Com ou sem capota o Smart Fortwo é o rei da cidade e tem uma legião de fãs incontornável. Muito fácil de conduzir e de estacionar tem no baixo consumo de combustível o seu melhor argumento.
Só leva duas pessoas a bordo e nada de bagagens, mas consegue mover-se com destreza no trânsito citadino e consegue estacionar onde só cabe uma moto. O Smart é um veículo que os jovens adoram e que os mais velhos começaram a apreciar pela facilidade e versatilidade da sua utilização. O mais importante de todos os aspectos é o da manutenção que é barata e muito reduzida.
Tem uma suspensão “dolorosa” para as costas de que qualquer humano por muitas sessões de ginásio que faça por semana. Em oposição os motores a gasolina e Diesel são bastante despachados e até permitem arriscar viagens por autoestrada durante muitos quilómetros. É neste território que os consumos perdem a pose e disparam para valores pouco simpáticos. O Smart foi concebido para andar na cidade e não passar muitas vezes dos 100 km/h.
A caixa de velocidade automática é lenta nas mudanças, mas com o passar do tempo o condutor habitua-se a esta transmissão pasmacenta.
O cockpit onde se senta quem o conduz está todo voltado para o condutor e possui tudo o que é necessário e bem posicionado. No Smart há o essencial e nada se complica com botões e mais botões. É um carro prático, um pouco barulhento – porque a insonorização nunca foi das melhores – e os motores de baixa cilindrada são na sua génese ruidosos.
Nesta geração de 2007 os níveis de equipamento são bons e incluem itens como o ABS, ESP, duplo airbag, vidros elétricos, fecho centralizado, banco do passageiro rebatível (que jeitão que dá), jantes de liga leve, ar condicionado, entre outros.
Motores
A gama de motores do Smart nunca foi muito extensa, mas nem por isso menos competente. Nesta geração os motores a gasolina continuaram a ter maior oferta. O mais vendido foi o 1.0 com duas potências de 61 e 71 cv. Uma versão turbocomprimida deste 1.0 conseguia chegar aos 81 cv e a versão Brabus do mesmo motor fazia 98 e mais tarde 102 cv (mas a preços demasiado elevados).
A única opção Diesel é o 0.8 CDI de 45 e 54 cv que reclama 3,3 litros de consumo aos 100 Km.
Principais avarias e problemas
Um dos problemas crónicos da anterior geração passou para a seguinte: a bomba de gasolina demasiado frágil que se avaria com frequência. O motor Diesel recebeu uma nova injeção common-rail que não gosta de combustível de má qualidade (low cost) e apresenta falhas e disfunções em diversas situações, obrigando a limpeza do circuito.
A direção assistida dos Fortwo fabricados entre maio e junho de 2007 foram chamados em outubro para substituição de uma peça que não estava em conformidade. Coluna de direção substituída em 131 unidades devido a um clip de retenção mal posicionado.
Avaliação MotorGuia
Smart (2007-2014)
- Fiabilidade
- 6,5
- Custos de manutenção
- 9,0
- Desvalorização
- 7,0
- Qualidade dos materiais
- 5,5
- Habitabilidade e bagageira
- 3,0
- Segurança
- 6,5
- Conforto
- 5,0
- Consumo
- 9,5
- Comportamento dinâmico
- 6,0
- Performance
- 6,0
Pontos fortes
- Facilidade de condução
- Consumos baixos
- Manutenção barata
A melhorar
- >Habitabilidade e bagageira
- Conforto
- Caixa lenta



