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Renault apresenta nova gama de veículos comerciais elétricos

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A Renault desvendou as designações de três veículos comerciais que prometem mudar por completo a gama profissional do construtor francês.



Estes três veículos comerciais ligeiros são o resultado de uma colaboração com a Flexis, a sociedade independente fundada pelo Grupo Renault, o Grupo Volvo e o Grupo CMA CGM. Esta nova gama de furgões E-Tech elétricos foi desenvolvida para responder a todas as exigências de uma ampla gama de atividades.

Com base na nova plataforma “skateboard” e na arquitetura SDV, estes furgões compactos, espaçosos e adaptáveis abrem caminho a soluções personalizadas que vão apoiar os clientes na transição energética e tecnológica.

O primeiro modelo é precisamente a Trafic. Com esta quarta geração da Trafic, o modelo escreve um novo capítulo de uma saga iniciada em 1980. Com mais de 2,5 milhões de unidades construídas desde o seu lançamento, continua uma carreira de grande sucesso.

O Trafic E-Tech elétrico apresenta proporções contemporâneas e um design monovolume para um perfil limpo e dinâmico. Com um vão dianteiro curto e uma distância entre eixos alargada, as rodas posicionadas nas extremidades maximizam o espaço interior, mantendo um raio de viragem equivalente ao de um Renault Clio.

Tem menos de 1,90 m de altura para facilitar o acesso a parques de estacionamento subterrâneos.
Na frente, a zona central sublinha a aparência de alta tecnologia do Trafic, mostrando a faixa superior retroiluminada, com DRLs laterais a confirmar o seu carácter de vanguarda. No centro da faixa, o logótipo retroiluminado também chama a atenção, refletindo a atenção geral aos detalhes.

A traseira apresenta uma linha de carroçaria elevada, ao nível dos vidros laterais, juntamente com portas com dobradiças assimétricas e fortemente curvadas, e um spoiler com deflectores para otimizar a aerodinâmica. As luzes traseiras ganham uma assinatura luminosa exclusiva, realçada por um design 3D que confere um toque distinto e sofisticado ao estilo.

O segundo modelo chama-se Goelette E-Tech e reedita um nome que já fez parte da gama de trabalho do construtor em 1956. Vai estar disponível em três versões: chassis-cabina, caixa de carga e plataforma basculante, abrindo caminho a uma vasta escolha de conversões.

Tirando o máximo partido da arquitetura flexível e engenhosa que esta nova geração de veículos comerciais ligeiros permite, o Goelette E-Tech elétrico é particularmente bem proporcionado da frente ao pilar B, tal como o Trafic E-Tech elétrico.

Os faróis traseiros são, simultaneamente, funcionais e elegantes, valorizando o design global do veículo. Disponível com ou sem plataforma de carga, o Goelette E-Tech elétrico é um veículo comercial funcional e moderno, capaz de se adaptar a todas as situações.

Por fim, merece destaque o Estafette E-Tech, desenvolvido para os perímetros urbanos e também uma designação repescada do passado.
Mais de meio milhão de veículos ostentaram o nome Estafette, entre 1959 e 1980. Esta designação icónica simboliza um VCL que atravessa várias gerações.

O seu design é largamente inspirado no Renault Estafette Concept apresentado em setembro passado.
Com apenas 5,27 m de comprimento e 1,92 m de largura, é um comercial compacto e fácil de manobrar em cidade. Com 2,60 m de altura, permite que uma pessoa com até 1,90 m de altura se desloque facilmente no interior, entre o habitáculo e a zona de carga.

Inspirado no design do Trafic E-Tech elétrico, o Estafette E-Tech elétrico apresenta um grande para-brisas panorâmico, de três peças, para uma maior visibilidade, segurança e conforto de condução. A dianteira contemporânea apresenta uma assinatura luminosa distintiva: uma faixa luminosa com luzes de circulação diurna perfeitamente alinhadas, que sublinha a identidade high-tech deste veículo comercial ligeiro. O logótipo Renault dá um toque sóbrio e elegante a este conjunto harmonioso.

Esta nova gama de veículos comerciais ligeiros deverá chegar ao mercado a partir de 2026. Mais pormenores serão revelados nos próximos meses.

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Farizon reforça presença em Portugal com mais um furgão elétrico

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A Farizon entrou no segmento dos comerciais ligeiros elétricos com a V7E, um furgão desenvolvido de raiz para operação profissional e que começa agora a ser distribuído em mercados europeus como o português. A apresentação decorreu no ECar Show, onde o modelo foi mostrado como uma aposta direta no espaço em rápida transição entre motores a combustão e soluções elétricas para frotas.


