Comerciais
Esta é a aplicação da Michelin para acompanhar transportadores
No novo contexto sanitário, marcado pela pandemia do coronavírus, a Michelin atualiza a aplicação gratuita TruckFly, que oferece informação atualizada e novos serviços para acompanhar os transportadores na suas rotas pelas estradas europeias.
Continuar a percorrer as estradas europeias durante esta nova vaga da pandemia provocada pelo coronavírus não é fácil para os transportadores. Como encontrar o lugar adequado onde parar para reabastecer, comer ou descansar? Onde pode aceder-se a informação atualizada e verídica?

Como beneficiar da assessoria dos membros de uma comunidade com as mesmas necessidades? Como partilhar informação? Para responder a todas estas perguntas, e facilitar o seu dia a dia, a Michelin progride no seu compromisso com os profissionais da estrada atualizando a sua aplicação TruckFly.
Disponível de forma gratuita em 44 países, esta aplicação, criada em 2015, permite aos transportadores aceder a toda a informação de que possam necessitar. Com 500 000 descargas desde o seu lançamento, e mais de 120 000 novos utilizadores todos os meses na Europa, a comunidade TruckFly é uma das maiores do Velho Continente, e mostra-se particularmente ativa em países como França, Alemanha, Países Baixos, Espanha, Itália e Bélgica.
Desde o início da crise sanitária, foi atualizada a informação relativa a mais de 4500 restaurantes, incluindo mais de 1000 desde final de outubro. Todos os meses, os motoristas referenciam cerca de 70 novos restaurantes na Europa. Um mapa interativo permite identificar facilmente os estabelecimentos em que se pode parar para comer ou descansar, assim como os restaurantes encerrados (com pictogramas cinzentos no caso de encerramento temporário).
Além da informação transmitida por toda a comunidade, a equipa da TruckFly mobiliza-se diariamente para manter a informação atualizada e prestar o máximo apoio aos transportadores:
– Na aplicação: indicações nos distintos pontos de interesse incentivam os utilizadores da app a indicar os estabelecimentos que oferecem comida para levar;
– Através das redes sociais: a TruckFly transmite à comunidade informação publicada pelos proprietários dos restaurantes, para que seja partilhada;
– No site da Internettruckfly.com: os proprietários de restaurantes, estações de serviço e outros estabelecimentos são incentivados a atualizar a sua informação de forma regular.
Comerciais
Volkswagen ID. Buzz Cargo recebe versão mista de cinco lugares
O Volkswagen ID. Buzz Cargo passa a estar disponível numa nova versão mista de cinco lugares (2+3), graças à introdução de uma divisória fixa entre a cabina e o compartimento de carga. Esta solução está disponível tanto na versão de chassis curto como longo, alargando a versatilidade do modelo elétrico da marca alemã..
A nova configuração foi desenvolvida em parceria com a empresa dos Países Baixos Spoeks Automotive e permite conjugar, de forma eficiente, o transporte de passageiros e de carga. A divisória pode ser selecionada diretamente no configurador do modelo e é instalada de fábrica, imediatamente atrás da segunda fila de bancos.
Com esta solução, o compartimento de carga fica completamente separado da cabina, podendo ser utilizado de forma semelhante à versão Cargo tradicional, incluindo a possibilidade de carregar até ao tejadilho.

De acordo com a marca alemã, uma das principais vantagens é o isolamento eficaz da sujidade e do ruído, que deixam de se propagar para a zona dos passageiros. A divisória integra ainda um óculo, assegurando a visibilidade traseira.
Outro benefício apontado prende-se com a maior eficiência do sistema de climatização, já que o volume a aquecer ou arrefecer no habitáculo é reduzido, contribuindo para um melhor conforto térmico e potencial poupança energética.
A divisória produzida pela Spoeks Automotive é fabricada em Compex, um material compósito leve, resistente e com acabamento suave de elevada qualidade. Na face dianteira, do lado do compartimento de carga, encontra-se um espaço aberto destinado à arrumação do cabo de carregamento.
A Volkswagen garante que a instalação desta divisória não interfere com os cintos de segurança nem com os airbags laterais, mantendo intactos os padrões de segurança do modelo. A opção está disponível para ambas as variantes de carroçaria e, no mercado alemão, tem um preço de 1.856 euros.
Comerciais
UE enfrenta falta de 500 mil condutores profissionais do volante
A União Europeia enfrenta uma escassez estrutural de cerca de meio milhão de postos de trabalho por preencher entre condutores profissionais de camiões e autocarros.
Esta situação crítica levou a Comissão Europeia a encomendar um estudo à Organização Internacional do Transporte Rodoviário (IRU), que valida a contratação regulada de condutores extracomunitários como uma medida complementar essencial para mitigar o problema.
A análise revela que os percursos para integrar condutores provenientes de países terceiros variam significativamente entre os Estados-Membros. Os processos combinam diretivas europeias com regulamentações nacionais, originando duplicações administrativas. Em consequência, os trâmites podem prolongar-se entre seis e doze meses, com custos que podem atingir 20 mil euros por condutor.
Existem ainda estrangulamentos críticos em duas áreas fundamentais. Em primeiro lugar, a carta de condução necessita de ser trocada por uma licença da UE, podendo implicar exames adicionais. Em segundo lugar, a qualificação profissional (CAP/CPC) obtida fora da UE não é reconhecida, obrigando à realização da formação inicial completa no Estado-Membro de acolhimento, incluindo uma residência mínima de 185 dias.
A Espanha destaca-se positivamente no estudo por permitir o acesso através de visto de estudante para a realização da formação CAP, facilitando significativamente o percurso quando comparado com outras vias administrativas. É igualmente valorizada a coordenação formal entre ministérios, concretizada através de um protocolo de cooperação assinado em 2023.
A Polónia recebe também reconhecimento pelo seu sistema ágil. Concretamente, cidadãos da Ucrânia, Bielorrússia, Arménia, Geórgia e Moldávia podem trabalhar durante dois anos mediante uma declaração escrita registada, em substituição do tradicional visto de trabalho.
O estudo propõe a simplificação e harmonização dos percursos administrativos entre os Estados-Membros, bem como a implementação de vias rápidas (fast track) sem comprometer os padrões de segurança. Defende ainda o desenvolvimento de projetos-piloto no âmbito da iniciativa SDM4EU, promovida pela IRU, que transforma a análise política em esquemas operacionais reais, garantindo uma mobilidade de condutores segura e regulada.
Ramón Valdivia, vice-presidente executivo da ASTIC e membro do Comité Executivo da IRU, sublinha que “esta publicação representa um apoio institucional a uma tese que temos defendido há anos”. Em síntese, a contratação corretamente gerida de condutores de países terceiros consolida-se como uma ferramenta complementar fundamental para enfrentar a escassez estrutural, tanto em Espanha como no conjunto da União Europeia.
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