Arranque do motor a frio – Os cuidados básicos que deve ter – Motorguia
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Arranque do motor a frio – Os cuidados básicos que deve ter

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São muitas as teorias vindas dos mais diversos “engenheiros” sobre o arranque a frio de um automóvel, seja novo ou mais antigo. Para evitar desgaste necessário deve ler as próximas linhas.

Deve ter escutado muitas vezes que deve aquecer o motor antes de arrancar, em especial nos dias de frio mais intenso. Também poderá ter escutado outras teorias sobre os novos motores e mais atuais que não necessitam de aquecimento, é dar à chave e andar.

Encontrámos no canal de Youtube Engineering Explained um vídeo produzido com uma câmara térmica sobre um motor da Subaru que arranca com uma temperatura de -6 graus Celsius após uma noite de repouso.

O mais interessante é que a centralina (ECU) demora quase 5 minutos a estabilizar as rotações ao ralenti que começam nas 1800 rpm para chegarem às normais 850 rpm. Quer isto dizer que o motor frio se inicia a marcha provoca um desgaste muito superior em todos os componentes até atingir a temperatura ideal de funcionamento.

Portanto, a nossa recomendação nestes dias de frio intenso é para que não inicie o arranque mal coloque o motor a funcionar. Se tem o carro numa garagem deve iniciar a marcha para a rua – para evitar fumo no interior da garagem –  e esperar um ou dois minutos ao ralenti para que o motor traga todo o óleo depositado no cárter até ao topo do motor e que permita a sua circulação durante algum tempo até começar a aquecer. O óleo frio tem menos poder de lubrificação e em muitos casos o óleo semi-sintético (o mais utilizado na maioria dos motores) é pouco adequado ao clima frio e a temperaturas em torno dos 0 ou abaixo de 0 graus Celsius.

Mais uma vez reforçamos que o arranque a frio nestas manhãs de inverno deve ser o mais suave possível. Não esforce o motor com acelerações intensas durante os primeiros quilómetros e até atingir a temperatura normal do motor (entre os 70 e os 90 graus). Os componentes do motor sofrem o maior desgaste nos primeiros minutos de utilização diária. Se utiliza óleo semi-sintético no motor do seu carro, considere um aditivo antifricção na próxima vez que mudar o óleo. Estes aditivos defendem os componentes do motor criando uma película extra de lubrificação que ajudam o óleo nos dias mais frios.

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Manutenção

Detetar problemas no catalisador

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O catalisador é um elemento determinante na linha de escape dos automóveis com motor a combustão para reduzir as emissões poluentes do mesmo, mas se não estiver em bom estado pode dar problemas. Por isso é bom perceber quais os sinais que avisam que o catalisador pode não estar bom.


Um catalisador em mau estado, danificado ou no fim da sua vida útil que normalmente está entre os 80 mil e os 120 mil quilómetros de utilização, sensivelmente, pode originar danos no motor pelo aumento da temperatura do mesmo, por exemplo, o que pode danificar alguns elementos como os pistons ou as válvulas.

Como tal é importante perceber se algo começa a não estar bem com o catalisador e para isso é importante estar atento a alguns fatores:

– Aumento do consumo de combustível

Se começa a perceber que lentamente o seu automóvel está a consumir mais combustível do que é habitual, isso pode ser um sintoma que o catalisador não está bom. Pode estar a perder capacidades ou estar entupido e isso obriga o motor a um “maior esforço” para expelir os gases de escape e consequentemente aumenta o consumo de combustível.

– Perda de potência

Quando o catalisador não está bom, um dos sintomas mais comuns é a perda de potência do motor. Ao acelerar sente-se uma resposta mais lenta ou ao fazer uma recuperação esta também é menos expedita. Isso pode indicar que o catalisador está entupido. Muitas vezes quando apenas se fazem circuitos em cidade, com deslocações curtas e onde a temperatura do motor não sobe muito, é normal que o catalisador comece a acumular partículas e a entupir pois não faz a sua regeneração. A regeneração de um catalisador é feita quando este atinge uma temperatura elevada e “queima” os resíduos que não foram queimados no motor. Ao eliminar estas partículas ele não irá entupir e manterá o seu bom funcionamento, não afetando o rendimento do motor.

– Cheiro estranho do escape

Caso estacione o seu carro e ao sair sentir um cheiro estranho vindo do escape isso também pode significar que o catalisador já viu melhores dias. Numa garagem é mais fácil perceber isto, mas mesmo na rua é percetível pois é um cheiro que parece de enxofre e é facilmente notado. Este “cheiro a enxofre” revela que os gases de escape não estão a ser processados como devem e o resultado é este odor.

– Aquecimento do motor

Se reparar que o motor começa a funcionar a uma temperatura mais alta do que é habitual isso também pode indicar que algo não está bem. Um catalisador a funcionar mal pode reter os gazes de escape e obrigar o motor a um esforço maior para os expelir, o que pode causar um aumento da temperatura do mesmo.

– Luz da injeção acesa

A luz da injeção ou do motor acesa no painel de instrumentos é outro aviso que o catalisador pode ter alguma anomalia. Esta luz indica possíveis problemas em vários elementos do motor e do sistema de injeção, portanto se o catalisador não estiver com um rendimento normal isso vai influenciar os dados captados pelos sensores de oxigénio e consequentemente a luz irá alertar que há problemas com o sistema de injeção. Alguns modelos são até mais específicos nos avisos que fazem ao condutor e têm mesmo um alerta para verificar o sistema “anti-poluição” ou o sistema de injeção.

