Manutenção
Prolongue a vida do seu carro
Como meio de transporte, de lazer ou ferramenta de trabalho, o automóvel está na nossa vida de uma forma constante e ter alguns cuidados simples pode garantir o seu melhor rendimento, prolongar o seu tempo de vida e de certa forma poupar a carteira. Aqui lhe deixamos algumas dicas para o conseguir.
Lave regularmente
Lavar e aplicar cera no carro com regularidade ajuda a manter a pintura não só limpa como também protegida. Ao lavar retira elementos que podem com o tempo marcar a pintura, ou remover sal acumulado caso viva em zonas costeiras ou montanhosas e frias e ao encerar a carroçaria vai aplicar uma camada de proteção entre a pintura e eventuais elementos prejudiciais à mesma. Uma boa lavagem deve ser feita pelo menos de seis em seis meses.
Esteja atento aos pneus
Verifique o estado dos pneus pelo menos uma vez por mês. Confirme a profundidade do rasto, se o desgaste não é demasiado e obviamente, se cumpre a lei (altura mínima do piso de 1,6mm). Veja se há deformações, bolhas, ou lascas que indiquem problemas com a estrutura do pneu ou até o seu envelhecimento. Com o passar dos anos, mesmo que não se façam muitos quilómetros, a borracha tem tendência a perder qualidades, a ficar menos flexível, logo menos eficaz e segura. No final desta verificação veja se todos os pneus estão com a pressão correta, sem esquecer o pneu suplente (caso tenha). Lembre-se que uma pressão correta garante o rendimento ideal dos pneus e ao mesmo tempo pode ajudá-lo a poupar porque prolonga a vida útil dos pneus e com a pressão certa pode também poupar combustível.
Veja os níveis dos fluídos
Os vários líquidos num automóvel são essenciais ao seu bom funcionamento, por isso veja com regularidade o estado dos mesmos, começando pelo óleo. Analise se este está entre o nível mínimo e máximo e se ainda aparenta ter boa viscosidade. Confirme o nível do óleo dos travões, do líquido de refrigeração e já agora veja também o reservatório do limpa para-brisas.
Respeite as revisões periódicas
Todos os veículos têm um plano de revisões em função de determinados intervalos de quilometragem. Respeite esses intervalos. Não “estique a corda” com as revisões. Elas garantem o bom funcionamento mecânico do automóvel assegurando que este tem óleo em condições, os filtros mudados, os travões em bom estado, entre outros. Ao não cumprir com as revisões corre o risco de estar a desgastar mecanicamente o carro de forma a que depois podem surgir avarias que exigem reparações onerosas. Além disso, está a arriscar com a sua segurança e a dos seus.
Preste atenção a fugas, sons, ou odores
Encontra manchas no sítio onde o seu carro está estacionado? Ouve um ruído estranho quando põe o carro a trabalhar, quando acelera ou quando curva ou mexe a direção? Sente um cheiro esquisito que não é habitual no interior do carro? Tudo isto podem ser sintomas de avarias que devem ser resolvidas o quanto antes para que o “estrago” não seja pior.
Não ignore as luzes de alerta
Se acender uma luz de avaria no painel de instrumentos, não pense que é só a luz que acendeu por engano. Pode ser algo grave. Mesmo que não seja nada de muito complexo, pelo menos resolveu a situação e não deixou que ela escalasse para algo pior.
Manutenção
Detetar problemas no catalisador
O catalisador é um elemento determinante na linha de escape dos automóveis com motor a combustão para reduzir as emissões poluentes do mesmo, mas se não estiver em bom estado pode dar problemas. Por isso é bom perceber quais os sinais que avisam que o catalisador pode não estar bom.
Um catalisador em mau estado, danificado ou no fim da sua vida útil que normalmente está entre os 80 mil e os 120 mil quilómetros de utilização, sensivelmente, pode originar danos no motor pelo aumento da temperatura do mesmo, por exemplo, o que pode danificar alguns elementos como os pistons ou as válvulas.
Como tal é importante perceber se algo começa a não estar bem com o catalisador e para isso é importante estar atento a alguns fatores:
– Aumento do consumo de combustível
Se começa a perceber que lentamente o seu automóvel está a consumir mais combustível do que é habitual, isso pode ser um sintoma que o catalisador não está bom. Pode estar a perder capacidades ou estar entupido e isso obriga o motor a um “maior esforço” para expelir os gases de escape e consequentemente aumenta o consumo de combustível.
– Perda de potência
Quando o catalisador não está bom, um dos sintomas mais comuns é a perda de potência do motor. Ao acelerar sente-se uma resposta mais lenta ou ao fazer uma recuperação esta também é menos expedita. Isso pode indicar que o catalisador está entupido. Muitas vezes quando apenas se fazem circuitos em cidade, com deslocações curtas e onde a temperatura do motor não sobe muito, é normal que o catalisador comece a acumular partículas e a entupir pois não faz a sua regeneração. A regeneração de um catalisador é feita quando este atinge uma temperatura elevada e “queima” os resíduos que não foram queimados no motor. Ao eliminar estas partículas ele não irá entupir e manterá o seu bom funcionamento, não afetando o rendimento do motor.
