Comerciais
Mercedes testa Unimog com motor de combustão a hidrogénio
A divisão de camiões especiais da Mercedes-Benz está a testar uma solução de motor de combustão a hidrogénio, com recurso a um Unimog convertido para demonstrar a viabilidade deste tipo de tecnologia.

O protótipo do Unimog foi desenvolvido pela Mercedes-Benz Special Trucks, estando a ser utilizado em condições reais de utilização para averiguar a implementação deste tipo de viaturas em complemento aos veículos elétricos e ‘fuel cell’ (pilha de combustível) a hidrogénio.
O teste decorre numa secção sem trânsito da autoestrada entre Bayreuth e Bamberg, ao longo da qual os engenheiros recolhem dados relativos a diversos parâmetros deste Unimog durante as suas funções de limpeza das bermas, mas também no reabastecimento em estações públicas. Os dados serão utilizados para desenvolvimento posterior.

Este ensaio resulta de um esforço conjunto de 18 entidades, que trabalham no conceito do motor de combustão adaptado para uso do hidrogénio, sendo denominado ‘WaVe’, que é um termo que junta as primeiras letras das palavras em língua alemã para hidrogénio (‘WAsserstoff’) e combustão (‘VErbrennung’).
O Unimog U 430 conta com um motor a gás natural especialmente convertido, associado a um tanque e sistemas de monitorização e de segurança. O motor debita cerca de 290 CV de potência e 1000 Nm de binário, sendo mais silencioso do que o equivalente Diesel.

O processo de combustão do hidrogénio gera apenas água, que sai do veículo como vapor através do sistema de escape. A distância entre eixos e o comprimento da plataforma permitem a instalação dos tanques de hidrogénio atrás da cabina do condutor. Os quatro tanques de alta pressão de 700 bar acumulam um total de 14 kg de hidrogénio gasoso, estando combinados em dois tanques duplos, cada um operado de forma independente através de uma unidade de controlo dedicada.
Numa próxima fase de desenvolvimento, os engenheiros da Mercedes-Benz e os seus parceiros vão procurar aumentar o volume para assim conseguirem cumprir um dia inteiro de trabalho.
Comerciais
Volkswagen comemora os 70 anos da fábrica de Hannover
A Volkswagen assinalou no dia 8 de março os 70 anos da sua fábrica de Hannover, uma das principais unidades de produção da Volkswagen Veículos Comerciais. Foi precisamente nesta fábrica alemã que, em 1956, começou a produção do lendário Volkswagen T1 Transporter, conhecido popularmente como “Pão de Forma”.
Atualmente considerada uma das fábricas automóveis mais modernas da Europa, a unidade prepara-se para atingir em 2026 a marca de 11 milhões de veículos produzidos. Segundo Oliver Blume, presidente do conselho de administração da Volkswagen AG, Hannover representa uma combinação entre tradição e inovação tecnológica, assumindo hoje um papel central na estratégia de mobilidade elétrica e autónoma do grupo.
A fábrica produz atualmente modelos como a Volkswagen Multivan (nas versões diesel e híbrida plug-in) e os elétricos Volkswagen ID. Buzz e Volkswagen ID. Buzz Cargo. Ao mesmo tempo, a unidade já iniciou a pré-produção de uma versão totalmente autónoma do ID. Buzz, cuja produção em série está prevista para 2027. Este modelo deverá tornar-se o primeiro veículo autónomo produzido em larga escala na Europa.

Além da aposta na mobilidade elétrica e autónoma, a Volkswagen está também a investir na sustentabilidade da fábrica. A estratégia inclui o uso exclusivo de eletricidade verde e uma central de cogeração a biomassa, com o objetivo de alcançar produção neutra em carbono até 2040.
A história da fábrica está intimamente ligada às várias gerações do Transporter, do T1 ao T6.1. Atualmente, a nova geração da gama assenta em três modelos principais: ID. Buzz, Multivan e Transporter/Caravelle. Só em 2025, o ID. Buzz registou um crescimento de vendas superior a 100%, enquanto a Multivan aumentou 31%.
Hoje, a fábrica de Hannover emprega cerca de 13 mil trabalhadores e ocupa uma área de aproximadamente 1,1 milhões de metros quadrados, mantendo-se como um dos pilares da produção da Volkswagen na Europa.
Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
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