O hidrogénio será o futuro dos camiões de longo curso – Motorguia
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O hidrogénio será o futuro dos camiões de longo curso

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Os grande fabricantes de camiões começam a voltar-se mais rapidamente para a eletrificação. Já há alguns anos que trabalham para as emissões zero, mas é agora que têm de começar a preocupar-se com elas.



A Mercedes Trucks já apresentou camiões e autocarros elétricos, mas tudo aponta para que uma das suas apostas de futuro sejam os camiões a célula de combustível, alimentado por hidrogénio de alta pressão. A melhor prova é este camião que recebe a designação GenH2 Truck, idealizado para longos percursos em estrada livre de emissões.

Para além do GenH2 Truck puramente conceptual, a marca alemã apresentou, na mesma leva, um eActros Long Haul 100% elétrico, com uma autonomia de 500 km, valor muito superior aos 200 km anunciados para o primeiro eActros.
No caso do camião a hidrogénio, o seu abastecimento demora pouco mais que um abastecimento de gasóleo e com um depósito de hidrogénio será capaz de percorrer até 1000 km sem abastecer. Mas o melhor é a sua capacidade de carga e o seu desempenho.

O GenH2 Truck Fuel Cell terá um rendimento e uma autonomia muito semelhante à de um camião convencional, segundo a marca. Este trator terá uma capacidade de reboque de até 25 toneladas, alcançando uma massa máxima autorizada de 40 toneladas. Os seus dois depósitos de hidrogénio armazenam um total de 80 kg de hidrogénio em alta pressão, que são depois convertidos em eletricidade por duas células de combustível de 150 kW de potência unitária. Dois motores elétricos de 330 kW de potência máxima encarregam-se de mover as rodas.

Ou seja, o camião passa para o solo um máximo de 660 kW de potência (897 CV) e 4141 Nm de binário, com uma potência constante de 460 kW (625 CV) e um gigantes binário de 3154 Nm. Mas, se esta potência não for suficiente em determinadas condições, uma bateria auxiliar de 70 kWh de capacidade é capaz de proporcionar à cadeia cinemática 400 kW adicionais, que se somam à potência de saídas das células de combustível. Um recurso muito útil na hora de atravessar zonas de montanha com o semirreboque carregado até ao topo.

Uma das chaves do futuro do transporte rodoviário alimentado por hidrogénio é a existência de uma rede de postos de abastecinento deste combustível e que utilizam hidrogénio gerado com a eletricidade de fontes renováveis.
O Mercedes-Benz GenH2 Truck vai começar os testes de estrada em 2022 com alguns clientes muito específicos, enquanto a versão de produção vai chegar à estrada a partir de  2025. O concept agora mostrado é um exercício de design e a versão final deverá ser muito diferente em termos estéticos.

 

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É um AVIA e é o primeiro camião elétrico desenvolvido em Espanha

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O operador logístico FM Logistic e CITYlogin, empresa especializada em logística da última milha e distribuição urbana de mercadorias, iniciou os testes do primeiro camião 100% elétrico desenvolvido e produzido em Espanha pela Avia Engenharia e Design.



O veículo em período de testes destina-se à logística urbana e vai ser testado na distribuição de mercadorias para uma loja do IKEA no centro de Madrid. O camião elétrico foi desenvolvido no âmbito do projeto europeu CIVITAS ECCENTRIC, no qual participaram a Câmara de Madrid, a FM Logistic, a Universidade Politécnica de Madrid e a Avia Engenharia e Design. A finalidade deste projeto europeu passa por melhorar a mobilidade urbana, “um dos grandes desafios que tem a Europa”, de acordo com estas empresas.

O desenvolvimento foi alinhado com as políticas europeias que constam do Acordo de Paris, nas quais os países assumem o desafio de limitar o aquecimento global e reconhecem a necessidade de uma resposta progressiva e eficaz à ameaça das alterações climáticas.

Este camião é um modelo de 12 toneladas de peso bruto e oferece uma autonomia de 120 km. Um carregamento completo é feito em 6 horas. Os primeiros testes foram realizados em redor da loja do IKEA e nas ruas ali perto.

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Ford lança duas séries especias da Ranger que chegam em outubro

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A Ford apresentou duas novas versões da sua pick-up, Ranger, que vão chegar ao mercado europeu já no próximo mês de outubro. São elas as variantes Stormtrak e Wolftrak, de edição limitada e cujo objetivo é reforçar a gama da pick-up da oval azul com mais estilo e maior capacidade de carga.



A Stormtrak vai posicionar-se no topo da gama e assume caraterísticas premium, com um estilo diferenciado e que surge equipada com faróis LED e proteção inferior. O visual é reforçado por decalques exclusivos no capô e nas laterais, pára-choques traseiro em preto e barra desportiva.

