Mercedes-Benz reedita conceito Pony Express mas em versão elétrica – Motorguia
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Mercedes-Benz reedita conceito Pony Express mas em versão elétrica

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Inspirado no lendário Pony Express, a Mercedes-Benz Trucks, em parceria com a empresa de tecnologia MANSIO, deu início a um projeto-piloto que promete redefinir a eficiência no transporte rodoviário de cargas.

A proposta é ousada, mas bem fundamentada: efetuar a troca de reboques entre camiões em pontos estratégicos visando a redução do tempo ocioso dos veículos, o aumento da produtividade e, consequentemente, a melhoria da qualidade de vida dos motoristas.

Em contraste com o serviço original americano de 1860, que utilizava cavaleiros para transportar a correspondência do Missouri até à Califórnia, passando a carga de mão em mão para reduzir o tempo de entrega, o novo sistema foca-se na otimização da utilização de camiões.

Em vez de longas viagens com um único condutor, o novo “Pony Express” europeu permite que os motoristas troquem apenas os reboques a meio do caminho. Desta forma, cada pessoa pode regressar ao seu ponto de partida de forma mais célere, o que permite que o camião seja utilizado para uma nova viagem e que o condutor descanse em casa no final do seu turno.

O projeto é orientado pelo software da MANSIO, concebido para gerir de forma integrada as operações de troca de cargas entre empresas. A plataforma permite a sincronização precisa dos encontros por meio de dados partilhados em tempo real, como a localização dos veículos, as rotas previstas, o estado da bateria dos camiões elétricos e os prazos de entrega.


A precisão cirúrgica desta troca coordenada é garantida pela integração de sistemas e pelo elevado nível de digitalização. O objetivo consiste em garantir que nenhum camião espere pelo outro. A troca deve ser fluida e cronometrada, como se de uma corrida de revezamento se tratasse”, reforça Gaissert.

O projeto piloto teve início nesta primavera e está previsto que tenha a duração de seis meses. O trajeto coberto estende-se de Mannheim a Leipzig, com cerca de 1.000 quilómetros percorridos por dia numa operação de ida e volta. Os protagonistas desta jornada são o eActros 600, um camião elétrico de última geração, e o Actros L, um modelo a diesel de alta eficiência.

A substituição dos reboques é efetuada num ponto pré-definido, localizado aproximadamente a metade do percurso, onde os dois veículos pesados se encontram. O eActros 600 é carregado na fábrica da Mercedes-Benz em Mannheim e no centro de distribuição da Milence em Hermsdorfer Kreuz, um hub operado pela Milence — uma joint venture da qual a Daimler Truck é uma das acionistas.

A abordagem em questão visa contribuir para um sistema de transporte mais sustentável, que permita um melhor aproveitamento dos recursos e minimize o desgaste dos motoristas. Com jornadas mais previsíveis e a possibilidade de regressar a casa no mesmo dia, este modelo representa também uma resposta direta à crescente escassez de profissionais no setor.

De salientar que a MANSIO, é uma empresa sediada em Aachen, tem como missão transformar o setor logístico, tornando-o mais seguro, eficiente e ecológico. A empresa visa também promover condições de trabalho dignas para os motoristas.

Com esta iniciativa, a Mercedes-Benz Trucks e os seus parceiros não se limitam a atualizar uma estratégia de entrega obsoleta; estão a redefinir o futuro do transporte de mercadorias.

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Volkswagen ID. Buzz Cargo recebe versão mista de cinco lugares

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O Volkswagen ID. Buzz Cargo passa a estar disponível numa nova versão mista de cinco lugares (2+3), graças à introdução de uma divisória fixa entre a cabina e o compartimento de carga. Esta solução está disponível tanto na versão de chassis curto como longo, alargando a versatilidade do modelo elétrico da marca alemã..

A nova configuração foi desenvolvida em parceria com a empresa dos Países Baixos Spoeks Automotive e permite conjugar, de forma eficiente, o transporte de passageiros e de carga. A divisória pode ser selecionada diretamente no configurador do modelo e é instalada de fábrica, imediatamente atrás da segunda fila de bancos.

