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São 20 os camiões elétricos da Volvo que vão para a Amazon na Alemanha

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A Volvo Trucks iniciou a produção de camiões elétricos e já garantiu um contrato da Amazon para o fornecimento de 20 Volvo FH Electric para a frota da Alemanha.



A Volvo Trucks iniciou a produção em série de camiões elétricos com peso bruto até 44 toneladas e vai fornecer um lote de 20 Volvo FH Electric à Amazon na Alemanha.
Os novos camiões elétricos da Amazon vêm substituir unidades congéneres com motores diesel e desempenham um papel importante nas iniciativas de descarbonização ao longo da cadeia de abastecimento.


Os Volvo FH Electric estão equipados com uma bateria de 540 kWh que fornece a energia necessária ao motor elétrico que desenvolve uma potência em contínuo de 490 kW. A autonomia pode chegar aos 300 quilómetros entre carregamentos, mas o Volvo FH Electric pode percorrer até 500 quilómetros por dia com recurso a um carregamento intermédio durante, por exemplo, uma pausa para refeição.
A Volvo Trucks iniciou no passado mês de setembro a produção em série de camiões elétricos com peso bruto até 44 toneladas, incluindo os modelos Volvo FH, Volvo FM e FMX, os quais representam dois terços das vendas da marca sueca.


Com estes novos modelos, a Volvo Trucks passou a contar com seis modelos de camiões elétricos em produção em série – a mais ampla linha de camiões elétricos do setor.
A produção arrancou na fábrica de Tuve, na Suécia, devendo-se estender no próximo ano à unidade de Ghent, na Bélgica. Os camiões elétricos e convencionais são produzidos na mesma linha de montagem, com ganhos em termos de flexibilidade e eficiência. A Volvo Trucks adianta que a procura por camiões elétricos está a aumentar rapidamente em muitos mercados, existindo uma necessidade notória no setor do transporte rodoviário de mercadorias. O portfólio de viaturas elétricas da Volvo Trucks pode abranger cerca de 45% de todas as mercadorias transportadas na Europa atualmente.
“Vendemos cerca de 1000 unidades de camiões elétricos pesados e mais de 2600 de camiões elétricos no total” comenta Roger Alm, CEO da Volvo Trucks.
“Esperamos que as vendas aumentem significativamente nos próximos anos. Até 2030, pelo menos 50% dos camiões que vendemos globalmente devem ser elétricos”, acrescenta. 
A oferta elétrica de seis modelos de camiões da Volvo Trucks abrange uma ampla gama de aplicações, como distribuição urbana e tratamento de resíduos urbanos, transporte regional e trabalhos de construção.

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Volkswagen ID. Buzz Cargo recebe versão mista de cinco lugares

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O Volkswagen ID. Buzz Cargo passa a estar disponível numa nova versão mista de cinco lugares (2+3), graças à introdução de uma divisória fixa entre a cabina e o compartimento de carga. Esta solução está disponível tanto na versão de chassis curto como longo, alargando a versatilidade do modelo elétrico da marca alemã..

A nova configuração foi desenvolvida em parceria com a empresa dos Países Baixos Spoeks Automotive e permite conjugar, de forma eficiente, o transporte de passageiros e de carga. A divisória pode ser selecionada diretamente no configurador do modelo e é instalada de fábrica, imediatamente atrás da segunda fila de bancos.

Com esta solução, o compartimento de carga fica completamente separado da cabina, podendo ser utilizado de forma semelhante à versão Cargo tradicional, incluindo a possibilidade de carregar até ao tejadilho.


De acordo com a marca alemã, uma das principais vantagens é o isolamento eficaz da sujidade e do ruído, que deixam de se propagar para a zona dos passageiros. A divisória integra ainda um óculo, assegurando a visibilidade traseira.

Outro benefício apontado prende-se com a maior eficiência do sistema de climatização, já que o volume a aquecer ou arrefecer no habitáculo é reduzido, contribuindo para um melhor conforto térmico e potencial poupança energética.

A divisória produzida pela Spoeks Automotive é fabricada em Compex, um material compósito leve, resistente e com acabamento suave de elevada qualidade. Na face dianteira, do lado do compartimento de carga, encontra-se um espaço aberto destinado à arrumação do cabo de carregamento.

A Volkswagen garante que a instalação desta divisória não interfere com os cintos de segurança nem com os airbags laterais, mantendo intactos os padrões de segurança do modelo. A opção está disponível para ambas as variantes de carroçaria e, no mercado alemão, tem um preço de 1.856 euros.

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UE enfrenta falta de 500 mil condutores profissionais do volante

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A União Europeia enfrenta uma escassez estrutural de cerca de meio milhão de postos de trabalho por preencher entre condutores profissionais de camiões e autocarros.

Esta situação crítica levou a Comissão Europeia a encomendar um estudo à Organização Internacional do Transporte Rodoviário (IRU), que valida a contratação regulada de condutores extracomunitários como uma medida complementar essencial para mitigar o problema.

A análise revela que os percursos para integrar condutores provenientes de países terceiros variam significativamente entre os Estados-Membros. Os processos combinam diretivas europeias com regulamentações nacionais, originando duplicações administrativas. Em consequência, os trâmites podem prolongar-se entre seis e doze meses, com custos que podem atingir 20 mil euros por condutor.

Existem ainda estrangulamentos críticos em duas áreas fundamentais. Em primeiro lugar, a carta de condução necessita de ser trocada por uma licença da UE, podendo implicar exames adicionais. Em segundo lugar, a qualificação profissional (CAP/CPC) obtida fora da UE não é reconhecida, obrigando à realização da formação inicial completa no Estado-Membro de acolhimento, incluindo uma residência mínima de 185 dias.

A Espanha destaca-se positivamente no estudo por permitir o acesso através de visto de estudante para a realização da formação CAP, facilitando significativamente o percurso quando comparado com outras vias administrativas. É igualmente valorizada a coordenação formal entre ministérios, concretizada através de um protocolo de cooperação assinado em 2023.

A Polónia recebe também reconhecimento pelo seu sistema ágil. Concretamente, cidadãos da Ucrânia, Bielorrússia, Arménia, Geórgia e Moldávia podem trabalhar durante dois anos mediante uma declaração escrita registada, em substituição do tradicional visto de trabalho.

O estudo propõe a simplificação e harmonização dos percursos administrativos entre os Estados-Membros, bem como a implementação de vias rápidas (fast track) sem comprometer os padrões de segurança. Defende ainda o desenvolvimento de projetos-piloto no âmbito da iniciativa SDM4EU, promovida pela IRU, que transforma a análise política em esquemas operacionais reais, garantindo uma mobilidade de condutores segura e regulada.

Ramón Valdivia, vice-presidente executivo da ASTIC e membro do Comité Executivo da IRU, sublinha que “esta publicação representa um apoio institucional a uma tese que temos defendido há anos”. Em síntese, a contratação corretamente gerida de condutores de países terceiros consolida-se como uma ferramenta complementar fundamental para enfrentar a escassez estrutural, tanto em Espanha como no conjunto da União Europeia.

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