Comerciais
São 80 as Ford E-Transit que se juntam à frota da DPD em Portugal
O operador de transporte expresso DPD vai passar a contar com mais 80 viaturas elétricas Ford E-Transit que se vêm juntar às 207 que já se encontram em operação em 14 cidades portuguesas.

O investimento está inserido na estratégia de descarbonização da frota da DPD em Portugal, sendo esta uma das principais medidas definidas pela Geopost, que detém a DPD, permitindo ao operador de transporte expresso tornar-se Net Zero até 2040, antecipando em dez anos o cumprimento dos objetivos do Acordo Climático de Paris, garantindo uma redução de 90% nas emissões poluentes, sendo os restantes 10% compensados através de outras medidas e projetos implementados pelo grupo.
“A DPD está consciente do impacto ambiental da sua atividade e do setor das entregas como um todo, pelo que está comprometida em estar na vanguarda da sustentabilidade”, afirma Olivier Establet, CEO da DPD Portugal.
“Este novo investimento vem reafirmar a nossa missão de descarbonizar o mercado doméstico do transporte expresso, enquanto impulsionadores de uma mobilidade mais verde e de um planeta mais sustentável”, acrescenta o responsável do do operador de transporte expresso.
A opção da DPD recaiu no furgão elétrico L4H3, cujo compartimento de carga com um comprimento de 4,26 metros, largura entre as cavas das rodas de 1,39 metros e altura de 2,03 metros, permite disponibilizar um volume útil de até 15,1 m3.

A bateria de iões de lítio com capacidade de 68 kWh permite percorrer mais de 300 quilómetros entre carregamentos, operação essa que demora cerca de sete horas num carregador de 11 kW ou 34 minutos para recuperar o nível de carga de 15% a 80% num posto rápido com potência de 115 kW.
Por seu lado, João Ferro, Gerente Delegado da Ford Lusitana, refere que “sendo a produtividade e a sustentabilidade os principais eixos das duas empresas, é, para a Ford Pro, um orgulho poder colaborar com a DPD no seu objetivo de maximizar a inovação da sua frota”.
O responsável da Ford Lusitana salienta que a marca conta com a “gama de veículos comerciais líder de vendas na Europa nos últimos nove anos, cujo ‘ponta de lança’ é a E-Transit, a viatura elétrica de duas toneladas mais vendida da Europa em 2023”.
Atualmente, 30% da frota da DPD Portugal há é elétrica. Com o investimento previsto para este ano, espera-se que essa percentagem cresça para os 35%, passando assim a existir em circulação em Lisboa, no Porto, no Seixal, na Guarda, em Coimbra, em Évora, em Viseu, em Leiria, em Faro e no Funchal.
Comerciais
Farizon reforça presença em Portugal com mais um furgão elétrico
A Farizon entrou no segmento dos comerciais ligeiros elétricos com a V7E, um furgão desenvolvido de raiz para operação profissional e que começa agora a ser distribuído em mercados europeus como o português. A apresentação decorreu no ECar Show, onde o modelo foi mostrado como uma aposta direta no espaço em rápida transição entre motores a combustão e soluções elétricas para frotas.

Mais do que um produto de imagem, a V7E posiciona-se como uma proposta orientada para o cálculo frio do custo de utilização. A versão Max Range recorre a uma bateria de 67 kWh e assenta na plataforma elétrica dedicada GXA-M, do tipo “skateboard”, onde bateria e componentes estruturais são integrados de forma a libertar espaço útil de carga. O resultado é um furgão compacto no exterior — com cerca de 5 metros de comprimento, mas com um volume de carga que chega aos 6,95 m³, um valor competitivo face ao padrão do segmento.
A aposta da marca segue uma lógica clara: maximizar eficiência operacional. Com uma carga útil até 1.243 kg e uma altura de plataforma reduzida, o modelo foi pensado para facilitar operações de distribuição urbana e logística de última milha. As portas traseiras com abertura até 270 graus e a configuração interior reforçam essa vocação funcional, mais do que qualquer ambição de conforto ou refinamento.
Em termos de autonomia, a versão equipada com bateria LFP de 66,7 kWh anuncia até 475 km em ciclo urbano WLTP, embora esse valor dependa fortemente do tipo de utilização. O carregamento rápido em corrente contínua, até 97 kW, permite recuperar 20 a 80% da bateria em cerca de 18 minutos, um dado relevante para operações com tempo de paragem reduzido.

No interior, a V7E adota a linguagem típica dos comerciais modernos: digitalização funcional e sem excessos. O modelo inclui um ecrã central de 12,3 polegadas, painel de instrumentos digital e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay, além de um conjunto de 18 sistemas de assistência à condução, posicionando-se no nível 2 de autonomia assistida.
A Farizon, marca do universo Geely, reforça assim a sua presença no mercado europeu de veículos comerciais elétricos com um produto claramente orientado para o custo total de propriedade. Em Portugal, a V7E chega já com versões de carga fechada e vidrada, e preços a partir dos 27.235 euros, mais IVA, um posicionamento agressivo num segmento cada vez mais competitivo e pressionado pela eletrificação das frotas.
Comerciais
MAN Truck & Bus prepara nova sede em Portugal com foco na eletrificação e assistência
A MAN Truck & Bus Portugal deu início à construção das futuras instalações em Castanheira do Ribatejo, num investimento que pretende reforçar a capacidade operacional da marca no mercado nacional e acompanhar o crescimento previsto para os próximos anos. A conclusão da obra está prevista para 2028.
A cerimónia de colocação da primeira pedra contou com representantes da MAN Truck & Bus e da autarquia de Vila Franca de Xira, assinalando o arranque oficial de um projeto que irá concentrar a sede da empresa, áreas administrativas, operação comercial, oficina e logística de peças.
As novas instalações serão construídas num terreno com cerca de 56 mil metros quadrados, propriedade da empresa há mais de duas décadas. A área coberta ocupará aproximadamente 4 mil metros quadrados.
Um dos destaques do projeto será a nova oficina, equipada com 16 linhas de assistência e uma largura total de 33 metros, permitindo trabalhar simultaneamente em dois autocarros. Segundo David Carlos, diretor-geral da MAN Truck & Bus Portugal, esta será “a maior oficina e a mais larga” da rede da marca.

O complexo incluirá também um novo armazém de peças com cerca de 500 metros quadrados e capacidade de armazenamento até seis metros de altura, reforçando a capacidade logística e de apoio pós-venda.
A futura sede terá ainda uma forte componente ligada à mobilidade elétrica. Estão previstos quatro postos de carregamento para camiões e autocarros elétricos com potência superior a 400 kW.
Os carregadores serão de acesso público e poderão ser utilizados tanto por veículos MAN como por modelos de outras marcas.
Além das áreas técnicas e administrativas, o novo centro irá acolher cerca de 70 colaboradores, sobretudo técnicos especializados em manutenção e reparação.
David Carlos sublinha que o objetivo do projeto vai além da construção de novas infraestruturas. “A ideia não é construir apenas edifícios, mas criar um espaço onde os colaboradores se sintam motivados e valorizados”, afirmou.

A MAN Truck & Bus Portugal matriculou cerca de 1800 veículos em 2025 e pretende aumentar esse volume em até 30% até ao final da década.
Além de Castanheira do Ribatejo, a marca prevê igualmente novos investimentos em instalações localizadas em Aveiro e no Porto.
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