Comerciais
Renault Trucks Série T conquista 4 estrelas no Euro NCAP
O Renault Trucks T foi distinguido com quatro estrelas na mais recente avaliação de segurança do Euro NCAP, marcando uma conquista importante para o fabricante francês e posicionando o modelo entre os camiões mais seguros do mercado europeu.
Esta distinção surge no seguimento da estreia do Euro NCAP na avaliação de veículos pesados, uma nova vertente do programa europeu de segurança automóvel lançado em 1997, que passou a incluir testes a camiões em 2024. Após meses de testes rigorosos, os primeiros resultados foram agora divulgados — e o Renault Trucks T destacou-se com uma pontuação global de 74%.

A introdução dos testes para camiões representa um marco para o setor dos transportes. Tal como aconteceu com os veículos de passageiros, o objetivo do Euro NCAP é aumentar a consciencialização para a segurança rodoviária e impulsionar a adoção de normas mais exigentes por parte dos fabricantes. A Renault Trucks, reconhecendo essa importância, acolheu positivamente a iniciativa e sublinha o seu compromisso de longa data com a segurança rodoviária.

“A segurança está no centro do nosso processo de desenvolvimento. O nosso objetivo é proteger os condutores e todos os utentes da estrada”, afirmou a marca em comunicado.
Como funciona a avaliação?
– A nova metodologia do Euro NCAP para veículos pesados assenta numa escala de 1 a 5 estrelas e avalia três áreas essenciais:
– Condução segura: qualidade dos sistemas de assistência ao condutor e visibilidade, direta e indireta.
– Prevenção de colisões: eficácia na resposta a potenciais impactos com veículos, peões ou ciclistas, mudanças de faixa e manobras em baixa velocidade.
– Resposta pós-acidente: acessibilidade a informações para os serviços de emergência e recursos disponíveis em caso de colisão.
No caso do Renault Trucks T, os resultados foram particularmente sólidos em todas as categorias: 72% em condução segura, 70% em prevenção de colisões e 80% na resposta após um acidente.
Grande parte do sucesso do Renault Trucks T nesta avaliação deve-se aos seus sistemas avançados de assistência à condução. O modelo está equipado com radar e câmaras que detetam a presença de peões e ciclistas, ativando alertas sonoros e visuais para o condutor.

Um sistema de câmara no ângulo morto do lado do passageiro melhora a visibilidade lateral, enquanto o controlo de velocidade adaptativo com função “stop-and-go” ajuda a gerir o trânsito intenso com maior segurança.
O camião conta ainda com tecnologia de travagem de emergência automática, assistência de manutenção na faixa de rodagem e monitorização da atenção do condutor — todos projetados para prevenir acidentes. Além disso, as câmaras de visão traseira substituem os espelhos tradicionais, oferecendo uma imagem mais ampla e clara, especialmente útil em condições noturnas ou durante manobras complexas.
Os testes do Renault Trucks T foram conduzidos pelo laboratório francês UTAC, reconhecido pela sua independência e rigor técnico. A certificação seguiu os protocolos estabelecidos pelo Euro NCAP, garantindo que os resultados são fiáveis e comparáveis com outros modelos testados.
Com esta classificação, a Renault Trucks reforça a sua posição como referência no setor em matéria de segurança. O reconhecimento de quatro estrelas é não só um selo de qualidade, mas também uma prova do compromisso da marca com a proteção de vidas nas estradas europeias.
Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
Legislação
Respeitar a faixa de BUS
Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.
As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.
De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.
Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.
Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.
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