Comerciais
Espanha vai ter três novos parques seguros para camiões
Espanha ganhou 241 milhões de euros em ajudas europeias para financiar ações destinadas a implantar uma rede transeuropeia de transportes eficiente e sustentável. Especificamente, 22 projetos empresariais validados pelo Ministério dos Transportes e da Mobilidade Sustentável receberão os fundos ao abrigo do convite à apresentação de propostas de 2023 do Mecanismo Interligar a Europa (MIE) dedicado ao desenvolvimento de infra-estruturas de redes de transportes.
Dos projectos selecionados, 15 são exclusivamente desenvolvidos em Espanha por empresas públicas e privadas e sete são projetos da UE com participação espanhola. Embora o transporte ferroviário, o transporte marítimo e a multimodalidade absorvam a maior parte dos fundos, a boa notícia para o transporte rodoviário é que 16 milhões de euros serão afetos à construção de parques de estacionamento seguros.
No âmbito da rubrica relativa à mobilidade segura e protegida, três projetos receberão financiamento para o desenvolvimento de áreas de estacionamento seguras e protegidas em Madrid, na Catalunha e em La Rioja.
O projeto “Zona de estacionamento seguro em Pinto (Madrid) no corredor atlântico da rede principal da RTE-T” , da Atalaya Patrimonio Inmobiliario, receberá uma subvenção de 2 milhões de euros. Quatro milhões de euros serão também atribuídos às “Ampliações das Zonas de Estacionamento Seguro e Protegido ZESP Temple e Mare Nostrum A-7” de Transportes Calsina e Carré em Girona. Por último, o “Parque de estacionamento ecológico seguro de Arnedo” promovido pela Inmo-Arnedo em La Rioja receberá 10 milhões de euros de ajuda europeia.
As subvenções do Mecanismo Interligar a Europa ( MIE) são atribuídas numa base competitiva, pelo que os projetos selecionados são os que obtiveram a pontuação mais elevada. Os potenciais beneficiários destes fundos são instituições ou empresas estabelecidas em qualquer um dos países da União Europeia, que podem candidatar-se individualmente ou em grupo, bem como determinadas organizações internacionais relacionadas com o sector das infira-estruturas e dos transportes.
O Programa de Trabalho do MIE, que estabelece as bases para todas as convocatórias a realizar durante o atual Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027, prevê a publicação de uma nova convocatória em setembro de 2024, que no quadro geral em que a Espanha participa abrangerá os temas da Mobilidade Segura e Segura, Mobilidade Inteligente e Interoperável, e também Mobilidade Sustentável e Multimodal.
Comerciais
Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter
Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.
Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.
“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.
Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.
Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.
Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.
Legislação
Respeitar a faixa de BUS
Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.
As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.
De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.
Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.
Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.
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