Comerciais
Mercedes eActros articulado para 40 toneladas já pode ser encomendado
A Mercedes-Benz Trucks iniciou uma nova fase dos testes do camião elétrico a bateria Mercedes-Benz eActros que passou a estar disponível numa configuração de rígido e reboque com peso bruto de 40 toneladas. O veículo está a ser testado pelo operador Logistik Schmitt na zona da Floresta Negra, na Alemanha.

A marca adianta que esta combinação já está disponível para encomenda. O conjunto articulado cumpre a legislação de travagem para acoplar reboques com mais de dez toneladas, estando equipado com o obrigatório sistema de travagem contínua que, neste caso, é assegurado pelo travão de reboque para veículos elétricos a bateria.

O Mercedes-Benz eActros ao serviço da Logistik Schmitt está equipado com um sistema de engate do reboque no centro do eixo da Rockinger. O reboque de lonas, com eixo central, foi produzido pela Junge. Com um comprimento interno de 7,28 metros está homologado com um peso bruto de 18 toneladas.
O Mercedes-Benz eActros 300 conta com um pack de baterias com três módulos com uma capacidade útil de 97 kWh e uma autonomia de até 300 quilómetros.
A cadeia motriz elétrica é constituída por um eixo rígido elétrico com dois motores elétricos integrados e uma transmissão de duas velocidades.
Ambos os motores elétricos desenvolvem uma potência em continuo de 330 kW e de 400 kW de pico. Além disso, a energia elétrica pode ser recuperada durante a condução nas desacelerações e travagens. A energia cinética é utilizada para carregar as baterias.

O Mercedes-Benz eActros 300 pode ser carregado externamente num posto com potência de até 160 kW, demorando cerca de uma hora a recuperar entre 20% a 80% da bateria.
A Daimler Truck também está a planear fazer um ensaio comparativo na região com um Mercedes-Benz eActros a bateria que está a ser operado pela Logistik Schmitt e um camião elétrico alimentado por catenária de outro fabricante, no âmbito do projeto-piloto “eWayBW”.
Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
Legislação
Respeitar a faixa de BUS
Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.
As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.
De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.
Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.
Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.
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