Comerciais
Ford desvenda nova E-Transit Courier
A Ford Pro desvendou a E-Transit Courier, um novo veículo comercial totalmente elétrico que oferece maior conetividade e produtividade aos clientes de furgões compactos e que, curiosamente, assenta na plataforma do popular Puma.

Alargando a gama de inovadores furgões de carga elétricos e conetados da Ford Pro, a nova E-Transit Courier está totalmente integrada com a plataforma de software e serviços conetados da Ford Pro para impulsionar, ainda mais, uma operação eficiente, incluindo soluções de carregamento de ponta a ponta e ferramentas de gestão do Software Ford Pro.

Para aumentar ainda mais a produtividade, a E-Transit Courier foi completamente redesenhada em torno de uma área de carga maior e mais flexível, que proporciona 25 por cento mais volume de carga do que o modelo anterior, além de uma capacidade melhorada que inclui maior carga útil 2 e espaço para duas Europaletes. O novo modelo, que deverá entrar em produção no final de 2024, terá as respetivas versões a gasolina e a gasóleo já no verão de 2023.
O grupo motopropulsor totalmente elétrico da E-Transit Courier foi concebido para proporcionar uma experiência de condução sem compromissos para os clientes, incluindo um potente motor elétrico de 100 kW (136 CV) e capacidade de condução One Pedal (Pedal Único).

A Ford Pro espera que a E-Transit Courier se torne popular entre os clientes que carregam os seus veículos em casa; o Ford Pro Charging visa uma carga de 11 kW AC durante a noite em casa de 5,7 horas, 3 e o carregamento pode ser agendado para tirar partido da energia mais barata durante a noite, utilizando o ecrã tátil do veículo ou o software de carregamento.
Para ajudar a uma carga eficiente na via pública, o veículo oferece uma capacidade de carga rápida CC até 100 kW. A Ford espera que o sistema acrescente 87 km de autonomia em apenas 10 minutos, e carregue de 10 a 80 por cento da bateria em menos de 35 minutos. 3 A E-Transit Courier oferece um ano de acesso gratuito à Blue Oval Charge Network, que está programada para incluir 500.000 carregadores públicos até 2024.

O sistema Plug & Charge vai permitir aos proprietários da E-Transit Courier simplesmente ligar o veículo à ficha sem fazer mais nada quando utilizam carregadores compatíveis com a Blue Oval Charge Network. O carregamento começa automaticamente e a fatura e o resumo da carga são enviados ao proprietário após o desligar da tomada. Para ir mais longe entre carregamentos, a função Intelligent Range, albergada na cloud, coleciona dados para fornecer números mais precisos de autonomia.
A conceção totalmente nova da E-Transit Courier proporciona uma maior capacidade de carga em todas as dimensões. A largura entre as rodas traseiras é de 1.220 mm, permitindo que o furgão compacto transporte, pela primeira vez, duas Europaletes. O volume total de carga é agora de 2,9 m3, 25 por cento mais do que na geração anterior.

Este valor pode ser aumentado utilizando a nova característica da antepara de carga, abertura que permite aos clientes transportar artigos como tábuas ou tubos com mais de 2.600 mm de comprimento. A carga útil máxima para o modelo totalmente elétrico é de 700 kg, com um peso máximo de reboque de 750 kg. Todos os modelos serão construídos em Craiova, Roménia, pela Ford Otosan, o fabricante do Transit Custom, o modelo mais vendido e a líder de segmento E-Transit.
Comerciais
França moderniza exército com camiões Zetros by Arquus
A França adjudicou à Arquus e à Daimler Truck o contrato PL6T para o fornecimento de 7.000 camiões militares Zetros, dando um passo decisivo na modernização da sua frota logística para operações de alta intensidade.
O ambicioso programa, atribuído pelo Ministério das Forças Armadas francês, prevê a produção e entrega, ao longo dos próximos 10 anos, de camiões militares de nova geração destinados ao Exército Francês, no âmbito do reforço das capacidades logísticas e operacionais face a cenários de elevada exigência tática.

