Comerciais
eDaily e Nikola Tre brilham como novidades no espaço da IVECO
A IVECO, marca de veículos comerciais do Iveco Group, faz uma forte afirmação da sua visão do futuro dos transportes “net zero” no IAA Transportation, o principal certame internacional da indústria de veículos comerciais, realizado na cidade alemã de Hanover.

A marca italiana desvendou comercialmente dois produtos-chave no seu caminho para a sustentabilidade – o inovador eDaily e a versão europeia 4×2 Artic do Nikola Tre BEV (ou VEB: Veículo Elétrico a Bateria) – e a revelação de protótipos dos seus primeiros veículos a pilha de combustível (FCV): o Veículo Comercial Ligeiro (VCL) eDaily FCEV (Veículo Elétrico a Célula de Combustível) e o veículo pesado Nikola Tre FCEV, na versão europeia 6×2 Artic.

O novo eDaily é também inovador através da introdução de veículos elétricos na área de negócio da transformação de veículos, oferecendo a oportunidade inédita para instalação de diferentes tipos de ePTOs (electric Power Take-Off, ou Tomadas de Força Elétricas) até 15 kW. Isto significa que pode alimentar unidades de refrigeração, gruas e outras superestruturas, mesmo para as situações mais exigentes, como a recolha de resíduos e plataformas aéreas, como se pode ver no stand.
Por seu lado, a Nikola Corportation cuja mostra está integrada no stand da IVECO, anunciou a abertura oficial das encomendas da versão europeia 4×2 Artic do Nikola Tre BEV e apresentou um protótipo Nikola Tre FCEV na sua versão europeia 6×2 Artic, as últimas soluções da marca na descarbonização de missões regionais e de longo curso com veículos que garantem desempenho, eficiência e durabilidade. Estes veículos de primeira geração, capazes de autonomias até 500 e 800 km respetivamente, concorrem, nas missões mais duras e exigentes, com propostas Diesel muito bem estabelecidas, num mercado que demorou mais de um século e muitas gerações de veículos para atingir o seu estatuto atual.
Por seu turno, a IVECO e a Hyundai mostraram em conjunto um protótipo funcional de eDaily FCEV, equipado com o sistema de célula de combustível de hidrogénio de 90 kW da Hyundai e com o motor elétrico (e-motor) de 140 kW e um pack de baterias da FPT Industrial, a marca de propulsores do Iveco Group. Um protótipo com um peso bruto de 7,2 toneladas foi testado na Europa, tendo-se confirmando uma autonomia máxima de 350 km, uma carga útil máxima de 3 toneladas e um reabastecimento num espaço de 15 minutos. Embora o eDaily BEV seja mais adequado para trajetos curtos, o FCEV será ideal para entregas que exijam mais autonomia com uma elevada carga útil.
Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
Legislação
Respeitar a faixa de BUS
Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.
As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.
De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.
Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.
Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.
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