Comerciais
Novo Fiat Doblò vai ser produzido em Mangualde
A fábrica de Mangualde da Stellantis vai passar a produzir o novo Fiat Doblò em outubro, juntando-se aos modelos Peugeot Partner, Citroën Berlingo e Opel Combo que já saem da linha de montagem desta unidade.

A comemoração do 60º aniversário do Centro de Produção de Mangualde, que contou a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, ficou assinalada com o anúncio do fabrico de uma quarta marca e de um quarto modelo.
Assim, a unidade da Stellantis vai passar a produzir, a partir de outubro, da nova geração do Fiat Doblò, que se juntará a uma lista de 22 modelos fabricados em Mangualde nas últimas seis décadas, incluindo os três que atualmente são ali produzidos.
A Stellantis sublinha que a introdução deste quarto modelo na linha de Mangualde reforça a sua aposta na indústria portuguesa, ao mesmo tempo que aumenta ainda mais a eficiência e competitividade das instalações.

A Stellantis adianta que esta decisão foi tomada para responder a um mercado automóvel cada vez mais diversificado e exigente, que é constantemente impactado por fatores externos.
O novo Fiat Doblò beneficia do bem-sucedido programa de veículos comerciais ligeiros compactos do Grupo Stellantis. Os modelos Berlingo, Partner e Combo registam uma elevada procura pelos clientes profissionais e empresas e detêm uma quota de mercado de 32%.
“Pretendemos continuar a liderar o mercado de veículos comerciais e agora, ao acrescentarmos o Fiat Doblò ao portefólio de Mangualde, alcançaremos uma maior eficiência, melhoraremos a nossa competitividade e ofereceremos o melhor aos nossos clientes profissionais.”, afirmou o CEO da Stellantis, Carlos Tavares.

No ano de 2021 saíram da Fábrica da Stellantis 67.841 viaturas, o que equivale a praticamente um quarto (23,5%) da produção automóvel em Portugal.
“Eu tinha que estar aqui hoje para, junto com todos vós, celebrar estes 60 anos de vida desta unidade de Mangualde. Esta fábrica teve um percurso ímpar, ultrapassando todo o tipo de crises e conseguiu resistir, acabando por chegar ao dia de hoje com uma reputação sem igual, que a coloca no topo em termos de qualidade e eficiência a nível universal”, sublinhou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Com a Stellantis, Mangualde tem mesmo a empresa líder no setor dos transportes e da mobilidade, um dos mais globalizados do Mundo. Hoje, vim aqui ouvir boas notícias, com a Stellantis a colocar mais uma marca e mais um modelo no portefólio desta fábrica”, acrescentou o mais alto magistrado da Nação.
Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
Legislação
Respeitar a faixa de BUS
Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.
As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.
De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.
Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.
Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.
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