O modelo selecionado é o novo Zetros by Arquus, apresentado em outubro de 2025 no Forum Entreprises Défense, em Versailles-Satory. Esta solução resulta da combinação da plataforma Zetros da Mercedes-Benz, desenvolvida pela Daimler Truck, com a integração, militarização e suporte em serviço assegurados pela Arquus.
O veículo assenta num chassis 6×6 com a cabina posicionada atrás do eixo dianteiro, adaptado aos padrões do Exército Francês, e é equipado com o motor Mercedes-Benz OM 460 Euro 3, reconhecido pela sua fiabilidade mesmo com combustíveis de baixa qualidade.
Conta ainda com transmissão automática com conversor de binário, uma altura otimizada para mobilidade tática em ambientes como florestas, túneis ou zonas urbanas, e uma capacidade de carga útil de seis toneladas, permitindo múltiplas configurações. O design do camião favorece igualmente a integração de cabinas protegidas, graças a uma distribuição equilibrada do peso entre eixos.

O contrato contempla uma frota versátil, com diferentes variantes destinadas a responder a várias missões logísticas e operacionais, incluindo camiões de transporte de carga e de tropas, unidades equipadas com grua, guinchos ou carroçarias específicas, bem como veículos-abrigo e configurações personalizadas consoante a missão. Todo o conjunto beneficiará de um suporte completo ao longo do ciclo de vida, liderado pela Arquus, com o apoio técnico e de fornecimento de peças assegurado pela Daimler Truck.
A nível industrial, o programa representa um compromisso franco-alemão significativo. A produção dos veículos base será repartida entre as unidades da Daimler Truck em Wörth am Rhein, na Alemanha, e Molsheim, em França, enquanto a militarização, a integração de sistemas e as operações de manutenção ficarão a cargo das instalações da Arquus em Limoges, Garchizy e Saint-Nazaire.
Esta organização contribuirá para a criação de emprego e para a preservação do know-how industrial francês. Em paralelo, a Daimler Truck França disponibilizará a sua rede de mais de 150 pontos de venda e assistência no país, garantindo um suporte local sólido e sustentável a longo prazo.
Comerciais
Megacamiões vão crescer em peso e comprimento em Portugal
Os chamados gigaliners, também conhecidos como megacamiões, vão passar a circular em Portugal com dimensões significativamente superiores às atuais. O Governo decidiu rever o regime aplicável aos veículos euro-modulares, abrindo a porta à utilização de camiões mais compridos e mais pesados na rede rodoviária nacional, numa medida que aproxima a legislação portuguesa das regras já em vigor em Espanha.
A decisão está integrada no Plano Mobilidade 2.0, aprovado em Conselho de Ministros, e prevê a atualização dos limites máximos de comprimento e peso destes veículos. Com a revisão agora anunciada, os supercamiões poderão atingir até 32 metros de comprimento, um aumento de quase sete metros face ao limite atual, bem como um peso máximo de 72 toneladas, quando atualmente estão limitados a 60 toneladas.
Os gigaliners, que já são utilizados por várias empresas a operar em Portugal — desde o setor florestal até à indústria automóvel — têm hoje um comprimento máximo de 25,25 metros. A alteração permitirá aumentar a capacidade de transporte por viagem, reforçando a eficiência logística em diferentes setores da economia.
A revisão do regime contempla ainda a possibilidade de estes veículos efetuarem o transporte de matérias perigosas, como combustíveis, embora apenas em percursos previamente definidos. Um dos exemplos referidos pelo Governo é o abastecimento do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, atualmente dependente do transporte rodoviário de combustível devido à inexistência de um pipeline dedicado.
Segundo o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, o aeroporto é atualmente abastecido por cerca de 44 mil viagens anuais de camiões de combustível. Com a utilização de veículos de maior capacidade, esse número poderá ser reduzido para cerca de metade, aliviando a pressão sobre a infraestrutura, que continuará em funcionamento durante a próxima década.
O Executivo sublinha que esta medida tem como objetivo gerar ganhos de eficiência económica e ambiental, ao permitir transportar maiores volumes com menos viagens. A redução do número de deslocações contribui não só para a diminuição dos custos operacionais das empresas, mas também para a redução das emissões poluentes associadas ao consumo de combustível.
Outro dos argumentos apresentados pelo Governo prende-se com a necessidade de harmonizar a legislação portuguesa com a espanhola, eliminando limitações à circulação de gigaliners entre os dois países. Até agora, as diferenças regulamentares colocavam entraves à operação dos supercamiões espanhóis em Portugal e criavam desvantagens para os operadores nacionais em território espanhol.
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