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Comprar moto online e ficar sem dinheiro

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Os criminosos estão à procura dos compradores “gananciosos” e “espertos” que querem fazer o melhor negócio do ano. Jogam tudo nessa vontade de fazer um “granda” negócio.

Nos últimos meses as burlas com motos voltaram em força ao nosso quotidiano. São muitos os que ficaram sem dinheiro e sem moto, em especial aqueles que pretendiam fazer um “bom negócio”.

As burlas com carros e motos através dos anúncios classificados online em portais como o OLX ou o Custo Justo são comuns há muitos anos. É certo que as equipas de validação dos anúncios destes portais foram criando barreiras e identificando as burlas através do preço. Só que os burlões estão a afinar as estratégias para contornar a experiência dos revisores de anúncios.

Os burlões usam a ganância e a vontade de fazer excelentes negócios e propõem preços convidativos por motos, motorizadas e scooters. Os mais incautos e menos informados acham que chegou a sua grande oportunidade e entram de cabeça no negócio.

Segundo relatos da empresa líder de mercado em transporte de motos, a Assenha Transporte de Motos, já testemunharam vários episódios deste tipo. São regularmente chamados a prestar declarações na polícia, como testemunhas, acerca de burlas relacionadas com motos. Clientes que solicitam a deslocação desta empresa ao local para levantar uma moto que já está paga e quando chegam ninguém conhece o vendedor, nem existe qualquer moto na morada indicada. Já perderam a conta ao número de casos ao longo dos últimos anos.

Para evitar que lhe aconteça uma situação semelhante decidimos preparar um guia de procedimentos para quando encontrar a “moto da sua vida”.

1 – NEGÓCIO DA CHINA

Os burlões estão cada vez mais sofisticados na publicação dos anúncios. Antes publicavam uma Vespa 50s de 1970 restaurada por 1200 euros ou uma Honda Africa Twin de 1994 com 25.000 km por 2000 euros para desocupar. Atualmente são mais sofisticados e esperam pela presa com paciência. Procuram os “gulosos” (não se ofendam com o termo, serve para descrever compradores mais afoitos) que oferecem menos 1000 euros que o valor de mercado da moto e que são as suas presas preferidas. E como se caçam os gulosos?

2 – VAIS PERDER UM BOM NEGÓCIO

O burlão rouba num site estrangeiro fotos de uma Honda CB 500 de 1998 com 42.000 Kms, coloca-a à venda por 1200 euros no Custo Justo e dá como local no anúncio em Monção (ou em Figueira de Castelo Rodrigo, Serpa, etc, tudo localidades longe dos grandes centros urbanos, encostadas à fronteira e que não permitam a deslocação do interessado de imediato). O preço está um pouco abaixo do mercado, mas não muito, e a moto parece estar em bom estado pelas fotos. Surge um interessado “guloso” que lhe oferece 700 euros (quase metade do que está a pedir) e ele recusa, mas mantém a conversa “quente” e diz-lhe que já tem uma oferta de 800 euros e provavelmente até vai entregar porque precisa de se desfazer da moto porque vai mudar de cidade. O “guloso” fica em pulgas e liga ao vendedor que até o atende e fala com ele por telefone. Na conversa o burlão diz ao comprador que quer vender rápido e só está à espera que o outro interessado transfira o sinal. Como o tempo corre a favor do burlão ele encaminha a conversa e aquece-a de modo a que o “guloso” se ofereça para sinalizar a moto, o que acontece com facilidade. Achando que domina o negócio o “guloso” transfere a quantia acordada de 120 euros (10%) do valor inicial da moto e segura o negócio da China.

Entretanto, o burlão vai mantendo o anúncio e caçando mais “gulosos”, recolhendo mais valores de sinal até à chegada do primeiro cliente para recolher a moto. No dia marcado para recolher a moto o anúncio desaparece e o telefone deixa de funcionar. Alguns destes burlões chegam ao ponto de dar moradas aos clientes e deixam que se desloquem ao local fictício.

Depois compram outro cartão telefónico e voltam a publicar mais anúncios.

