Manutenção
Conselhos para as viagens de Natal
Nesta época festiva é normal que muitos façam viagens mais longas para estar com a família na noite da consoada ou com os familiares e amigos na noite de Ano Novo. Por isso aqui ficam alguns conselhos para tornar essas viagens menos cansativas e mais seguras.
Tal como no verão, a época natalícia é uma altura do ano em que se fazem mais viagens longas com a família. A grande diferença é que no verão o clima é agradável, tirando o calor, que no entanto é facilmente controlável pelo ar condicionado, mas é uma estação do ano que apresenta menos perigos para os automobilistas do que o início do inverno quando se celebra o Natal e o Ano Novo. Chuva, vento, nevoeiro, frio, pouca visibilidade, ou nalgumas zonas do país neve e gelo são fatores que podem complicar mais as viagens. Por isso prevenção e atenção são essenciais para que tudo corra bem.
1 – Prepare o seu carro
Antes do dia da viagem verifique as condições do seu carro, esteja atento ao estado dos pneus, à sua pressão e desgaste. Veja como está o nível dos vários fluídos tais como o óleo do motor, óleo dos travões, líquido refrigerante (que hoje em dia praticamente qualquer marca deste líquido contém anti-congelante) e líquido do limpa para-brisas. Não se esqueça de dar uma vista de olhos ao estado das escovas do limpa para-brisas, das luzes de mínimos, médios, máximos, de nevoeiro, piscas e marcha atrás e se tem todo o equipamento de segurança em bom estado tal como o triângulo ou o colete refletor.
2 – Atenção à bagagem
Malas de viagem, prendas e se calhar algumas caixas de bolos são volumes que não faltam numa viagem de Natal, por isso é determinante que os acondicione corretamente na bagageira e distribua bem o peso dos volumes de forma equilibrada para não afetar o comportamento do veículo. Não coloque nada solto na zona do banco de trás. Em caso de uma emergência qualquer um objeto solto pode causar ferimentos nos ocupantes.
3 – Planeie a viagem
Faça um bom planeamento da viagem a começar pelas horas a que sai de casa para fazer o trajeto. Lembre-se que nesta época do ano o trânsito aumenta em certas vias e por isso dê um desconto pois pode ficar numa fila de trânsito. Se assim o fizer vai stressar menos ao volante e os familiares não ficarão preocupados com o seu eventual atraso. Considere pontos de reabastecimento, quer do carro, quer dos ocupantes se for caso disso e veja também áreas de descanso para que possa parar e recuperar energias e foco, de preferência de duas em duas horas.
4 – Consulte a meteorologia
Veja qual é a previsão meteorológica para as várias zonas do trajeto da sua viagem. Esteja especialmente atento à possibilidade de chuva e às temperaturas. Se for caso disso previna-se para a eventualidade de encontrar gelo ou neve e se não tiver pneus de inverno ou “todas as estações”, então coloque umas correntes na mala do carro pois podem vir a ser precisas. Neste caso trate do carro, mas não se esqueça também dos ocupantes e leve agasalhos, uma manta, alguma comida como barras energéticas, água, uma lanterna, ou um adaptador para carregar o telemóvel no carro, por exemplo, pois em caso de ficar bloqueado nunca sabe quanto tempo irá estar parado e o frio não perdoa.
5 – Conduza com espírito de Natal
Não vale a pena enervar-se com as circunstâncias que envolvem a condução, o trânsito, o tempo, ou outros condutores. Isso só o irá cansar mais, estragar o ambiente a bordo e dar um bocadinho cabo do espírito de Natal. Lembre-se que não é por alguns minutos ou algumas horas de atraso que o Natal acaba e por vezes estar alterado ao volante é meio caminho para haver um azar e complicar tudo de facto.
6 – Cuidados de Ano Novo
Todos estes cuidados são aplicáveis nas viagens para festejar a Passagem de Ano, talvez a bagagem no carro não seja a mesma, mas as demais circunstâncias podem acontecer. O trânsito para algumas zonas pode também ser intenso, as condições meteorológicas também podem ser complicadas e há um fator que convém nunca esquecer em noites como as da Passagem de Ano: o álcool. Primeiro, se conduzir não beba, como é sabido e óbvio, mas outros condutores podem não seguir esse exemplo. Por isso conduza com cuidados triplicados ou quadruplicados. Por exemplo, num semáforo faça o cruzamento como se não houvesse sinalização, ou seja verificando bem todas as vias mesmo que esteja luz verde para si, pois nunca se sabe quem poderá passar o vermelho por estar embriagado. Nesta noite e madrugada todos os cuidados são poucos.
Manutenção
Os “sinais de fumo” do escape
Os gases de escape emitidos pelo seu veículo podem ser um alerta de que algo não está bem com o mesmo e é importante saber interpretar esses “sinais de fumo” para corrigir eventuais problemas ou até evitar avarias graves e pesadas para a carteira.
Em condições normais o fumo que sai da linha e escape é incolor e apenas ganha alguns tons azulados ou brancos quando a temperatura ambiente é baixa ou a humidade é mais elevada como no inverno, por exemplo, mas isso nada tem a ver com problemas de funcionamento. É apenas uma conjuntura meteorológica. Contudo, se fora dessas circunstâncias detetar que o fumo que sai da ponteira de escape tem constantemente uma cor distinta, então é altura de ficar alerta e intervir se for caso disso.
Para o ajudar a perceber o que se pode estar a passar é importante interpretar a cor dos gases de escape:
Cor negra
O carro estar a produzir um fumo negro é sinónimo de que algo se passa com a combustão no motor em que a relação entre a quantidade de ar e de combustível não está correta. É mais comum acontecer nos modelos a gasóleo, mas também acontece nos modelos a gasolina. Este fumo negro é um alerta pois a má combustão do motor pode ter a ver com problemas no sistema de injeção, anomalias na sonda Lambda, por exemplo. Nestas circunstância para ajudar no diagnóstico veja se sente que o carro está a gastar mais combustível e veja também o estado do filtro do ar.
