Num automóvel que não tenha a sorte de passar muito tempo abrigado das agruras das intempéries, a substituição das suas escovas limpa para-brisas poderá ter de ocorrer todos os anos. Os principais sinais de fadiga são visíveis quando as escovas arrastam muita água à sua passagem ou quando apresentam demasiadas estrias na borracha. As escovas que permanecem muito tempo ao sol, vêem rapidamente a sua borracha estalar. Quando verificar qualquer um destes fenómenos, substitua rapidamente as escovas. Atenção, o facto do pára-brisas continuar sujo após a passagem das escovas poderá também querer dizer que este está coberto por uma camada de gordura.
A sua substituição é tremendamente simples e não obriga a recorrer a um especialista. Pode comprá-las em qualquer hipermercado, mas lembre-se que nem aqui há milagres e que o barato lhe pode sair caro. De qualquer forma, antes de trocar, se não conseguir perceber que escovas são indicadas para o seu automóvel, pegue numa fita-métrica e faça a medição das escovas, para saber qual o tamanho de que necessita. Tenha também em atenção ao tipo de encaixa de e escova. Verifique se o seu automóvel utiliza escovas com armação em ferro, ou se usa escovas de lâmina. Ou seja, totalmente em borracha.
Hoje em dia, o ar condicionado é um elemento presente de série em praticamente todos os automóveis novos, o que permite manter uma temperatura agradável no habitáculo, esteja como estiver o tempo no exterior. Garantia esta que permite aumentar o conforto a bordo e, consequentemente, a segurança do condutor e passageiros.
Por este motivo, a manutenção do sistema de ar condicionado é essencial. Sem isso, poderá não funcionar corretamente. Contudo, os sistemas de ar condicionado, compostos por diversos elementos, costumam apenas necessitar de manutenção no circuito de gás. Apesar de ser um circuito fechado, podem ocorrer, em alguns casos, perdas capazes de afetar o normal funcionamento do sistema.
Se detetar que a eficácia do sistema já não é o que era, dirija-se a uma qualquer oficina e peça, primeiro que tudo, um teste ao sistema para validar a existência de fugas. É um processo simples, que garante que um novo carregamento não será em vão. Se não o fizer, o mais provável é que tenha de voltar em breve a carregar o sistema, desperdiçando tempo e recursos financeiros.
A bateria integra o núcleo do sistema elétrico de um automóvel, juntamente com o alternador e motor de arranque. A sua principal função é fornecer corrente para o arranque do motor e, enquanto este se encontra em funcionamento, deve acumular energia, de forma a não perder carga. Este importante órgão de alimentação pode durar, em média, entre 70.000 e 120.000 quilómetros, num período limite de 5 a 6 anos, diz-nos a teoria. Na prática, depende de diversos fatores, sendo difícil quantificar e/ou prever.
Quando o motor tem dificuldade em arrancar poderá ser sinal de que a bateria já teve melhores dias. As causas mais evidentes são o nível do eletrólito demasiado baixo ou as placas internas encarregadas de gerar a corrente eléctrica que estão secas. As baterias atuais não necessitam de manutenção. Todavia, a grande maioria delas possui um dispositivo que permite verificar o líquido interior (o eletrólito). Uma bateria que falha não quer dizer que está “acabada”, principalmente se tiver menos de quatro anos. Pode estar apenas descarregada e ainda aguentar algum tempo.
Na maioria dos automóveis, a substituição da bateria é um processo simples, só necessitando de uma boa chave de bocas com extensão. Qualquer hipermercado lhe vende uma bateria, tendo apenas de ter em conta os valores indicados para o seu automóvel. Se a bateria atual ainda for a original, poderá ler os valores indicados no rótulo da bateria do seu automóvel, no que se refere à amperagem e capacidade de arranque. O primeiro costuma ser um número de dois algarismos, seguido das indicação “ah”. O segundo costuma possuir três dígitos e terminar com um “A”. Tenha também em atenção, se optar por uma bateria de maior capacidade, que a mesma caiba no espaço que lhe está destinado.
Furar um pneu é algo que pode a acontecer a qualquer um, pois não há nenhuma forma infalível de o evitar. Basta um pequeno objeto pontiagudo para fazer um buraco suficientemente largo e profundo para que o pneu perca ar.
Felizmente, todas as viaturas novas vendidas atualmente possuem sistema de monitorização da pressão dos pneus. Quer isto dizer que, em caso de furo, o condutor é alertado para esse facto através de sinais visuais e acústicos. Caso o seu automóvel não possua o referido sistema, poderá detetar um furo através um ruído estranho vindo do exterior, que pode tomar diversas formas, ou através do súbito aumento do peso da direção, caso seja um pneu dianteiro.
Se o seu veículo possuir pneus “runflat”, quer dizer que poderá continuar a circular durante alguns quilómetros até à oficina mais próxima, conduzindo de forma mais cuidada e lenta. Não vale a pena tentar mudar o pneu, pois não terá pneu suplente.
Detetado o furo, assegure-se que para numa zona segura. Se conseguir, procure um parque de estacionamento ou uma área de serviço. Apesar de ser permitido, nestas situações, parar na berma da autoestrada, relembramos que não é a solução mais segura. Se a distância para a área próxima área de serviço for demasiado grande e capaz de por em causa a segurança, pare na berma e contacte as autoridades imediatamente, de modo a que a sua presença seja devidamente assinalada o mais rapidamente possível. Enquanto isso não acontecer, saia do veículo e coloque atrás das barreiras de proteção da estrada.
Estando reunidas as condições de segurança, pense se é capaz de efetuar a tarefa. Não é muito complicado, mas não tem de se sentir confrangido, se não o conseguir. Se for o caso, chame a assistência em viagem, que se encarregará de levar a viatura até uma oficina. Se decidir avançar para a substituição, siga os seguintes passos:
Verifique se o seu veículo possui, ou não, pneu suplente, que terá de estar colocado sob o tapete da bagageira, ou mesmo na parte inferior da zona traseira do veículo, no exterior. Neste último caso, a grade que aloja o pneu terá de ser desapertada através de um parafuso colocado sob o piso da bagageira. Se o seu veículo não tiver pneu suplente, mas sim um kit anti-furo, basta ler as instruções do mesmo, onde estará indicada a forma correta de aplicar a espuma e, posteriormente, de encher o pneu. Alertamos para o facto de esta solução ser apenas aplicável a pequenos furos.
Coloque a viatura num sítio o mais plano possível.
Avançando para a troca do pneu, comece por retirar o pneu suplente, o macaco, chave de rodas e a chave da porca de segurança, caso exista. Coloque tudo junto ao pneu furado.
O primeiro passo é pegar na chave de rodas e desapertar ligeiramente os parafusos das jantes. Faça-o sempre com a viatura ainda com quatro rodas no chão, pois, se estiver no ar, é muito mais difícil desapertar os apertados parafusos. No entanto, não os desperte totalmente, de modo a não correr o risco de ver a roda cair quando levantar a viatura.
Ponha o macaco nas zonas assinaladas, colocadas na lateral do veículo e, regra geral, próximas da roda a mudar. Se vir um triângulo invertido, é aí que tem de colocar o macaco.
Eleve a viatura
Desaperte a roda que tem o pneu furado e coloque a roda suplente, utilizando a sua mão para apertar ligeiramente os parafusos
Baixe a viatura até ficar com as quatro rodas em contacto com o solo
Aperte os parafusos da roda em sentido cruzado, fazendo sempre diagonais, de forma a que roda fique apertada de forma uniforme. No fim, aperte com bastante força.
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