Alto valor de retoma, uma qualidade de construção referencial e um bom bloco Diesel, fazem da quarta geração do Volkswagen Golf uma excelente escolha, mesmo nos dias de hoje.
A quarta geração do popular Volkswagen Golf, depois da primeira, terá sido a mais marcante de toda a sua história, pois representou a afirmação no distanciamento do pequeno familiar face à concorrência no que toca à qualidade de construção, tendo também sido a cara da revolução dos motores Diesel. O design exterior, ainda que clássico, mantém-se atual até aos dias hoje, mesmo mais de 20 anos após o seu lançamento. Não é de estranhar, por isso, que tenha sido o modelo mais vendido na Europa, no ano de 2001.
Como referido, a qualidade de construção é o ponto mais marcante da quarta geração do Golf, utilizando materiais muito acima da média para a época e, acima de tudo, apresentando uma qualidade de montagem irrepreensível. No entanto, com o passar dos anos, alguns do materiais que se apresentam com maior refinamento vieram a mostrar-se algo frágeis, como é o caso de todos aqueles cobertos pelo vulgarmente denominado “rubber touch”. Nada que não se resolva, mas que não deixa de ser uma falha. Já a solidez, mesmo em unidades muito rodadas, não tem paralelo com os concorrentes contemporâneos.
A habitabilidade está dentro da média, sendo sempre preferível optar pela carrinha – versão Variant – pela maior capacidade da bagageira.
O equipamento de série varia, naturalmente, com a versão de equipamento, passando do sofrível ao muito bom. As versões mais básicas não têm ar condicionado, jantes de liga leve, ou um simples volante em pele. Já a versão de topo, Highline, conta com jantes de liga leve com 16″, ar condicionado automático, teto de abrir elétrico e cruise control – este último só a partir de certa altura. No caso da versão 1.9 TDI 150 cv, destaque para os faróis de xénon e ESP, ambos oferecidos de série. Felizmente, o ABS e os quatro airbags são comuns a todas as versões. Ao longo da vida, houve novas versões, que acrescentaram outros elementos de série.
O chassis do Golf IV não é propriamente referencial, estando abaixo do que alguns concorrentes já conseguiam. Não é o mais capaz para quem tem uma condução aguerrida, ou rápida, nem sequer sendo o mais confortável do segmento.
Motores
A gama de motores é alargada, oferecendo diversas possibilidades. A versão de acesso utiliza o bloco 1.4 a gasolina com 75 cv, que, pelo seu preço, é bastante comum no mercado de usados. Contudo, não é a escolha mais adequada, pois apresenta um rendimento modesto e consumos elevados. Se deseja um motor a gasolina, é preferível optar pelo menos comum 1.6 de 102 cv, produzido entre 1997 e 2001. A partir daqui, o motor 1.6 mudou, passando a ter 16 válvulas e 105 cv.
Quem se importar com consumos, tem ao seu dispor as versões Diesel, com o muito famoso bloco 1.9 TDI. Inicialmente, com 90 e 110 cv, sendo o segundo muito mais aconselhável. Mais tarde, com 115 e 130 cv, sendo que este último veio elevar as performances sem prejudicar os consumos de forma evidente. Ainda assim, a versão de 130 cv é mais difícil de encontrar no mercado de usados e a de 115 cv a menos aconselhada, por ser um pouco menos fiável. O bloco 1.9 TDI atingiu a sua potência mais elevada com a versão de 150 cv, que não tinha qualquer concorrência na época. Piores consumos, mas prestações mais elevadas. Ainda mais raro de encontrar.
Principais avarias e problemas
No geral, o Golf é fiável, apresentando apenas alguns problemas elétricos e a referida questão relativa a alguns plásticos do interior. Já o mesmo não se pode dizer do bloco 1.4 a gasolina, que apresenta problemas de consumo excessivo de óleo. No caso dos motores TDI, há relatos de problemas com o medidor de massa de ar e, no caso da versão de 150 cv, de problemas com a árvores de cames.
Volkswagen Golf IV (1997-2005)
6.8Avaliação
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Pros
Imagem Qualidade de construção Motores TDI
Contras
Comportamento dinâmico Motor 1.4 Alguns plásticos interiores
Sumário
Alto valor de retoma, uma qualidade de construção referencial e um bom bloco Diesel, fazem da quarta geração do Volkswagen Golf uma excelente escolha, mesmo nos dias de hoje.