– Sons estranhos

O surgimento de sons metálicos, “assobios” ou “chiadeiras” também podem indicar que algo se passa com o catalisador. Os sons metálicos ou sons semelhantes a peças soltas dentro do catalisador podem indicar que a componente cerâmica do miolo se degradou ou partiu, soltando bocados que andam à solta dentro do catalisador. Por outro lado, silvos, assobios ou um determinado chiar pode ser indício que o catalisador está entupido. Por fim se o som do seu carro ficou mais alto e rouco, então pode ter algum dano na carcaça do catalisador ou um furo que deixa sair os gases de escape. Pode ser muito semelhante ao som de um escape roto.

Com qualquer destes sintomas é importante consultar uma oficina especializada para resolver o problema pois protelando essa ida só irá estar a aumentar o problema e consequentemente a despesa.

De forma preventiva para que o catalisador do seu carro tenha a maior longevidade possível é importante que o automóvel tenha as revisões em dia e que seja corretamente monitorizado e também é bom que faça auto-estrada para que o catalisador atinja as temperaturas necessárias para fazer a sua regeneração corretamente.

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Manutenção

Saiba como eliminar odores no seu carro

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Com o passar dos anos ou por causa de algum azar é possível que surjam cheiros no interior do seu carro que incomodam os ocupantes. Por vezes passam naturalmente, mas outras ficam de forma persistente criando um desconforto constante. Para evitar esse desconforto aqui lhe sugerimos algumas soluções.


Já quase todos ouvimos a expressão “que bom este cheiro a carro novo”, mas, como é óbvio, essa agradável sensação é algo que com o tempo irá mudar no caso dos automóveis novos e que nem sequer existe quando falamos de modelos usados. O tempo encarrega-se de fazer desaparecer esse odor agradável e possivelmente trocá-lo por aromas menos bons. Quem tem crianças ou animais também sabe que por vezes um ou outro azar gástrico também pode mudar o ambiente a bordo de um momento para o outro, por isso aqui lhe deixamos algumas dicas para que possa combater diferentes incómodos olfativos no seu veículo.

Descubra a fonte do cheiro

O primeiro passo é encontrar qual a origem do odor que o incomoda, por isso faça uma vistoria atenta a todo o habitáculo e não deixe para trás a zona por baixo dos bancos, o porta-luvas, outros locais de arrumação, o cinzeiro, debaixo dos tapetes, a própria bagageira e teste a climatização pois o cheiro pode vir das condutas.

Alimentos e bebidas

Uma bebida que entornou, um snack que caiu, chocolate, leite, ou vómito são fontes de cheiro que devem ser limpas o mais rapidamente possível pois o tempo faz com que comecem a impregnar-se nos tecidos, tornando mais difícil a sua remoção. Primeiro remova a maior quantidade possível usando uma toalha ou papel de cozinha, com cuidado e sem esfregar. Depois pode usar produtos específicos à venda em lojas da especialidade para limpar as manchas e remover o odor, ou então pode usar uma solução mais “caseira” e polvilhar bicarbonato de sódio sobre a zona afetada e deixar atuar durante 20 minutos. Após esse período use uma escova e um aspirador para remover o que resta.

Cheiro a mofo

Viver em zonas húmidas onde o carro fica estacionado na rua, ou ter uma garagem com problemas de humidade podem dar origem ao surgimento de um cheiro a mofo no interior do carro. Nestes casos, a melhor solução é totalmente natural: aproveitar um bom dia de sol e abrir as portas e a tampa da mala do carro para que ele possa arejar e ao mesmo tempo aproveitar o sol para ajudar a evaporar a humidade do interior.

Condutas da climatização

Por vezes o cheiro menos agradável que está no habitáculo vem do próprio sistema de climatização. Com o passar do tempo é normal que as condutos por onde circula o ar ganhem odores e depois estes são enviados para o interior sempre que se usa a climatização. Nestes casos o melhor é proceder a uma limpeza das condutas, algo que é feito por empresas especializadas na climatização automóvel. Normalmente quando se substitui o gás do ar condicionado também é feita uma limpeza às condutas do sistema. Lembre-se que um filtro do ar condicionado em mau estado também pode ser uma fonte de cheiros.

Limpeza profunda

Manter o interior do seu carro minimamente limpo e regularmente fazer uma limpeza mais apurada é determinante para evitar o surgimento de maus cheiros. Uma boa aspiração, limpeza dos tapetes, remoção do pó, aspiração dos estofos, higienização das saídas de ventilação sem esquecer a bagageira pode fazer a diferença na prevenção do surgimento de cheiros indesejáveis.

Cuidado com os ambientadores

O uso de um ambientador melhora o cheiro do interior de um carro, mas assegure-se que ele não está só a “camuflar” um odor menos agradável pois pode ser “pior a emenda que o soneto” uma vez que os dois cheiros misturados podem criar um odor ainda pior. Coloque um ambientador depois de garantir que o carro não tem cheiros estranhos ou depois de uma limpeza. Desta forma evita uma potencial mistura olfativa desagradável.

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