Transporte rodoviário europeu recupera atividade no terceiro trimestre de 2020 – Motorguia
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Comerciais

Transporte rodoviário europeu recupera atividade no terceiro trimestre de 2020

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O transporte rodoviário de mercadorias na Europa melhorou de julho a setembro deste ano.



As ofertas de cargas detetadas pelo barómetro de transporte da TIMOCOM para o terceiro trimestre de 2020 voltaram a compensar o segundo trimestre do presente ano, muito débil por causa da pandemia de coronavirus. E os números aumentam a cada mês, superando inclusivamente os valores de 2019.

Calculando as cargas registadas de todos os países europeus registados no barómetro de transporte da TIMOCOM, chegou a mais 111% de cargas propostas face ao trimestre anterior (T3 face a T2 2020).
Comparativamente ao mesmo trimestre de 2019, houve mais 17% de cargas (T3 2020 face a T3 2019). O período mais forte foi setembro. Pela primeira vez desde o início da crise do coronavirus, foram superados os 10 milhões de cargas num mês. Ultrapassou ainda o melhor valor de 2019, que também foi em setembro, em 26%. “A razão deste crescimento foi a situação epidemiológica mais relexada dos meses de verão e uma necessidade de recuperação notável depois do fecho de muitos países europeus”, informou Gunnar Gburek, porta-voz da TIMOCOM.

Itália, por exemplo, muito afetada pela crise, saiu do confinamento no início de junho e Espanha também levantou o seu estado de emergência na mesma altura. Depois das paragens um pouco por toda a Europa, a maior parte da produção voltou a subir.

A clara e sólida necessidade de recuperação das remessas também foi evidente no transporte. Na Alemanha, a logística reanimou-se com força e também bateu os números do exercício anterior sem exceção: no terceiro trimestre de 2020, foram registadas mais de um milhão de cargas, mais do que no mesmo período de 2019. Face ao segundo trimestre de 2020, o valor aumento de forma exponencial. Dividido por meses, os resultados são: julho 3%, agosto 17% e setembro 73%. Na logística francesa, o transporte nacional também recuperou terreno: os volume do terceiro trimestre de 2020 cresceram aqui mais de 12% ao mês.

Transportes internacionais em alta

Quanto ao transporte transfronteiriço de mercadorias, evidencia-se uma tendência generalizada em alta. As ofertas de cargas da Alemanha para Franla, por exemplo, subiram até aos 72% em comparação com o ano anterior e com o segundo trimestre de 2020 apesar do coronavirus. O mesmo aconteceu com as cargas da Alemanha para a Bélgica: no três meses, o aumento foi de 30%, no mínimo. Em concreto, de Alemanha para a França, em julho cresceu 72%, em agosto 35% e em setembro 34%. Da Alemanha para a Bélgica: julho subiu 30%, agosto 60% e setembro 65%.

Os países tradicionalmente mais débeis também saíram reforçados. A magnitude da necessidade de recuperação das cargas depois das restrições pelo coronavirus em toda a Europa fica bem evidente até naqueles países que registaram quedas generalizadas em comparação com 2019. Apesar dos valores comparativos negativos do ano passado face a 2020, estes países também experimentaram uma clara melhoria neste terceiro trimestre.

Com a ajuda do barómetro do transporte, a empresa FreightTech TIMOCOM analisa desde 2009 a evolução da oferta e da procura de transportes na bolsa de carga integrada no seu Smart Logistics System em 44 países europeus. Mais de 135 mil utilizadores produzem diariamente 750 mil ofertas internacionais de cargas e de camiões. O sistema ajuda mais de 45 mil clientes da TIMOCOM a atingir os seus objetivos logísticos com soluções inteligentes.

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Legislação

Respeitar a faixa de BUS

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Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.


As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.

De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.

Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.

Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.

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Comerciais

DAF comemora 60 anos de produção na… Bélgica

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Sessenta anos após o início da produção, a DAF Trucks Vlaanderen é atualmente uma das instalações de fabrico automóvel mais avançadas da Europa. O que começou, em 1966, com a produção de cabines para camiões, evoluiu para uma fábrica extremamente moderna de cabines e eixos, desempenhando um papel fundamental na rede internacional de produção da DAF Trucks. Com investimentos contínuos em tecnologia, sustentabilidade e nos colaboradores, a DAF ocupa uma posição industrial de relevo na Bélgica.


Para responder ao aumento da procura de camiões DAF, foi necessário expandir as instalações de produção em meados da década de 1960. Embora existisse espaço suficiente nas instalações de Eindhoven, a disponibilidade de mão de obra era limitada. A DAF optou, então, pela região belga de Kempen, onde – após o encerramento de minas e oficinas de lapidação de diamantes – existia uma grande disponibilidade de trabalhadores. Junto à autoestrada A13, em Oevel, foi adquirida uma área de 400 000 m². O contrato de compra foi assinado na véspera de Natal de 1964. A construção de uma fábrica com 12 000 m² começou quase de imediato, entrando em funcionamento no primeiro semestre de 1966.