Não é um carro sedutor, não tem uma qualidade acima da média, mas cumpre com as funções de familiar, oferecendo espaço interior amplo e consumos muito económicos baseados nos motores fornecidos pela Renault a este fabricante romeno.
O Dacia Logan já vai na segunda geração, renovada em 2017, sendo que a primeira cumpriu com as necessidades de muitas famílias que procuravam uma carrinha de preço acessível. Os taxistas também adoram este modelo e encheram as praças das grandes cidades com muitas unidades.
O desenho tanto exterior como interior não é dos mais cativantes e tenta valer os seus argumentos pela simplicidade e arrumação dos comandos e botões. Não tem um nível de equipamento muito elevado (nem podia, pelo preço baixo), no entanto vem equipado com o necessário para uma utilização diária e intensa.
A habitabilidade é o seu forte. Espaço interior amplo e bagageira generosa são pontos fortes, até mesmo na versão de quatro portas (sedan). Os materiais que revestem o interior, em espacial os plásticos é que não vão resistir muito tempo aos ruídos parasitas.
Motores
A gama de motores é curta e tenta seguir a estratégia de preço baixo. O 1.2 16v de 75 cv a gasolina é o mais acessível e muito procurado para quem não faz muitos quilómetros anualmente. A gasolina existe ainda o 0.9 TCe de 90 cv que também conquistou muitos adeptos.
A oferta Diesel é assegurada pelo “famoso” 1.5 dCi de 75 cv ou com a mesma cilindrada a versão de 90 cv, ambas bastante económicas e mais apontadas a um uso frequente.
Principais problemas e avarias
Pequenos problemas de fiabilidade com os motores 1.2 e 0.9 TCe que foram rapidamente resolvidos nas linhas de produção e durante os períodos de garantia.
As baterias da marca Rombat são de má qualidade e foram montadas até março de 2013, aconselha-se a substituição.
O GPS (Media Nav) funciona mal mesmo depois de reprogramados e não são fáceis de substituir por outra marca. Os motores de limpa-vidros deram muitos problemas durante um longo período.
O Volkswagen Passat, apesar de vendido anteriormente em Portugal, conheceu a fama no nosso país com a sua geração com o código interno B5, apresentada ao público em 1997. O segredo para o sucesso passou, essencialmente, pela imagem de robustez, qualidade de construção e pelo excelente binómio entre performance e consumos apresentado pelo seu motor 1.9 TDI.
Recebeu um facelit em 2001, que podemos ver na foto acima, apresentando uma carroçaria ainda mais sólida e mais equipamento de série, principalmente na versão Highline.
Disponível em carroçaria de três volumes ou carrinha (Variant), a imagem é sempre clássica, com linhas muito simples. A funcionalidade sempre foi a prioridade. Nada de inovador para a época, mas que permite que, ainda hoje, a imagem não esteja cansada.
A habitabilidade é bastante boa para o segmento, com muito espaço para as pernas dos passageiros traseiros e largura para que três ocupantes viajem no banco traseiro. O acesso à bagageira, no caso do sedan, não é melhor, como é típico em automóveis com este formato de carroçaria. Seja qual for a carroçaria, a capacidade é boa.
O design do habitáculo segue a linha aplicada no exterior, ainda que esta sensação possa variar consoante o tipo e cor dos acabamentos presentes. Seja como for, a solidez de construção é inquestionável.
A visibilidade é boa para todos os ângulos. Igualmente de bom nível é a ergonomia.
Os níveis de equipamento disponíveis na época variam do básico ao bastante completo, que é como quem diz do Trendline ao Highline, sendo este último sempre o mais aconselhável.
A posição de condução tem imensas regulações, adaptando-se a condutores de qualquer estatura. A primeira sensação transmitida ao condutor é de solidez de todo o conjunto, o que se sentirá também nos comandos, todos eles bastante pesados para os padrões atuais. O pisar é muito sólido, a suspensão tem um acerto bastante brando, mas não o suficiente para que o conforto seja o pináculo do segmento. Ainda assim, bem melhor do que o comportamento dinâmico, pautado por uma direção vaga e por um eixo dianteiro bastante impreciso, mesmo em autoestrada.