Mais do que um produto de imagem, a V7E posiciona-se como uma proposta orientada para o cálculo frio do custo de utilização. A versão Max Range recorre a uma bateria de 67 kWh e assenta na plataforma elétrica dedicada GXA-M, do tipo “skateboard”, onde bateria e componentes estruturais são integrados de forma a libertar espaço útil de carga. O resultado é um furgão compacto no exterior — com cerca de 5 metros de comprimento, mas com um volume de carga que chega aos 6,95 m³, um valor competitivo face ao padrão do segmento.

A aposta da marca segue uma lógica clara: maximizar eficiência operacional. Com uma carga útil até 1.243 kg e uma altura de plataforma reduzida, o modelo foi pensado para facilitar operações de distribuição urbana e logística de última milha. As portas traseiras com abertura até 270 graus e a configuração interior reforçam essa vocação funcional, mais do que qualquer ambição de conforto ou refinamento.

Em termos de autonomia, a versão equipada com bateria LFP de 66,7 kWh anuncia até 475 km em ciclo urbano WLTP, embora esse valor dependa fortemente do tipo de utilização. O carregamento rápido em corrente contínua, até 97 kW, permite recuperar 20 a 80% da bateria em cerca de 18 minutos, um dado relevante para operações com tempo de paragem reduzido.


No interior, a V7E adota a linguagem típica dos comerciais modernos: digitalização funcional e sem excessos. O modelo inclui um ecrã central de 12,3 polegadas, painel de instrumentos digital e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay, além de um conjunto de 18 sistemas de assistência à condução, posicionando-se no nível 2 de autonomia assistida.

A Farizon, marca do universo Geely, reforça assim a sua presença no mercado europeu de veículos comerciais elétricos com um produto claramente orientado para o custo total de propriedade. Em Portugal, a V7E chega já com versões de carga fechada e vidrada, e preços a partir dos 27.235 euros, mais IVA, um posicionamento agressivo num segmento cada vez mais competitivo e pressionado pela eletrificação das frotas.

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MAN Truck & Bus prepara nova sede em Portugal com foco na eletrificação e assistência

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A MAN Truck & Bus Portugal deu início à construção das futuras instalações em Castanheira do Ribatejo, num investimento que pretende reforçar a capacidade operacional da marca no mercado nacional e acompanhar o crescimento previsto para os próximos anos. A conclusão da obra está prevista para 2028.

A cerimónia de colocação da primeira pedra contou com representantes da MAN Truck & Bus e da autarquia de Vila Franca de Xira, assinalando o arranque oficial de um projeto que irá concentrar a sede da empresa, áreas administrativas, operação comercial, oficina e logística de peças.

As novas instalações serão construídas num terreno com cerca de 56 mil metros quadrados, propriedade da empresa há mais de duas décadas. A área coberta ocupará aproximadamente 4 mil metros quadrados.

Um dos destaques do projeto será a nova oficina, equipada com 16 linhas de assistência e uma largura total de 33 metros, permitindo trabalhar simultaneamente em dois autocarros. Segundo David Carlos, diretor-geral da MAN Truck & Bus Portugal, esta será “a maior oficina e a mais larga” da rede da marca.


O complexo incluirá também um novo armazém de peças com cerca de 500 metros quadrados e capacidade de armazenamento até seis metros de altura, reforçando a capacidade logística e de apoio pós-venda.

A futura sede terá ainda uma forte componente ligada à mobilidade elétrica. Estão previstos quatro postos de carregamento para camiões e autocarros elétricos com potência superior a 400 kW.

Os carregadores serão de acesso público e poderão ser utilizados tanto por veículos MAN como por modelos de outras marcas.

Além das áreas técnicas e administrativas, o novo centro irá acolher cerca de 70 colaboradores, sobretudo técnicos especializados em manutenção e reparação.

David Carlos sublinha que o objetivo do projeto vai além da construção de novas infraestruturas. “A ideia não é construir apenas edifícios, mas criar um espaço onde os colaboradores se sintam motivados e valorizados”, afirmou.


A MAN Truck & Bus Portugal matriculou cerca de 1800 veículos em 2025 e pretende aumentar esse volume em até 30% até ao final da década.

Além de Castanheira do Ribatejo, a marca prevê igualmente novos investimentos em instalações localizadas em Aveiro e no Porto.

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