Flynt anuncia furgão elétrico com 500 km de autonomia – Motorguia
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Flynt anuncia furgão elétrico com 500 km de autonomia

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A Stellantis e a Renault têm motivos para se preocupar. Líderes incontestáveis na Europa no setor de veículos utilitários elétricos, os dois construtores veem chegar um número crescente de concorrentes cada vez mais competitivos. É o caso da Flynt, uma marca chinesa que acaba de revelar o eLCV: um veículo comercial movido a eletricidade, com números impressionantes.

Não conhece a Flynt? É normal, pois trata-se de um fabricante que pode ser considerado «emergente» no cenário da mobilidade sustentável. A empresa chinesa deu que falar recentemente ao apresentar o seu primeiro veículo utilitário leve totalmente elétrico. Concebido desde o início para responder às necessidades dos profissionais europeus, é o resultado de uma colaboração com a MiracoMotor, uma filial do grupo chinês GAC. O furgão assenta numa plataforma elétrica dedicada, sem compromissos com modelos térmicos existentes.

Também concebido para utilização em ambientes urbanos, rurais e para entregas de última milha, o veículo apresenta características técnicas de alto nível para o seu segmento. De acordo com os primeiros dados técnicos revelados, ele vem equipado com uma bateria de iões de lítio NMC (níquel-manganês-cobalto) com capacidade de 100 kWh, que oferece até 500 km de autonomia de acordo com o ciclo WLTP, com um consumo médio de 20 kWh/100 km. Oferece uma capacidade de carga de até 1630 kg e um volume útil modulável entre 8,7 e 16,5 m³.

Equipada com uma arquitetura de 800 V – contra 400 V para toda a concorrência –, a carrinha beneficia de uma recarga CA até 22 kW e de recarga rápida CC até 220 kW, permitindo passar de 30 a 80% em 20 minutos. Esta tecnologia também permite funcionalidades como o vehicle-to-grid (V2G) e o vehicle-to-load (V2L). Todo o equipamento tecnológico já é compatível com a condução autónoma de nível 4, mas, tendo em conta a evolução da legislação na Europa, terá de se contentar com um nível 2 por enquanto.

A experiência a bordo pretende ser decididamente moderna, com instrumentação digital que inclui um ecrã central de 12,8 polegadas e um painel digital de 8,8 polegadas. A conectividade é assegurada pela compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto sem fios. O design privilegia a praticidade: acessos ergonómicos, posto de trabalho móvel e conectividade alargada. Em suma, as promessas são bastante aliciantes.

A Flynt desenvolveu este modelo em estreita colaboração com operadores europeus ativos na logística, construção e serviços. As especificações finais refletem as suas exigências, segundo a Flynt, nomeadamente baixo custo total de propriedade (TCO), manutenção reduzida, tempo de recarga curto e grande capacidade de carga. Embora o design seja europeu, a produção será assegurada na China.

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Comerciais

Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter

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Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.

Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.

“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.

Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.

Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.

Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.

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Legislação

Respeitar a faixa de BUS

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Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.


As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.

De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.

Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.

Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.

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