, pois algumas irregularidades sentem-se no interior. No entanto, no computo geral, o Leon oferece um bom equilíbrio já que, mesmo com esta afinação da suspensão, ele ainda garante um bom nível de conforto para os ocupantes.

No interior os materiais são de boa qualidade e o nível de montagem dos vários painéis está num bom patamar, o que se reflete na ausência de ruídos parasitas substanciais. A posição de condução é um pouco baixa, mas com os vários ajustes disponíveis, no banco e na coluna de direção, facilmente se encontra o melhor compromisso. Esteticamente o habitáculo apresenta um ambiente moderno de linhas recortadas que alinham com as formas exteriores da carroçaria e onde o ecrã digital central assume predominância. Nele são controladas a várias funções de informação e entretenimento e como atalho para a climatização há um conjunto de botões que formam uma fina barra horizontal que não são intuitivos de utilizar. Com botões físicos “mais tradicionais” a ergonomia deste Leon seria um pouco melhor. No campo do equipamento este Leon está bem recheado de série e onde também marca pontos é na habitabilidade. Está melhor que a geração anterior e até que o seu “primo” Volkswagen Golf, já que nos bancos traseiros não falta espaço para os passageiros. Já a bagageira é em tudo semelhante, uma vez que oferece 380 litros de capacidade.

Motores

Começando nas unidades a gasolina, esta geração do Leon conta com os motores 1.0 TSI com 90 cv de potência e o 1.5 TSI com 110, 130 e 150 cv. Estes motores também são complementados por versões mild hybrid, nomeadamente o 1.0 eTSI com 90 cv e o 1.5 eTSI com 110 e 150 cv de potência. Seguem-se as propostas Diesel com o 2.0 TDI nas versões de 115 e 150 cv e por fim ainda há duas soluções híbridas Plug-In, o 1.4 TSI e-Hybrid com 204 cv e o mais potente 1.5 e-Hybrid Fr com 272 cv. Para as suas dimensões e “caráter”, o motor 1.0 fica um pouco aquém, mas tem a vantagem de ter os consumos a gasolina mais baixos. Pelo equilíbrio entre consumos e prestações as versões Diesel poderão ser as mais apelativas.

Principais avarias e problemas

Nesta geração do Seat Leon ainda não foram registados problemas mecânicos recorrentes e que sejam dignos de nota. A maioria das anomalias detetadas têm a ver com falhas no sistema de infoentretenimento que pode deixar de funcionar corretamente, obrigando a uma visita ao concessionário para verificação e possível reprogramação.

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Hyundai i20 (2014-2020)

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A segunda geração do Hyundai i20 surge com uma estética mais dinâmica e robusta e marca claramente uma evolução face ao seu antecessor.

Bem equipado de série, o i20 marca pontos no habitáculo já que o ambiente a bordo é leve, os vários comandos estão bem posicionados, a posição de condução é equilibrada e o compromisso ideal é simples de encontrar. Ao mesmo tempo a qualidade de construção está num bom patamar, considerando o segmento em que se insere, os vários materiais oscilam entre os bons nos planos superiores e os menos bons nos planos inferiores, mas no geral a noção de robustez é boa. O espaço é generoso para todos os ocupantes, tanto nos bancos da frente como nos de trás e para rematar a bagageira é uma das melhores face aos seus diretos rivais já que oferece 326 litros de capacidade. Em termos de conforto a sua suspensão não revela um trabalho muito eficaz quando o i20 se depara com estradas mais degradadas e é normal que se sintam algumas vibrações quando as armadilhas do piso se sucedem pois sentem-se alguma ineficácia no amortecimento. A direção é leve e isso facilita as manobras corriqueiras do dia a dia citadino, mas ao mesmo tempo é muito pouco informativa, revelando-se algo vaga e pouco interativa com o condutor, o que não abona muito a favor de quem goste de uma ligação um pouco mais direta com o eixo dianteiro. Naturalmente não se espere que o comportamento dinâmico do i20 traga grandes emoções pois não é esse o seu ADN. Ele cumpre, é previsível, mas não entusiasma. Ao trunfo do preço competitivo o Hyundai i20 também junta uma garantia mecânica de 5 anos sem limite de quilómetros, o que joga a seu favor quando se coloca o fator económico nos pratos da balança da decisão.

Motores

A oferta de motores do i20 começa nas unidades a gasolina com o 1.0 T-GDI com 100 e 120 cv de potência, o 1.2 com 85 cv e o 1.4 com 100 cv. Além destes também é possível contar com soluções a gasóleo com o 1.1 CRDi com 75 cv e o 1.4 CRDi com 90 cv de potência. Qualquer uma destas unidades dá uma resposta razoável às exigências que se colocam ao i20, especialmente em cidade, mas entre todos destacam-se os bons consumos dos motores Diesel com os consumos a ficarem pelos 4,5 l/100 km para o 1.1 CRDi e os 4,7 l/100 km para o 1.4 CRDi.

Principais avarias e problemas

De um modo geral o i20 é um modelo que segue o bom nível de fiabilidade que os modelos dos construtores coreanos têm exibido ao longo dos anos. Ainda assim como todos os automóveis n´ão está isento de alguns contratempos e, por exemplo, nalguns modelos equipados com o motor 1.2 a gasolina é conveniente monitorizar o nível do óleo pois pode haver um consumo do mesmo mais elevado do que o habitual. Por outro lado na carroçaria de alguns modelos detetou-se um problema com os puxadores das portas que se soltavam após alguma utilização.

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