3 – PAGAR SEM VER

Também há casos em que o comprador acha que está a comprar uma moto na Amazon ou no Ebay, mas sem Paypal, e avança com o pagamento total por transferência bancária. Depois contrata o serviço de transporte para lhe trazer a moto e quando chegam ao local não existe nenhuma moto para transportar, tendo o cliente burlado o custo adicional da deslocação do transportador.

Este é o tipo de decisão que não recomendamos. NUNCA pague uma moto na totalidade sem a ver. Ou então aguarda a chegada do transportador ao local para se certificar que existe realmente uma moto para comprar. É melhor perder um negócio do que ficar sem nada. Você não sabe quem está do outro lado.

A empresa de transporte 20Alugar tem um serviço de verificação de motos que lhe resolve este problema. A Assenha Transporte de Motos também tem este serviço mas não o menciona no seu site.

4 – MULTIPLATAFORMA

O mesmo anúncio pode ser publicado nos sites de classificados, nos grupos de Facebook, no Instagram, etc. e receber no mesmo dia dezenas de contactos de muitos interessados. Portanto, quando encontrar a moto da sua vida pode suceder que nesse mesmo momento, em diversos pontos do país, estejam a ver a mesma moto em múltiplas plataformas digitais mais uns 20 interessados e que também acham ser aquela a moto das suas vidas.

Não se esqueça que você detém o poder de dar seguimento ao negócio. É você que tem o dinheiro, o elemento fundamental para fazer a moto mudar de mãos. Se existir boa-fé da parte do vendedor tudo acontecerá naturalmente. Muitas vezes ser o primeiro a responder ao anúncio é determinante para conseguir fechar o negócio. Por isso, olhe para a data de publicação. Se é um negócio bom e ainda está publicado passados três dias… então desconfie. Os bons negócios no OLX desaparecem ao final de duas horas.

5 – PROTEJA-SE DA SUA GANÂNCIA

Se encontrou a moto que procurava a sua pressa não está em pagar, a sua pressa está em chegar ao local onde a moto se encontra. Caso esteja num local afastado, tente agendar um dia com o vendedor e certifique-se que não vai perder tempo e dinheiro na viagem. Faça-lhe perguntas pessoais e tente perceber se não está a dar-lhe respostas vagas e demonstre-lhe o seu interesse genuíno em comprar a moto. Se realmente quer aquela moto e não tem condições para a trazer consigo nesse dia, então deixe sinal ao vendedor, mas só se este o receber na sua morada de residência. Não sinalize motos mostradas no parque do supermercado ou no posto de abastecimento. Evite negociar nesses locais.

Controle a sua ganância e não arranque ao encontro do vendedor com 2000 euros em dinheiro para comprar uma moto e encontrar-se com alguém que não conhece num local que também não conhece. Faça tudo com tempo e cautela, vá acompanhado e passe no local de encontro para avaliar o ambiente em volta e se não se sentir confortável ligue e marque outro local próximo com mais movimento.

6 – FAÇA PEDIDOS EXTRA

Se tiver dúvidas de estar a ser vítima de um “esquema” peça fotos específicas ao burlão, tipo do escape, uma foto de frente do farol, etc. Se ele roubou as fotos não vai conseguir fotos tão pormenorizadas.

Peça-lhe também fotos da chapa de matrícula para verificar se não existe nenhuma penhora ou reserva de propriedade sobre a moto. Se não lhe enviar foto da matrícula é esquema de certeza. Fuja desse negócio.

 

NOTAS FINAIS:

O ser humano bascula dois sentimentos com muita facilidade: a ganância e o medo. A vontade de fazer um super negócio e ser o melhor negociador lá do bairro é o sonho de qualquer comprador. Esta imagem pulula na mente do comprador e o burlão sabe disso. A ganância de comprar barato, de fazer o melhor negócio, é o mote do comprador. Quando mais tarde o telefone do vendedor fica desligado e o anúncio foi removido… o medo surge e a ganância sai de cena. O medo vai crescendo atraindo a angústia e o desespero de ter sido enganado.

Não se ache o melhor negociador do mundo. Parta sempre do princípio que do outro lado está alguém que você não conhece, embora possa merecer a sua confiança, desde que não lhe coloque dinheiro na mão.