Adicionalmente, o revestimento do piso da caixa de carga, a divisória de carga e a nova cobertura Power Roller Shutter da Ford estão incluídos no equipamento de série, proporcionando maior conveniência e versatilidade em tudo o que diz respeito à carga.
O interior está repleto de equipamento premium, com destaque para os bancos específicos que apresentam o mesmo couro flexível da icónica Ford Ranger Raptor, acentuado com logótipos Stormtrak bordados e gomos revestidos a tecido técnico.
Para além disso, este modelo está dotado de superfícies interiores em grafite escurecida e as costuras vermelhas combinam com a inconfundível paleta exterior da Stormtrak.

A produção desta nova variante será bastante limitada de modo a garantir a sua exclusividade, estando disponível em versão Cabine Dupla, com bancos confortáveis e maior habitabilidade, ou Super Cab, com mais espaço de carga.
Todas as versões da Ranger Stormtrak vão contar com o motor Diesel Ford EcoBlue 2.0 Bi-turbo de 213 cv de potência, um binário de 500 Nm e uma transmissão automática de 10 velocidades.
Por sua vez, a Ranger Wolftrak apresenta-se como uma pick-up arrojada e robusta, concebida para responder às necessidades dos clientes que trabalham ao ar livre e desejam um desempenho off-road.

Tendo por base a versão Ranger XLT, a Wolftrak é animada pelo motor Diesel Ford EcoBlue 2.0 com 170 cv, com opção de transmissão manual de seis velocidades ou automática de 10 velocidades.
O sistema selecionável de tração integral com função shift-on-the-fly, o bloqueio eletrónico do diferencial traseiro e os pneus todo-o-terreno são de série, de forma a assegurar a sua evolução, mesmo nas mais exigentes condições fora de estrada, contando com o apoio de uma configuração de tração integral com relações de caixa curtas (redutoras) para melhorar o desempenho em subidas íngremes e pisos macios.
A nova Ranger Wolftrak, dispõe de uma carga útil de 1,0 tonelada e 3.500 kg de peso máximo rebocável.

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Stellantis lança furgões a hidrogénio com 400 km de autonomia ainda este ano

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A Stellantis, comglomerado que inclui os grupo PSA e FCA, anunciou o lançamento ainda este ano de três veículos comerciais ligeiros a hidrogénio para as marcas Peugeot, Citroën e Opel com autonomias superiores a 400 quilómetros e tempos de reabastecimento de apenas três minutos, assumindo-se como o primeiro passo do grupo rumo ao ecossistema do hidrogénio.



Os primeiros resultados deste esforço estarão nas estradas ainda este ano, com variantes a hidrogénio do Citroën Jumpy, Peugeot Expert e Opel Vivaro, aproveitando os benefícios da plataforma multienergias que o grupo Stellantis tem trabalhado ao longo dos últimos anos.

A solução tecnológica da Stellantis para estes três veículos combina a função de locomoção por pilha de combustível a hidrogénio, mas também da possibilidade de recorrer à bateria para melhor performance ou incremento da autonomia.

Esta tecnologia é apresentada como de dimensão média, com o motor elétrico a poder ser alimentado pela bateria elétrica ou pelos três tanques de hidrogénio (4,4 kg a uma pressão de 700 bares) dispostos sob o piso no local onde está a grande bateria de tração das versões apenas elétricas.

Estes elementos são desenvolvidos através de uma parceria de desenvolvimento com a Faurecia, uma das parceiras para este projeto, sendo a outra a Symbio. O compartimento de carga não é afetado nem perde capacidade com esta abordagem a hidrogénio, com os diversos componentes escondidos em locais que já são utilizados pelos modelos lançados, tanto com motor de combustão, como elétricos.

O arranque e a movimentação a baixa velocidade faz-se com recurso à bateria de tração, mudando para o sistema de pilha de combustível a hidrogénio a velocidades mais altas em cruzeiro. Em acelerações mais fortes, os dois trabalham em conjunto para a máxima potência, enquanto a desaceleração e travagem recupera energia para a bateria.

Por enquanto, este sistema de pilha de combustível a hidrogénio apenas estará presente nos comerciais ligeiros da Peugeot, Citroën e Opel, mas a sua aplicação noutros modelos de outras marcas do grupo é uma possibilidade a seu tempo.

É apontada uma autonomia superior a 400 quilómetros e um tempo de reabastecimento de cerca de três minutos, tornando a sua utilização tão prática quanto a de um veículo de motor de combustão nos dias que correm. Além disso, para o caso do hidrogénio nos tanques se gastar todo, a bateria de tração permite que o mesmo circule – ainda que a baixa velocidade – por cerca de 50 quilómetros, permitindo assim uma autonomia bem superior dos 400 quilómetros.

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