Hudson Automotive inicia expansão europeia a partir de Milão – Motorguia
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Hudson Automotive inicia expansão europeia a partir de Milão

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A marca chinesa acaba de chegar a Itália e vai expandir-se em breve por toda a Europa, concentrando a sua atenção no setor dos veículos comerciais ligeiros elétricos. A sua presença será consolidada com a abertura de uma fábrica construída de raiz até 2027.



“O mercado dos VCL eléctr icos ainda não é totalmente satisfatório neste momento, especialmente no nosso país. Mas o objetivo da Hudson é entrar, criar raízes e tornar-se reconhecível quando os volumes aumentarem”, sublinhou Roberto Ferrari, Diretor de Vendas Europeu. A expansão do sector dos veículos eléctricos a bateria (VEB) é um processo inexorável, impulsionado principalmente pela crescente procura de serviços de entrega nos centros urbanos, que se alinha com as necessidades de mobilidade sustentável e sem emissões. Não é por acaso que este sector foi protegido das tarifas recentemente introduzidas pela União Europeia contra os veículos elétricos produzidos na China.

A Hudson Automotive já tem dois modelos prontos: o furgão eBold de 6 metros, ao qual se seguirá, ainda este ano, o eBear, mais compacto, de 4,8 metros. Ambos foram concebidos e desenvolvidos em colaboração com o gigante Dongfeng para responder às necessidades dos mercados mundiais, começando pela Europa e estendendo-se depois à América do Norte. Na Europa, o plano de atividades tem como objetivo atingir um volume de vendas de 3 000 unidades em 2025, passando depois para 5 000 em 2026 e 15 000 em 2027. Esta ambição será apoiada pelo lançamento de três novos modelos: eGo, eFast e eSherpa, com comprimentos de 3,5, 4,2 e 5,5 metros, respetivamente. A partir de 2028, os volumes deverão estabilizar-se em 20 000 unidades por ano.

O modelo de topo eBold, com os seus 6,0 metros de comprimento, 2,0 metros de largura e 2,6 metros de altura e um volume de carga superior a 12 metros cúbicos, apresenta-se como uma combinação ideal de espaço, qualidade e eficiência. Homologado na categoria N1, ou seja, entre os “pesos leves” com um peso bruto de 3,5 toneladas, está disponível em duas variantes: Metro, com uma bateria de 77 kWh e uma autonomia de 309 km, e Cosmo, com 101 kWh e 415 km. Os preços são, respetivamente, 48.999 euros e 51.599 euros. Em 2025, serão acrescentadas as versões chassis-cabina para equipamento e a versão de compartimento isolado para transporte com temperatura controlada.

A Hudson Automotive reúne serviços digitais para frotas, concessionários e fornecedores de soluções financeiras numa plataforma de software única, personalizada e criada para o efeito, denominada DIMP – Digital Intelligence Management Platform. No que diz respeito ao apoio pós-venda, a Hudson conta com o Grupo CRF, um gigante da distribuição de peças sediado em Turim, que trata de componentes para os principais grupos automóveis, incluindo a Stellantis, a Renault-Nissan-Mitsubishi, a Toyota, a Volkswagen e a Jaguar-Land Rover, e oferece uma capacidade logística que atualmente representa mais de 28 000 entregas por mês a 4 000 clientes.
Fundada em 2019 e controlada por um grupo de fundos de investimento de Hong Kong através da Hudson Technology LTD, a Hudson Automotive tem sede em Chongqing, na China, enquanto a sua sede europeia está localizada em Milão, no mesmo edifício da sua empresa irmã E-Quilibrium, especializada em consultoria comercial e estratégico-financeira para novas empresas e startups.

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Novo Mercedes-Benz VLE já tem preço para Portugal

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A Mercedes-Benz abriu oficialmente as encomendas do novo Mercedes-Benz VLE em Portugal, marcando o arranque de uma nova geração de modelos elétricos premium orientados para o transporte de passageiros.


Nesta fase inicial de comercialização, o modelo surge na versão VLE 300, equipada com o pacote Advanced Plus em combinação com a Linha STANDARD. A proposta inclui um vasto conjunto de equipamentos de série, entre os quais eixo traseiro direcional, porta da bagageira EASY-PACK com abertura elétrica, vidro traseiro de abertura independente, suspensão pneumática AIRMATIC e teto panorâmico Sky View.

