Comerciais
Mercedes-Benz promete camiões a hidrogénio na estrada em 2027
A Mercedes-Benz Trucks apresentou ao público várias inovações de veículos com o foco na electrificação do seu portfólio de produtos. A empresa identifica-se com o Acordo climático de Paris e o seu objectivo é descarbonizar o setor do transporte até 2050.

“Na Mercedes-Benz Trucks estamos totalmente comprometidos com o transporte livre de CO2. Em 2030, queremos que mais da metade dos nossos novos veículos vendidos na Europa sejam livres de emissões”, disse Karin Rådström, membro do Conselho de Administração da Daimler Truck AG, responsável pela Mercedes-Benz Trucks no evento “Shaping the Now & Next 2021” e, assim, indicando a meta da empresa para os próximos anos. “Em consonância com os diferentes casos de utilização dos nossos clientes, seguimos uma estratégia de electrificação dupla baseada em camiões elétricos a bateria e a célula de combustível.”
Os eActros para transporte de distribuição pesada, apresentados recentemente em Junho de 2021 e previstos para entrar em produção em larga escala a partir de Outubro de 2021, bem como a eEconic para uso urbano no segundo semestre de 2022 já estão totalmente electrificados.
A partir de 2024, o eActros LongHaul, que também é eléctrico a bateria, está planeado para ter concluída a sua produção de série e em 2027 verá as primeiras unidades do GenH2 de produção em série com célula de combustível à base de hidrogénio começarem a transportar mercadorias para os respetivos clientes. Ambos os veículos permitirão o transporte rodoviário neutro em CO2 nas rotas de longa distância.
“Trabalhar com e para que os nossos clientes encontrem a solução perfeita sempre foi algo especial para mim – porque cada cliente tem suas próprias necessidades e desafios que precisam ser cumpridos”, apontou Andreas von Wallfeld, responsável pelo Marketing, Vendas & Serviços da Mercedes-Benz Trucks. “Para sermos parceiros efectivos, damos primazia a duas coisas: ouvir com muita atenção o que os nossos clientes dizem e, em segundo lugar, desenvolver os nossos camiões – não importa se eles têm motores diesel clássicos ou são electrificados – e serviços para servir a um propósito específico que contribua para o sucesso dos nossos clientes.”
A MB Trucks apresentou ainda novos modelos e versões para o segmento Diesel clássico, como o Actros F, Actros L e Edition 2.
Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
Legislação
Respeitar a faixa de BUS
Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.
As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.
De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.
Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.
Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.
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