Cor Azul
Se o fumo que sai do tubo de escape tem uma cor azulada, então muito provavelmente o motor está a queimar óleo e isso pode ter a ver com problemas nos segmentos, avarias no turbo ou alguma outra falha que permite a chegada do óleo à câmara de combustão. Esta situação pode ter consequências graves para o motor por isso tenha muita atenção ao nível do óleo e também ao indicador da temperatura do motor.
Cor branca
Caso o fumo que sai do escape do veículo tenha uma tonalidade branca isso pode significar que o motor está a queimar liquido de refrigeração e esse problema pode ter origem numa junta da cabeça queimada, ou até numa fissura no bloco do motor que permite a passagem do líquido de refrigeração para a câmara da combustão. Nos dois casos estamos perante um problema que pode levar a um motor gripado, por isso esteja atento ao fumo, ao nível do líquido de refrigeração mas também ao indicador da temperatura do motor.
Uma manutenção feita a tempo e horas, verificar os níveis do seu veículo e estar atento ao tipo de fumo que ele emite pelo tubo de escape pode ajudar a detetar atempadamente um problema sério e dessa forma evitar um problema maior e consequentemente uma conta para pagar mais elevada.
Manutenção
Detetar problemas no catalisador
O catalisador é um elemento determinante na linha de escape dos automóveis com motor a combustão para reduzir as emissões poluentes do mesmo, mas se não estiver em bom estado pode dar problemas. Por isso é bom perceber quais os sinais que avisam que o catalisador pode não estar bom.
Um catalisador em mau estado, danificado ou no fim da sua vida útil que normalmente está entre os 80 mil e os 120 mil quilómetros de utilização, sensivelmente, pode originar danos no motor pelo aumento da temperatura do mesmo, por exemplo, o que pode danificar alguns elementos como os pistons ou as válvulas.
Como tal é importante perceber se algo começa a não estar bem com o catalisador e para isso é importante estar atento a alguns fatores:
– Aumento do consumo de combustível
Se começa a perceber que lentamente o seu automóvel está a consumir mais combustível do que é habitual, isso pode ser um sintoma que o catalisador não está bom. Pode estar a perder capacidades ou estar entupido e isso obriga o motor a um “maior esforço” para expelir os gases de escape e consequentemente aumenta o consumo de combustível.
– Perda de potência
Quando o catalisador não está bom, um dos sintomas mais comuns é a perda de potência do motor. Ao acelerar sente-se uma resposta mais lenta ou ao fazer uma recuperação esta também é menos expedita. Isso pode indicar que o catalisador está entupido. Muitas vezes quando apenas se fazem circuitos em cidade, com deslocações curtas e onde a temperatura do motor não sobe muito, é normal que o catalisador comece a acumular partículas e a entupir pois não faz a sua regeneração. A regeneração de um catalisador é feita quando este atinge uma temperatura elevada e “queima” os resíduos que não foram queimados no motor. Ao eliminar estas partículas ele não irá entupir e manterá o seu bom funcionamento, não afetando o rendimento do motor.
– Cheiro estranho do escape
Caso estacione o seu carro e ao sair sentir um cheiro estranho vindo do escape isso também pode significar que o catalisador já viu melhores dias. Numa garagem é mais fácil perceber isto, mas mesmo na rua é percetível pois é um cheiro que parece de enxofre e é facilmente notado. Este “cheiro a enxofre” revela que os gases de escape não estão a ser processados como devem e o resultado é este odor.
– Aquecimento do motor
Se reparar que o motor começa a funcionar a uma temperatura mais alta do que é habitual isso também pode indicar que algo não está bem. Um catalisador a funcionar mal pode reter os gazes de escape e obrigar o motor a um esforço maior para os expelir, o que pode causar um aumento da temperatura do mesmo.
– Luz da injeção acesa
A luz da injeção ou do motor acesa no painel de instrumentos é outro aviso que o catalisador pode ter alguma anomalia. Esta luz indica possíveis problemas em vários elementos do motor e do sistema de injeção, portanto se o catalisador não estiver com um rendimento normal isso vai influenciar os dados captados pelos sensores de oxigénio e consequentemente a luz irá alertar que há problemas com o sistema de injeção. Alguns modelos são até mais específicos nos avisos que fazem ao condutor e têm mesmo um alerta para verificar o sistema “anti-poluição” ou o sistema de injeção.
– Sons estranhos
O surgimento de sons metálicos, “assobios” ou “chiadeiras” também podem indicar que algo se passa com o catalisador. Os sons metálicos ou sons semelhantes a peças soltas dentro do catalisador podem indicar que a componente cerâmica do miolo se degradou ou partiu, soltando bocados que andam à solta dentro do catalisador. Por outro lado, silvos, assobios ou um determinado chiar pode ser indício que o catalisador está entupido. Por fim se o som do seu carro ficou mais alto e rouco, então pode ter algum dano na carcaça do catalisador ou um furo que deixa sair os gases de escape. Pode ser muito semelhante ao som de um escape roto.
Com qualquer destes sintomas é importante consultar uma oficina especializada para resolver o problema pois protelando essa ida só irá estar a aumentar o problema e consequentemente a despesa.
De forma preventiva para que o catalisador do seu carro tenha a maior longevidade possível é importante que o automóvel tenha as revisões em dia e que seja corretamente monitorizado e também é bom que faça auto-estrada para que o catalisador atinja as temperaturas necessárias para fazer a sua regeneração corretamente.
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