Os preços arrancam nos 81.475 euros, sem IVA, para a configuração de cinco lugares. A variante de seis lugares custa 81.891 euros, enquanto a versão de sete lugares está disponível a partir de 82.369 euros, também sem IVA.


O novo VLE representa uma mudança profunda na abordagem da Mercedes-Benz ao segmento das grandes viaturas de passageiros, apostando numa combinação entre luxo, versatilidade e tecnologia. A marca alemã descreve o modelo como um “Grand Limousine” capaz de se adaptar tanto a famílias como a serviços de transporte premium e shuttle executivo.

Segundo Sagree Sardien, o objetivo passa por elevar a experiência de conforto e habitabilidade a um novo patamar, mantendo o conceito de “bem-vindo a casa” associado aos modelos da marca

Em termos técnicos, o VLE 300 está equipado com um motor elétrico de 203 kW e uma bateria de iões de lítio com capacidade útil de 115 kWh. Graças a esta configuração, a autonomia pode atingir até 713 quilómetros em ciclo WLTP.

O modelo utiliza uma arquitetura elétrica de 800 volts, permitindo carregamentos ultrarrápidos até 300 kW em corrente contínua. Segundo a Mercedes-Benz, é possível recuperar até 355 quilómetros de autonomia em apenas 15 minutos de carregamento.

Além disso, o VLE também poderá utilizar postos rápidos de 400 volts através de um conversor opcional integrado, aumentando a compatibilidade com diferentes infraestruturas de carregamento.

Com 5,30 metros de comprimento, quase dois metros de largura e uma configuração interior altamente modular, o novo VLE posiciona-se como uma das propostas elétricas mais sofisticadas do segmento, combinando grande autonomia com elevados níveis de conforto e tecnologia.

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Farizon reforça presença em Portugal com mais um furgão elétrico

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A Farizon entrou no segmento dos comerciais ligeiros elétricos com a V7E, um furgão desenvolvido de raiz para operação profissional e que começa agora a ser distribuído em mercados europeus como o português. A apresentação decorreu no ECar Show, onde o modelo foi mostrado como uma aposta direta no espaço em rápida transição entre motores a combustão e soluções elétricas para frotas.


Mais do que um produto de imagem, a V7E posiciona-se como uma proposta orientada para o cálculo frio do custo de utilização. A versão Max Range recorre a uma bateria de 67 kWh e assenta na plataforma elétrica dedicada GXA-M, do tipo “skateboard”, onde bateria e componentes estruturais são integrados de forma a libertar espaço útil de carga. O resultado é um furgão compacto no exterior — com cerca de 5 metros de comprimento, mas com um volume de carga que chega aos 6,95 m³, um valor competitivo face ao padrão do segmento.

A aposta da marca segue uma lógica clara: maximizar eficiência operacional. Com uma carga útil até 1.243 kg e uma altura de plataforma reduzida, o modelo foi pensado para facilitar operações de distribuição urbana e logística de última milha. As portas traseiras com abertura até 270 graus e a configuração interior reforçam essa vocação funcional, mais do que qualquer ambição de conforto ou refinamento.

Em termos de autonomia, a versão equipada com bateria LFP de 66,7 kWh anuncia até 475 km em ciclo urbano WLTP, embora esse valor dependa fortemente do tipo de utilização. O carregamento rápido em corrente contínua, até 97 kW, permite recuperar 20 a 80% da bateria em cerca de 18 minutos, um dado relevante para operações com tempo de paragem reduzido.


No interior, a V7E adota a linguagem típica dos comerciais modernos: digitalização funcional e sem excessos. O modelo inclui um ecrã central de 12,3 polegadas, painel de instrumentos digital e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay, além de um conjunto de 18 sistemas de assistência à condução, posicionando-se no nível 2 de autonomia assistida.

A Farizon, marca do universo Geely, reforça assim a sua presença no mercado europeu de veículos comerciais elétricos com um produto claramente orientado para o custo total de propriedade. Em Portugal, a V7E chega já com versões de carga fechada e vidrada, e preços a partir dos 27.235 euros, mais IVA, um posicionamento agressivo num segmento cada vez mais competitivo e pressionado pela eletrificação das frotas.

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