Desde 1966 que uma parte importante dos camiões DAF é “Made in Belgium”, tendo as primeiras quatro cabines saído da linha de produção a 5 de maio desse ano. A produção aumentou rapidamente, como demonstra o facto de, já a 5 de julho, a milésima cabine ter sido transportada de Oevel para Eindhoven. A 26 de agosto, a DAF Vlaanderen anunciou orgulhosamente que já conseguia produzir “qualquer tipo de cabine”. Entretanto, a nova nave de pintura já funcionava a pleno ritmo. Após a transferência de duas impressionantes prensas Müller de Eindhoven para a Bélgica, a 1 de dezembro – uma operação que demorou dois meses – a fábrica tornou-se verdadeiramente “autónoma”. Apenas alguns meses depois, a DAF decidiu expandir novamente a fábrica de cabines, preparando-se para a introdução, em 1968, de uma nova geração de camiões com a revolucionária cabine basculante.


A elevada qualidade das cabines produzidas pela DAF Vlaanderen levou a empresa, em forte crescimento, a também transferir a fábrica de eixos de Eindhoven para Westerlo, em 1971. Foi adicionada uma nova fábrica com 13 000 m2 à linha de produção existente, aumentando o comprimento da fachada ao longo da autoestrada para uns impressionantes 380 metros. O número de colaboradores aproximou-se gradualmente dos 1000.

Em 1985, a DAF Vlaanderen voltou a beneficiar de um grande investimento. Foi construída uma nova fábrica de pintura de cabines, na altura considerada a mais ecológica da Europa. Menos de três anos depois, a fábrica de eixos também foi alvo de uma profunda modernização, garantindo os mais elevados padrões de qualidade e desempenho dos eixos. Como os eixos DAF são desenvolvidos e fabricados internamente, são sempre perfeitamente adaptados ao tipo específico de veículo, maximizando a eficiência.

Os investimentos nas fábricas de eixos e cabines da DAF continuaram ao longo da última década. Aliás, foram investidos mais de 650 milhões de euros em Westerlo nos últimos 10 anos, sobretudo para apoiar a nova geração de camiões recentemente lançada. Estes são os primeiros camiões no mercado desenvolvidos de raiz para cumprir os mais recentes regulamentos europeus relativos a massas e dimensões de veículos. Os modelos DAF XD, XF, XG e XG+ foram distinguidos como “Camião Internacional do Ano de 2022 e 2023”, estabelecendo novos padrões de eficiência, segurança e conforto para o condutor. As versões elétricas do XD e XF receberam igualmente o prestigiado prémio em 2026 – e tanto os seus eixos como as suas cabines são produzidos em Westerlo.

Foi precisamente esta combinação de investimento contínuo em tecnologia e inovação, aliada a um forte foco na sustentabilidade e em ambientes de trabalho ergonómicos, que levou a Agoria – a federação tecnológica belga – a atribuir à DAF Vlaanderen o título de “Fábrica do Futuro” em 2024.

Tal como todas as outras fábricas da DAF, a DAF Vlaanderen produz eixos e cabines de forma sequencial, segundo o princípio de “just-in-time”. Isto significa que as cabines e os eixos são entregues na fábrica de montagem da DAF em Eindhoven e na Leyland Trucks, na Grã-Bretanha, exatamente no momento certo e na sequência correta, com base nas encomendas dos clientes. O Sistema de Produção da PACCAR parte do princípio de que existe sempre margem para melhorar e de que os colaboradores sabem, melhor do que ninguém, como tornar o seu trabalho ainda mais eficiente, inteligente e produtivo. Em 2021, saiu da linha de produção em Westerlo o eixo número 3 milhões. Este ano, a DAF Vlaanderen produzirá a sua cabine número 1,5 milhões.

“Sessenta anos de produção na Bélgica são uma homenagem às gerações de colaboradores que construíram a DAF em Westerlo até ao que é hoje: uma unidade de produção extremamente moderna e orientada para o futuro. E é também um reconhecimento fantástico para os nossos 2000 colaboradores e 1000 fornecedores, incluindo cerca de 400 na Bélgica”, afirmou Jos Habets, membro do Conselho de Administração da DAF e responsável pela Produção. “Graças à sua dedicação e empenho, conseguimos produzir camiões que lideram o setor em termos de fiabilidade, conforto e qualidade. Com os nossos investimentos contínuos na DAF Trucks Vlaanderen N.V., a nossa fábrica belga tem um futuro muito promissor.”

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