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Como se proteger a si e à sua moto do Covid-19

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O regresso a uma vida o mais próximo do normal possível após o confinamento causado pelo vírus Covid-19 trouxe as motos de novo à estrada e também elas e tudo o que as envolve requer alguns cuidados especiais nestes tempos ainda dominados pelo novo Coronavirus.



Analisando as formas de transporte, rapidamente percebemos que andar de moto até é uma das formas mais seguras de fazer qualquer deslocação nestes tempos que exigem muito cuidado. É necessário usar capacete, o que no caso dos capacetes fechados é logo uma proteção. Convém utilizar luvas, o que também protege de eventuais contaminações através do tato e em viagem está assegurada uma boa distância de segurança para os demais, exceção feita para quem ande com pendura pois aí já exige cuidados acrescidos.

Assim vejamos algumas regras de higienização importantes para circular de moto de forma a minimizar o risco de contágio neste contexto de pandemia do vírus Covid-19:

1 – Higienize o capacete
sendo o elemento que está mais em contacto próximo com as vias respiratórias é determinante que esteja bem higienizado. Para tal pode limpá-lo com os já habituais produtos à base de álcool, mas apenas nas zonas exteriores deixando de lado a viseira pois pode haver danos na mesma. No caso da viseira utilize outro tipo de desinfetantes e se não souber o que utilizar recorra a água com sabão neutro que também é eficaz e não é agressivo para os materiais. Já o forro interior do capacete deve ser removido e lavado seguindo as indicações do fabricante. Toda esta limpeza deve ser feita garantindo que as próprias mãos foram bem lavadas antes de começar a limpar tudo.

2 – Cuide bem das luvas
Com as luvas calçadas é inevitável tocar em quase tudo não só na moto como fora dela enquanto as temos calçadas, como tal há um elevado risco de contágio. Portanto, convém também lavar corretamente as luvas com sabão neutro e desinfetá-las bem, garantindo que não são causados danos nas luvas impermeáveis ou de couro pois nesse caso devem ser utilizados produtos próprios para esse tipo de materiais. O interior das mesmas também não deve ser esquecido.

3 – Limpar a moto
Com todo o equipamento individual devidamente limpo e desinfetado cuidar da moto é o próximo passo e todos os elementos de contacto devem ser bem limpos. Os punhos, o banco, ou o depósito devem ser higienizados também com produtos desinfetantes que sendo eficazes não sejam nocivos para as superfícies.

 

Como deve calcular, se viajar com pendura também ele deve ter o equipamento bem limpo e desinfetado e não se esqueça de manter comportamentos adequados pois numa moto o pendura vai praticamente “colado” a quem vai aos comandos da moto.

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Proteja-se bem na sua moto

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Andar de moto é uma realidade completamente diferente de andar de automóvel. O motociclista está muito mais exposto a toda a envolvente que o rodeia e consequentemente a todos os riscos que isso acarreta.



Legalmente o único equipamento obrigatório para circular de moto nas nossas estradas é o capacete, mas para andar em duas rodas de uma forma minimamente protegida é necessário muito mais que isso.

Portanto aqui lhe indicamos quais os equipamentos de proteção que o bom senso define como básicos para andar de moto e ter o mínimo de segurança caso o azar lhe bata à porta.

 

Luvas
Logo a seguir ao capacete é um dos elementos mais importantes para o motociclista. Em caso de queda o instinto dita que as mãos são as primeiras a sofrer por isso é determinante que circule com luvas. Estas devem proteger os pulsos, a palma da mão e os nós dos dedos. Certifique-se que quando colocadas ficam por cima do blusão não deixando nenhuma parte do braço junto ao pulso exposta.

 

Blusão
O blusão é fundamental, especialmente se tiver proteção de coluna pois pode fazer a diferença entre uma lesão grave incapacitante ou não. Além disso é o principal protetor dos membros superiores e deve ter proteções para os ombros e cotovelos. Se for em pele melhora a resistência à abrasão e ao mesmo tempo reduz a resistência à deslocação do ar o que favorece o conforto, o que também é importante.

