FUSO comemora 90 anos – Motorguia
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FUSO comemora 90 anos

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A filial asiática da Daimler Truck, a Mitsubishi Fuso Truck and Bus Corportation, celebra os 90 anos da marca FUSO.



A origem do emblemático nome FUSO remonta a maio de 1932, quando o primeiro autocarro da Mitsubishi, o “carro partilhado tipo B46”, produzido nos estaleiros de Kobe da antiga Mitsubishi Shipbuilding, recebeu precisamente a designação FUSO. O nome foi sugerido por um engenheiro do próprio estaleiro. Originalmente faz referência a uma grande árvore sagrada e atualmente utiliza-se como nome da flor de hibisco.

O autocarro de 7 metros e 38 lugares estava equipado com um motor a gasolina de 7 litros, 6 cilindros e 100 CV. Para comemorar a primeira entrega do autocarro tipo B46 ao Ministério dos Carris de Ferro, foi escolhido FUSO entre as propostas interna para o nome do autocarro.

Depois do primeiro veículo, o apelido FUSO continuou a ser utilizado a partir de então para produtos importantes, como o camião de 4 toneladas com motor a gasolina KT1 (1946), o primeiro camião pesado com cabina T380 e o primeiro minibus japonês, o Rosa (1960). Em consonância com o elevado crescimento económico do Japão nos anos 50/70, a gama de produtos incluiu toda uma série de camiões e autocarros, desde os mais pequenos até aos maiores, desempenhando um papel importante no desenvolvimento económico.

A MFTBC, o construtor dos veículos comerciais da marca FUSO, nasceu quando a Mitsubishi Motors Corporation separou a sua divisão de veículos comerciais do negócio dos carros ligeiros em 2003, para passar a fazer parter da antiga Daimler Chrysler. Em 2004, a MFTBC juntou-se ao segmento de veículos comerciais da Daimler Chrysler.

Atualmente, a FUSO produz um gama completa de veículos comerciais que inclui camiões e autocarros ligeiros, médios e pesados, assim como motor industriais para mais de 170 mercados en todo o mundo. Com uma força de trabalho de 11 mil empregados, a FUSO é uma parte integrante da carteira global de camiões e autocarros da Daimler Truck AG (Daimler Truck) e um pilar chave da operação comercial da empresa no hemisfério asiático.

Em 2021, a FUSO contribuiu em grande medida para o enorme aumento das vendas da Daimler Truck, com vendas totais de mais de 125 mil unidades, que representam mais de uma quarta parte das vendas globais das várias unidades do grupo.

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Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano

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A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.

Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.

A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.

O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.

Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.

Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.

O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.

Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.

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Comerciais

Mercedes-Benz VLE é a nova geração de monovolumes de luxo da marca alemã

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A Mercedes-Benz apresentou recentemente o novo Mercedes-Benz VLE, um modelo totalmente elétrico que inaugura uma nova geração de veículos familiares e de transporte premium da marca alemã. Posicionado como uma espécie de “limusina elétrica” no formato de van, o VLE combina espaço, tecnologia e elevado nível de conforto, pensado tanto para famílias como para serviços de transporte executivo.


Construído sobre a nova plataforma VAN.EA, dedicada a veículos elétricos, o VLE destaca-se pela sua autonomia e eficiência. A versão VLE 300 elétrico desenvolve cerca de 203 kW (aproximadamente 272 cv) e pode ultrapassar os 700 km de autonomia no ciclo WLTP, enquanto a variante VLE 400 4MATIC, com tração integral, atinge cerca de 305 kW e oferece prestações mais desportivas. Ambos utilizam uma bateria de 115 kWh e um sistema elétrico de 800 volts, que permite carregamentos muito rápidos. Em apenas 15 minutos de carregamento rápido, é possível recuperar até cerca de 355 km de autonomia.


No exterior, o modelo apresenta um design moderno e aerodinâmico, com linhas suaves, distância entre eixos longa e um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,25, um valor bastante competitivo para um veículo deste segmento. A frente integra uma grelha iluminada e uma assinatura luminosa contínua que liga os faróis, reforçando a identidade tecnológica da marca.


No interior, o Mercedes-Benz VLE aposta fortemente no conforto e na versatilidade. O habitáculo pode acomodar entre cinco e oito passageiros, com diferentes configurações de bancos. As versões mais luxuosas incluem os chamados Grand Comfort Seats, equipados com funções de massagem, apoio para pernas, carregamento sem fios e diversos ajustes elétricos. Além disso, os bancos podem ser deslocados ou removidos facilmente, permitindo adaptar o espaço para passageiros ou carga conforme necessário.


A tecnologia também assume um papel central. O modelo incorpora o sistema operativo MB.OS e a mais recente geração do sistema MBUX, com um painel digital avançado e um ecrã central de grandes dimensões. Em algumas versões, existe ainda um sistema multimédia traseiro de alta resolução para entretenimento dos passageiros.

Com o lançamento do VLE, a Mercedes-Benz pretende redefinir o conceito de van premium elétrica, oferecendo uma alternativa moderna e sustentável aos tradicionais monovolumes de luxo. O modelo marca também um passo importante na estratégia de eletrificação da marca e no futuro da mobilidade familiar e executiva.

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