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Toyota apresenta nova geração da Hilux que traz versão elétrica

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A Toyota apresentou a nova geração da pick-up Hilux, que passa a oferecer várias opções de motorização, incluindo uma inédita variante totalmente elétrica.

O construtor japonês garante que a primeira Hilux elétrica mantém os tradicionais pilares do modelo — qualidade, durabilidade e fiabilidade — e que foi projetada para um desempenho off-road de excelência. Para tal, inclui medidas específicas que protegem a bateria contra danos e contra a entrada de água. Segundo a marca, a capacidade de imersão é idêntica à do modelo com motor de combustão.


A Hilux elétrica também beneficia do sistema Multi-Terrain Select, que adapta o comportamento do veículo a diferentes tipos de terreno fora de estrada. O sistema utiliza os travões e o binário para otimizar a progressão e superar obstáculos, funcionando de forma equivalente às redutoras (L4) dos veículos com motorização convencional.


O sistema elétrico é composto por uma bateria de iões de lítio de 59,2 kWh e por eixos dianteiro e traseiro motorizados, que proporcionam tração integral permanente. O conjunto gera 205 Nm de binário no eixo dianteiro e 268 Nm no traseiro, totalizando 197 CV de potência.


De acordo com dados provisórios (pré-homologação), a Hilux elétrica oferece uma carga útil de cerca de 715 kg, uma capacidade de reboque até 1.600 kg e uma autonomia combinada WLTP aproximada de 240 km. A Toyota afirma que pretende disponibilizar as melhores capacidades de carregamento do segmento, reduzindo o tempo de inatividade do veículo.


Além da versão 100% elétrica, a nona geração da Hilux contará também com uma variante mild hybrid de 48 volts, que estará disponível no mercado nacional. Este sistema inclui uma bateria de iões de lítio de 48 V, instalada sob os bancos traseiros (sem comprometer o espaço interior), um motor-gerador elétrico e um conversor de corrente contínua DC, combinados com um motor Diesel de 2,8 litros. As versões equipadas com motores de combustão interna de 2,4 litros (gasóleo) e 2,7 litros (gasolina) não serão comercializadas em Portugal.

O novo design da Hilux foi desenvolvido com base no conceito “Resistente e Ágil”, conferindo-lhe uma aparência poderosa e robusta, com proporções renovadas que reforçam a sua presença em estrada.

Na dianteira, destacam-se os novos faróis estreitos, unidos por uma barra central com o nome Toyota em estilo clássico. A versão 100% elétrica dispensa a grelha tradicional e está equipada com jantes de liga leve exclusivas. Todas as versões contam agora com um novo degrau traseiro para facilitar o acesso à caixa de carga e um degrau lateral redesenhado.

A nova geração passa a estar disponível apenas com carroçaria de cabina dupla. No interior, há uma melhoria significativa na perceção de qualidade, inspirada no novo Toyota Land Cruiser. A consola central adota um design horizontal, integrando um painel de instrumentos digital personalizável de 12,3” e um ecrã tátil multimédia de até 12,3”.


Os comandos relacionados com a tração integral (AWD) e a condução off-road estão agora reunidos de forma ergonómica na zona central. A versão elétrica (BEV) utiliza um seletor de condução shift-by-wire de ação única. Para maior conveniência, a Hilux dispõe de carregador sem fios para smartphone e novas portas USB para os passageiros traseiros.

Esta é a primeira Hilux equipada com direção assistida elétrica e com o pacote Toyota T-Mate, que inclui várias funções de segurança e assistência à condução. Dependendo do mercado e do nível de equipamento, podem estar disponíveis sistemas como limitação de aceleração a baixa velocidade, assistência proativa à condução e sistema de paragem de emergência.

As atualizações over-the-air (OTA) garantirão que o veículo se mantém atualizado. Outros sistemas novos incluem monitor de ângulo morto, assistência à saída de faixa e câmara de monitorização do condutor, entre outros.

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IVECO apresenta serviço para recuperar veículos roubados

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A IVECO apresentou o Stolen Vehicle Assistance, um serviço inovador desenvolvido para recuperar veículos comerciais roubados no menor tempo possível. Integrada no ecossistema digital IVECO ON, esta solução liga-se diretamente a um centro de segurança disponível 24 horas por dia, reforçando a proteção das frotas.

Num contexto em que o roubo de veículos comerciais tem vindo a aumentar — com um risco significativamente superior ao dos automóveis ligeiros —, a marca aposta numa abordagem preventiva e tecnológica. Para empresas e profissionais, a perda de um veículo como a IVECO Daily representa não só um problema de segurança, mas também interrupções operacionais e custos inesperados.


O novo sistema utiliza inteligência artificial para detetar comportamentos suspeitos e recorre a tecnologia de geofencing, que permite definir perímetros de segurança virtuais. Sempre que é identificado um risco, o sistema ativa automaticamente um protocolo de resposta, coordenado por um centro de segurança em parceria com a Targa Telematics, em articulação com as autoridades europeias.

Segundo a marca, este modelo permite alcançar taxas de recuperação que podem chegar aos 90%, reduzindo significativamente os tempos de inatividade e o impacto financeiro associado ao roubo. Os utilizadores mantêm ainda controlo total através da plataforma digital ou aplicação móvel dedicada.

Espanha é o primeiro mercado a receber esta tecnologia, estando prevista a sua expansão gradual para outros países europeus. Com esta solução, a IVECO reforça a aposta em serviços digitais avançados, combinando conectividade e segurança para apoiar a continuidade das operações no setor do transporte profissional

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Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano

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A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.

Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.

A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.

O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.

Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.

Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.

O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.

Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.

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