 

Calças
Tal como o blusão, as calças são determinantes para proteger os membros inferiores e devem incluir proteções nos joelhos e na anca. Além disso as pernas são normalmente, em conjunto com as mãos, a parte do corpo que mais sofre numa queda devido ao potencial deslizamento no asfalto causando sérias queimaduras. Por isso as calças devem ser resistentes à abrasão. A título de exemplo umas calças de ganga demoram uns meros 0,4 segundos a rasgar enquanto deslizam no alcatrão.

 

Botas
Sempre que um motociclista pára a sua moto, os pés são a primeira coisa a garantir o equilíbrio, logo a sola das botas deve ser antiderrapante para não escorregar no contacto com o solo. Além disso também é importante que não deslize nas peseiras, seletor e travão da moto. Os tornozelos e o calcanhar são outros pontos sensíveis a lesões e portanto devem ter proteções nessas zonas.

 

Em todos os equipamentos o motociclista deve garantir que se adequam à época do ano em que circula (verão ou inverno) e assegurar-se que são confortáveis pois conduzir com desconforto reduz o foco na condução o que aumenta o risco e diminui a segurança.

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Como escolher o seu capacete de moto

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O capacete é um dos elementos mais importantes para a segurança do motociclista e como tal é imperativo fazer uma boa escolha. A reforçar a sua importância, de acordo com a lei atual, o capacete é o único elemento de segurança obrigatório para poder andar de moto.



Logo à partida deve apenas escolher um capacete que seja homologado. A maioria dos modelos comercializados são homologados e para confirmar se o capacete que tem nas mãos cumpre as normas de segurança vigentes basta procurar a etiqueta que indica que o capacete é aprovado pela norma ECE 22, a norma seguida em Portugal e no resto da Europa. Esta certificação indica que o modelo do capacete foi aprovado em vários testes de impacto e de resistência da presilha, por exemplo e que a marca monitoriza permanentemente a qualidade dos modelos produzidos.

 

Tipos de capacete
Ter um capacete homologado é determinante e é o primeiro parâmetro a considerar na escolha. Depois vem a escolha do tipo de capacete. Existem vários, sendo o mais comum e conhecido o capacete fechado que assegura uma boa proteção da cabeça e do rosto e que normalmente se adequa aos vários tipos de moto, desde scooters a trails.

Depois há o capacete aberto (ou por vezes denominado jet) que segue um estilo mais retro pois os primeiros capacetes que surgiram para os motociclistas eram abertos na face. Normalmente são usados por quem anda de scooter em cidade por ser um capacete mais pequeno e simples de transportar ou pelos fãs do universo custom que assim recuperam uma imagem vintage. Tem o prazer acrescido de aumentar a sensação de conduzir com o ar a bater na cara, o que reforça a sensação de liberdade, mas tem o grande revés de não proteger a cara ou o queixo em caso de queda.

Numa espécie de fusão entre os dois tipos já indicados temos o capacete modular que é a junção de um capacete fechado com um aberto pois a sua viseira inclui a proteção do queixo. Quando fechada ele encaixa na base e garante a proteção de um capacete fechado. Quando se abre a viseira ela sobe com a proteção do queixo e assegura o ar fresco na face como um capacete aberto.

Existem ainda modelos que se adequam a uma utilização da moto mais específica, como os de Motocross, que são especialmente desenvolvidos para proteger quem gosta de andar com a sua moto mais tempo fora de estrada do que no asfalto.

Um ajuste correto

Na compra do capacete experimente-o sempre para se assegurar que este tem um bom encaixe. Não pode ficar apertado senão irá magoar, particularmente nas viagens mais longas e não pode ficar largo pois isso significa que oscilará com a deslocação do ar e em caso de acidente o facto de estar largo pode ter consequências graves.

Portanto coloque o capacete, veja se este encaixa de forma confortável e abane a cabeça garantindo que este não se move. Fique com ele alguns minutos e depois retire-o. Veja se não foi difícil tirar e se não ficou com marcas de pressão na face. Não esquecer que se usar óculos deve experimentar o capacete com os óculos postos.

Esteja atento que as medidas do capacete (S, M, L, por exemplo) podem não ser muito lineares de marca para marca pois o desenho do forro pode ser diferente. Logo, um L numa marca pode corresponder ao M noutra, daí a importância de experimentar ao vivo e a cores o capacete que quer adquirir.

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