Comerciais
O futuro da distribuição é elétrico e a Amazon sabe disso
A Amazon acaba de desvendar um furgão elétrico que será comercializado em todo o mundo para realizar tarefas de distribuição de encomendas em cidade de forma mais sustentável.
Se não acontecerem alterações, em 2021 estes veículos começarão a rolar e, a partir de 2022, estarão operacionais cerca de 10 mil unidades, número que vai subir às 100 000 em 2030. Este é um dos três modelos que o fabricante automóvel norte-americano Rivian irá desenvolver para o gigante da distribuição.

Este furgão combina o know-how da Rivian na produção de veículos elétricos com os conhecimentos da Amazon no âmbito da logística das entregas. Este exemplar foi concebido para garantir a segurança e comodidade dos seus utilizadores. Assim, foi tido em conta aspetos como a entrada dos distribuidores entram e saem do habitáculo, quais são as prioridades para tornar mais confortável o seu espaço de trabalho ou qual o fluxo de tarefas no processo de entregas de mercadoria.

Perante a impossibilidade de encontrar um modelo no mercado que se adaptasse às suas necessidades, a Amazon recorreu à Rivian para dar forma ao seu veículo ideal.
Tudo isto garantindo segurança a bordo. Por isso, o furgão está equipado com os mais avançados sistemas de ajuda à condução, com sensores e câmaras de 360 graus que mostram imagens à volta do veículo num ecrã incorporado no tablier. Em termos de conetividade e tecnologia, e como não podia ser de outra forma, está equipado com o assistente Alexa.
Na zona de carga conta com várias estantes e prateleiras para acomodar pacotes e objetos. A zona de carga é uma das áreas mais importantes neste tipo de veículos. Com o objetivo de distribuir as mercadorias de forma ordenada e tê-los ao alcance da mão.

O veículo elétrico personalizado para a Amazon conta com as mais recentes “invenções” no campo da segurança, navegação e design, incluindo…
– Sensores de deteção de última geração, um conjunto de tecnologia de assistência em autoestrada e trânsito e um grande pára-brisas para melhorar a visibilidade do condutor.
– Câmaras exteriores em redor do veículo que estão ligadas a um ecrã digital dentro da cabina, dando ao condutor uma visão de 360 graus em redor do veículo.
– Integração do sistema Alexa para acesso mãos livres à informação de trânsito e às últimas atualizações sobre meteorologia.
– Porta reforçada do lado do condutor para proteção adicional
– Espaço amplo na parte traseira da cabina para facilitar o movimento dentro do furgão
– Farolins brilhantes para detetar facilmente situações de travagem
– Três níveis de prateleiras e uma porta que divide a cabina da carga para garantir maior segurança em estrada.
Comerciais
Volkswagen comemora os 70 anos da fábrica de Hannover
A Volkswagen assinalou no dia 8 de março os 70 anos da sua fábrica de Hannover, uma das principais unidades de produção da Volkswagen Veículos Comerciais. Foi precisamente nesta fábrica alemã que, em 1956, começou a produção do lendário Volkswagen T1 Transporter, conhecido popularmente como “Pão de Forma”.
Atualmente considerada uma das fábricas automóveis mais modernas da Europa, a unidade prepara-se para atingir em 2026 a marca de 11 milhões de veículos produzidos. Segundo Oliver Blume, presidente do conselho de administração da Volkswagen AG, Hannover representa uma combinação entre tradição e inovação tecnológica, assumindo hoje um papel central na estratégia de mobilidade elétrica e autónoma do grupo.
A fábrica produz atualmente modelos como a Volkswagen Multivan (nas versões diesel e híbrida plug-in) e os elétricos Volkswagen ID. Buzz e Volkswagen ID. Buzz Cargo. Ao mesmo tempo, a unidade já iniciou a pré-produção de uma versão totalmente autónoma do ID. Buzz, cuja produção em série está prevista para 2027. Este modelo deverá tornar-se o primeiro veículo autónomo produzido em larga escala na Europa.

Além da aposta na mobilidade elétrica e autónoma, a Volkswagen está também a investir na sustentabilidade da fábrica. A estratégia inclui o uso exclusivo de eletricidade verde e uma central de cogeração a biomassa, com o objetivo de alcançar produção neutra em carbono até 2040.
A história da fábrica está intimamente ligada às várias gerações do Transporter, do T1 ao T6.1. Atualmente, a nova geração da gama assenta em três modelos principais: ID. Buzz, Multivan e Transporter/Caravelle. Só em 2025, o ID. Buzz registou um crescimento de vendas superior a 100%, enquanto a Multivan aumentou 31%.
Hoje, a fábrica de Hannover emprega cerca de 13 mil trabalhadores e ocupa uma área de aproximadamente 1,1 milhões de metros quadrados, mantendo-se como um dos pilares da produção da Volkswagen na Europa.
Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
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