Comerciais
DAF entrega primeiro LF Electric
A DAF Trucks iniciou a entrega dos seus camiões de distribuição LF Electric com “zero emissões” para utilização em áreas urbanas.

Enquanto o CF Electric é especialmente destinado ao abastecimento regional de supermercados e serviços de recolha de lixo, o LF Electric é mais adequado para tarefas de distribuição mais leves, graças às dimensões compactas. O LF Electric está disponível como um rígido de 19 toneladas (distância entre eixos de 5,30 ou 5,85 metros) com uma capacidade de carga útil de 11 700 kg.
O camião com “zero emissões” inclui um motor elétrico de 260 kW (capacidade máxima de 370 kW) alimentado por uma bateria de fosfato de ferro de lítio (LFP) isenta de cobalto e magnésio de 282 kWh (capacidade efetiva de 252 kWh). Isto proporciona ao LF Electric uma autonomia de até 280 quilómetros, o que é mais do que suficiente para as estradas normalmente percorridas para a distribuição no centro da cidade.
Uma caraterística do DAF LF Electric é o sistema de carregamento combinado. Através de um carregamento lento (400 V CA, 22 kW, trifásico), a bateria pode ser carregada de 20% para 80% em 6,5 horas. Um carregamento completo (0% a 100%) demora 12 horas. Além disso, é possível efetuar um carregamento rápido (650 V CC, 150 kW). A bateria pode então ser carregada de 20% a 80% em apenas 60 minutos ou em 2 horas ao efetuar um carregamento completo a partir de 0%.
A aquisição do LF Electric tem duas finalidades para a Nabuurs, afirma Dolf Hubertus, gestor de frotas do fornecedor de serviços de logística. “A câmara municipal de Groninga pretende acelerar o processo de alcançar uma logística urbana livre de emissões. O DAF LF Electric cumpre esta expetativa. Ao mesmo tempo, enquanto empresa, pretendemos também ganhar experiência com camiões elétricos; de que forma irá isto afetar o nosso planeamento, por exemplo?”
O facto de o LF Electric poder ser carregado rápida e lentamente é uma importante vantagem para a Nabuurs, diz Hubertus. “Significa que não temos de investir imediatamente em dispendiosas instalações de carregamento CC. O veículo pode ser ligado a um carregador normal de 22 kWh no final do dia e estar pronto para ser utilizado na manhã seguinte.”
O primeiro camião LF Electric entregue será utilizado pela Nabuurs para abastecer os estabelecimentos hoteleiros em Groningen pela empresa de produção de cerveja AB InBev, que pretende reduzir as emissões de CO2 da sua cadeia de fornecimento utilizando o LF Electric. Ralf Kox, gerente de logística da AB InBev: “A nossa ambição é alcançar a neutralidade globalmente até 2040. A redução das emissões de CO2 é um importante fator no setor dos transportes. A Bud é atualmente fabricada com 100% de eletricidade renovável e está a ser fornecida de forma totalmente elétrica a estabelecimentos hoteleiros na cidade de Groninga.”
Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
Legislação
Respeitar a faixa de BUS
Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.
As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.
De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.
Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.
Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.
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