Motores
No lançamento, a oferta de motores Diesel dividia-se pelo bloco 1.9 TDI nas suas versões de 90 e 110 cv. As prestações do primeiro são justas, mas as do segundo já são adequadas. Em 2000, a versão de 110 cv saiu para dar lugar à menos fiável de 115 cv, que durou apenas até ao restyling, em 2001. Foi nessa altura que surgiu o melhor dos Passat B5, com o motor 1.9 TDI 130 cv. Prestações consideravelmente melhores e consumos igualmente notáveis.
Principais avarias e problemas
No geral, o Passat é bastante fiável. Ainda assim, há que ter em atenção ao sistema de refrigeração dos motores TDI, ao medidor de massa de ar, a possíveis problemas elétricos, entre outros pormenores. Comum é também a entrada de água no habitáculo, causada por entupimento dos canais de escoamento.
Volkswagen Passat (1997-2005)
7.2Avaliação
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Pros
Qualidade de construção Motores TDI Espaço interior
Contras
Comportamento dinâmico Peso da direção Ruído dos motores TDI
Sumário
O Volkswagen Passat B5 marcou uma época pela sua qualidade de construção e qualidades do motores TDI. Hoje, passados mais de 20 anos, continua a ser uma das melhores apostas no mercado de usados.
A primeira geração do Skoda Fabia marca o renascimento da marca checa, uns anos depois de ter passado a ser controlada pelo Grupo Volkswagen. Partilhando a plataforma A04 com o Volkswagen Polo e com o Seat Ibiza, o Fabia colocava-se perante estes com a opção mais clássica e, ao mesmo tempo, mais pragmática. Ainda assim, em Portugal, foi o menos vendido.
O Skoda Fabia não apaixona pela sua imagem exterior, mas convence facilmente pela qualidade de construção e montagem, que se revela bastante sólida e robusta.
A habitabilidade é bastante boa para o segmento, com espaço em todos os sentidos, até na bagageira, ainda que o seu acesso não seja o melhor. O design do interior segue as linhas do exterior, apresentando simples e clássico. Os comandos estão todos bem localizados e a leitura dos instrumentos é simples. Não há falta de espaços de arrumação.
Os níveis de equipamento dividem-se em Classic, Comfort e Elegance, sendo que nem mesmo o Elegance é extraordinariamente equipado. As diferenças resumem-se mais aos acabamentos e pormenores estéticos.
Ao volante, a posição de condução é boa, até porque há regulação em altura para o banco e coluna de direção. Um pisar suave e uma condução bastante fácil, mesmo em manobras. A dinâmica é a esperada para o segmento em causa.
Motores
Em Portugal, a versão mais comum designa-se por 1.2, ainda que o motor tenha seja um quatro cilindros de 54 cv até meados de 2003 e um de três cilindros e 65 cv daí para a frente. O primeiro tem prestações tremendamente modestas, sendo apenas aconselhável se o orçamento não permitir mais. O segundo continua a ser mais indicado para uma utilização em circuito urbano, mas é bem melhor que o seu antecessor. Há algumas unidades com o bloco 1.4, nas versões de 75 e 100 cv, mas só aconselhamos esta última. São ambos algo gastadores, mas o segundo tem prestações bastante melhores. Igualmente popular é o bloco Diesel 1.4 TDI, também com três cilindros. Tem um funcionamento peculiar, mas boas prestações e excelentes consumos.
Principais avarias e problemas
Há relatos de quebras dos apoios do motor, por serem frágeis. Atenção aos canais de escoamentos da água da chuva e lavagens, que tendem a entupir e, desse modo, a provocar inundações no habitáculo.
Alguns problemas com a EGR no motor 1.2 de três cilindros.
Skoda Fabia (2000–2007)
6.2Avaliação
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Pros
Robustez Facilidade de condução Espaço interior
Contras
Design algo anónimo Imagem da marca Prestações da maioria dos motores
Sumário
Menos comum que os seus primos, o Skoda Fabia não deixa de ser uma boa opção para quem procura um companheiro de dia-a-dia fácil de conduzir, espaçoso e com preço acessível.
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