Com esta solução, o compartimento de carga fica completamente separado da cabina, podendo ser utilizado de forma semelhante à versão Cargo tradicional, incluindo a possibilidade de carregar até ao tejadilho.


De acordo com a marca alemã, uma das principais vantagens é o isolamento eficaz da sujidade e do ruído, que deixam de se propagar para a zona dos passageiros. A divisória integra ainda um óculo, assegurando a visibilidade traseira.

Outro benefício apontado prende-se com a maior eficiência do sistema de climatização, já que o volume a aquecer ou arrefecer no habitáculo é reduzido, contribuindo para um melhor conforto térmico e potencial poupança energética.

A divisória produzida pela Spoeks Automotive é fabricada em Compex, um material compósito leve, resistente e com acabamento suave de elevada qualidade. Na face dianteira, do lado do compartimento de carga, encontra-se um espaço aberto destinado à arrumação do cabo de carregamento.

A Volkswagen garante que a instalação desta divisória não interfere com os cintos de segurança nem com os airbags laterais, mantendo intactos os padrões de segurança do modelo. A opção está disponível para ambas as variantes de carroçaria e, no mercado alemão, tem um preço de 1.856 euros.

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UE enfrenta falta de 500 mil condutores profissionais do volante

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A União Europeia enfrenta uma escassez estrutural de cerca de meio milhão de postos de trabalho por preencher entre condutores profissionais de camiões e autocarros.

Esta situação crítica levou a Comissão Europeia a encomendar um estudo à Organização Internacional do Transporte Rodoviário (IRU), que valida a contratação regulada de condutores extracomunitários como uma medida complementar essencial para mitigar o problema.

A análise revela que os percursos para integrar condutores provenientes de países terceiros variam significativamente entre os Estados-Membros. Os processos combinam diretivas europeias com regulamentações nacionais, originando duplicações administrativas. Em consequência, os trâmites podem prolongar-se entre seis e doze meses, com custos que podem atingir 20 mil euros por condutor.

Existem ainda estrangulamentos críticos em duas áreas fundamentais. Em primeiro lugar, a carta de condução necessita de ser trocada por uma licença da UE, podendo implicar exames adicionais. Em segundo lugar, a qualificação profissional (CAP/CPC) obtida fora da UE não é reconhecida, obrigando à realização da formação inicial completa no Estado-Membro de acolhimento, incluindo uma residência mínima de 185 dias.

A Espanha destaca-se positivamente no estudo por permitir o acesso através de visto de estudante para a realização da formação CAP, facilitando significativamente o percurso quando comparado com outras vias administrativas. É igualmente valorizada a coordenação formal entre ministérios, concretizada através de um protocolo de cooperação assinado em 2023.

A Polónia recebe também reconhecimento pelo seu sistema ágil. Concretamente, cidadãos da Ucrânia, Bielorrússia, Arménia, Geórgia e Moldávia podem trabalhar durante dois anos mediante uma declaração escrita registada, em substituição do tradicional visto de trabalho.

O estudo propõe a simplificação e harmonização dos percursos administrativos entre os Estados-Membros, bem como a implementação de vias rápidas (fast track) sem comprometer os padrões de segurança. Defende ainda o desenvolvimento de projetos-piloto no âmbito da iniciativa SDM4EU, promovida pela IRU, que transforma a análise política em esquemas operacionais reais, garantindo uma mobilidade de condutores segura e regulada.

Ramón Valdivia, vice-presidente executivo da ASTIC e membro do Comité Executivo da IRU, sublinha que “esta publicação representa um apoio institucional a uma tese que temos defendido há anos”. Em síntese, a contratação corretamente gerida de condutores de países terceiros consolida-se como uma ferramenta complementar fundamental para enfrentar a escassez estrutural, tanto em Espanha como no conjunto da União Europeia.

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