Comerciais
Gama de comerciais Toyota ganha novo membro Proace Max
A família de veículos comerciais da Toyota, todos produzidos com base em modelos da Stellantis, vai receber um novo membro de maiores dimensões para se completar.

Chama-se Proace Max e vai estar disponível com três comprimentos de carroçaria e três alturas de de teto. O volume de carga dos furgões posiciona-se entre os 10 e os 17 m3.
Este novo modelo partilha a plataforma e o design e componentes com os “irmãos” Citroën Jumper, Fiat Ducarto, Opel Movano e Peugeot Boxer. O Toyota assume um design muito próprio na secção dianteira, mas não deixa de ser basicamente o mesmo que os restantes.

Com base duas distâncias entre-eixos (3,45 m e 4,04 m), o furgão de mercadorias vai estar disponível seis derivativos, que inclui três comprimentos de carroçaria (5,41 m, 5,60 m e 6,36 m) e três alturas de tecto (2,25 m, 2,52 m e 2,76 m). Aquelas combinações permitem oferece volumes úteis de carga dos 10 m3 aos 17 m3, que é suficiente para acomodar cinco europaletes.
As operações de carga e descarga são facilitadas, graças às portas altas e à baixa distância ao solo. Pela primeira vez num Toyota estão disponíveis portas traseiras com um ângulo de abertura de 270º.

No capítulo mecânico, a Proace Max vai contar com motorizações diesel e elétricas. No primeiro caso o bloco de quatro cilindros, que cumpre a norma Euro 6E, é proposto em níveis de potência de 120 cv a 180 cv. O propulsor pode ser associado a uma caixa manual de seis velocidades ou automática de oito relações.
A opção elétrica combina um motor com 270 CV (200 kW) e 410 Nm de binário com uma bateria de 110 kWh de capacidade, que permite percorrer até 420 quilómetros em ciclo WLTP. O utilizador tem à disposição três modos de condução – Eco, Normal e Power – que permite ajustar a aceleração e a velocidade máxima.
Passando à cabina, os is interiores modernos apresentam novo design do volante, além do mais recente equipamento a bordo. De acordo com o nível de acabamento, pode apresentar ecrãs totalmente digitais e sistema de infoentretenimento atualizado com ecrã tátil de 10” e navegação integrada, além de conectividade Apple CarPlay ou Android Auto sem fios.

Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
Legislação
Respeitar a faixa de BUS
Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.
As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.
De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.
Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.
Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.
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