Comerciais
Volta Trucks anuncia novos camiões 100% elétricos
A marca de camiões apresentou a sua estratégia Road to Zero Emissions onde revelou diversas informações sobre a produção, os produtos e a sua comercialização até final de 2025.

Começando com o Volta Zero, o camião de 16 toneladas totalmente elétrico de design exclusivo para as entregas do último km em ambientes urbanos, a Volta Trucks pretende ampliar a sua gama de pesados com três modelos adicionais no segmento médio baixo dos camiões. Com versões do Volta Zero disponíveis em segmentos de peso de 7,5m 12, 16 e 19 toneladas, a empresa vai propor uma completa gama de veículos industriais totalmente elétricos.
O Volta Zero de 16t será o primeiro veículo a ser produzido. As unidades da frota piloto vão ser produzidas no final de 2021 e a produção em série começa nos 12 meses seguintes. O veículo ainda se encontra em fase de desenvolvimento de engenharia e os testes iniciais com protótipos vão começar a breve trecho.
A produção do veículo de 16t será seguida pela do modelo de tamanho médio (12t) e superior (19t) em 2023. Espera-se ainda o lançamento para testes dos clientes de uma frota piloto dos veículos de menores dimensões (7,5t) no mesmo ano, e cuja produção deve começar no final de 2024.

Previsões de vendas disparam
“Ao apresentar o Volta Zero, esperávamos comercializar 5000 veículos por ano de um só modelo em 2025. Com o nosso ritmo de desenvolvimento atual, impulsionado pela procura dos clientes, podemos apreciar com claridade a possibilidade de produzir um conjunto de veículos baseados no Volta Zero para propor aos clientes uma gama de diferentes tamanhos de veículos totalmente elétricos e acelerar a eliminação de emissões. Assim, as nossas expetativas de vendas são mais ambiciosas: esperamos produzir um número de veículos cinco vezes superior ao da nossa proposta original. Desta forma, no ano de 2025 poderemos chegar às 27 mil unidades, esperando-se um crescimento superior no futuro”, afirmou o diretor geral da Volta Trucks, Essa Al-Saleh.

Comerciais
IVECO apresenta serviço para recuperar veículos roubados
A IVECO apresentou o Stolen Vehicle Assistance, um serviço inovador desenvolvido para recuperar veículos comerciais roubados no menor tempo possível. Integrada no ecossistema digital IVECO ON, esta solução liga-se diretamente a um centro de segurança disponível 24 horas por dia, reforçando a proteção das frotas.
Num contexto em que o roubo de veículos comerciais tem vindo a aumentar — com um risco significativamente superior ao dos automóveis ligeiros —, a marca aposta numa abordagem preventiva e tecnológica. Para empresas e profissionais, a perda de um veículo como a IVECO Daily representa não só um problema de segurança, mas também interrupções operacionais e custos inesperados.

O novo sistema utiliza inteligência artificial para detetar comportamentos suspeitos e recorre a tecnologia de geofencing, que permite definir perímetros de segurança virtuais. Sempre que é identificado um risco, o sistema ativa automaticamente um protocolo de resposta, coordenado por um centro de segurança em parceria com a Targa Telematics, em articulação com as autoridades europeias.
Segundo a marca, este modelo permite alcançar taxas de recuperação que podem chegar aos 90%, reduzindo significativamente os tempos de inatividade e o impacto financeiro associado ao roubo. Os utilizadores mantêm ainda controlo total através da plataforma digital ou aplicação móvel dedicada.
Espanha é o primeiro mercado a receber esta tecnologia, estando prevista a sua expansão gradual para outros países europeus. Com esta solução, a IVECO reforça a aposta em serviços digitais avançados, combinando conectividade e segurança para apoiar a continuidade das operações no setor do transporte profissional
Comerciais
Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano
A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.
Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.
A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.
O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.
Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.
Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.
O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.
Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.
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