– Cheiro estranho do escape
Caso estacione o seu carro e ao sair sentir um cheiro estranho vindo do escape isso também pode significar que o catalisador já viu melhores dias. Numa garagem é mais fácil perceber isto, mas mesmo na rua é percetível pois é um cheiro que parece de enxofre e é facilmente notado. Este “cheiro a enxofre” revela que os gases de escape não estão a ser processados como devem e o resultado é este odor.
– Aquecimento do motor
Se reparar que o motor começa a funcionar a uma temperatura mais alta do que é habitual isso também pode indicar que algo não está bem. Um catalisador a funcionar mal pode reter os gazes de escape e obrigar o motor a um esforço maior para os expelir, o que pode causar um aumento da temperatura do mesmo.
– Luz da injeção acesa
A luz da injeção ou do motor acesa no painel de instrumentos é outro aviso que o catalisador pode ter alguma anomalia. Esta luz indica possíveis problemas em vários elementos do motor e do sistema de injeção, portanto se o catalisador não estiver com um rendimento normal isso vai influenciar os dados captados pelos sensores de oxigénio e consequentemente a luz irá alertar que há problemas com o sistema de injeção. Alguns modelos são até mais específicos nos avisos que fazem ao condutor e têm mesmo um alerta para verificar o sistema “anti-poluição” ou o sistema de injeção.
– Sons estranhos
O surgimento de sons metálicos, “assobios” ou “chiadeiras” também podem indicar que algo se passa com o catalisador. Os sons metálicos ou sons semelhantes a peças soltas dentro do catalisador podem indicar que a componente cerâmica do miolo se degradou ou partiu, soltando bocados que andam à solta dentro do catalisador. Por outro lado, silvos, assobios ou um determinado chiar pode ser indício que o catalisador está entupido. Por fim se o som do seu carro ficou mais alto e rouco, então pode ter algum dano na carcaça do catalisador ou um furo que deixa sair os gases de escape. Pode ser muito semelhante ao som de um escape roto.
Com qualquer destes sintomas é importante consultar uma oficina especializada para resolver o problema pois protelando essa ida só irá estar a aumentar o problema e consequentemente a despesa.
De forma preventiva para que o catalisador do seu carro tenha a maior longevidade possível é importante que o automóvel tenha as revisões em dia e que seja corretamente monitorizado e também é bom que faça auto-estrada para que o catalisador atinja as temperaturas necessárias para fazer a sua regeneração corretamente.
Manutenção
Se tiver de partir um vidro faça-o corretamente
Por vezes o infortúnio bate às porta e numa emergência é necessário quebrar os vidros de um veículo para poder aceder ao seu interior e prestar auxílio ou permitir que um ocupante saia. Mas tal deve ser feito de forma correta para evitar mais contratempos.
A frase “partir um vidro”, só por si, pode parecer indicar um ato menos refletido ou até ilegal ou violento, mas há situações em que é a única forma de conseguir sair de dentro do veículo ou prestar ajuda se estiver do lado de fora do mesmo. No caso de um acidente, incêndio ou inundação, as portas podem ficar bloqueadas e a única forma de conseguir sair do carro é através das superfícies vidradas e como tal pode ser necessário quebrar os vidros.
Os vidros de um carro
Os vidros de um automóvel não são todos iguais e normalmente os mais fáceis de quebrar são os das portas. O vidro dianteiro do para-brisas é tradicionalmente o mais resistente pois é laminado e foi pensado para ser o mais seguro em caso de acidente. É ele que sofre com as forças aerodinâmicas, com os impactos de pedras projetadas e por isso tem de ser mais resistente. Já o vidro traseiro como inclui os filamentos do sistema de desembaciamento também não é o mais fácil de partir pois esses filamentos fazem uma espécie de rede que dificulta a quebra. Assim a melhor solução são os vidros das janelas das portas que normalmente são laminados o que faz com que sejam mais “fáceis” de partir e quando quebram eles estilhaçam em pequenos vidros, não sendo tão cortantes.
“Partir” para a ação
Use um objeto sólido para quebrar o vidro. No mercado há ferramentas específicas para partir vidros de automóveis (quebra-vidros ou martelo de emergência) que pode sempre guardar no interior do carro. Não coloque na bagageira como o macaco para elevar o carro, mas sim no próprio habitáculo, num compartimento para objetos como o porta-luvas, por exemplo. Se não tiver nenhum objeto sólido para partir o vidro, não o faça sem nenhuma proteção nas mãos pois a possibilidade de se cortar é elevada. Utilize um dos tapetes do carro para proteger o corpo, a cara especialmente quando for partir o vidro. Uma vez escolhido o vidro, que será muito provavelmente um dos laterais, então aponte o impacto para um dos cantos pois será aí que terá melhores resultados pois os vidros são mais difíceis de partir se der a pancada mesmo no meio. Por fim, “limpe” os vidros que sobraram e que costumam ficar em torno da moldura da janela da porta, para evitar que haja cortes quando sair do veículo.
Foco e calma
Obviamente que ter calma e estar focado são dois estados muito difíceis de conseguir quando estamos numa situação de emergência, mas podem ser determinantes pois irão permitir que caso falhe uma tentativa terá a lucidez para pensar noutra solução. Por exemplo, se não tiver nenhum objeto solido ou pontiagudo “à mão de semear”, ter calma e foco pode permitir que perceba que outros objetos dentro do carro, como por exemplo o fecho do cinto de segurança que é metálico e pontiagudo, pode cumprir a tarefa.
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