Comerciais
Maxus revela eDeliver 5 elétrico que chegará em breve a Portugal
A Maxus anunciou a chegada à Europa e a Portugal de um novo furgão elétrico. O Maxus eDeliver 5 estará disponível nos primeiros meses de 2025. Um veículo comercial com uma autonomia de mais de 330 quilómetros que, como o seu nome indica, estará a meio caminho entre o eDeliver 3 e o eDeliver 9.

A Maxus é, desde há vários anos, um dos principais intervenientes no mercado espanhol de furgões eléctricos, muito competitivo. Os veículos comerciais elétricos da marca britânica estabeleceram-se no topo do ranking dos furgões elétricos mais vendidos em Espanha. O modelo estrela da empresa que agora pertence ao colosso chinês SAIC é o Maxus eDeliver 3, um veículo que em breve receberá o seu novo “irmão mais velho”.

Tem dimensões médias. Tem 4,80 metros de comprimento e uma distância entre eixos de 3,10 metros. É proposto em duas alturas e está disponível com dois ou três lugares à frente. A capacidade de carga útil é de 1.200 quilogramas. A área de carga tem 2,65 m de comprimento e 1,7 m de largura.
O equipamento tecnológico é outra das principais caraterísticas do novo eDeliver 5. Dispõe de uma extensa lista de sistemas de assistência ao condutor, como o aviso de colisão frontal com deteção de peões, ciclistas e veículos, assistente de manutenção na faixa de rodagem, aviso de ângulo morto e aviso de saída da faixa de rodagem.

No que diz respeito ao sistema de propulsão elétrica, não existem opções. O novo eDeliver 5 estará disponível apenas com um grupo motopropulsor. Um sistema de propulsão composto por uma bateria LFP de 64 kWh e um motor de 118 kW (161 CV) e 240 Nm de binário máximo . A autonomia do eDeliver 5 é de 335 quilómetros. Este valor aumenta para 489 km se nos concentrarmos exclusivamente na condução urbana.

Comerciais
IVECO apresenta serviço para recuperar veículos roubados
A IVECO apresentou o Stolen Vehicle Assistance, um serviço inovador desenvolvido para recuperar veículos comerciais roubados no menor tempo possível. Integrada no ecossistema digital IVECO ON, esta solução liga-se diretamente a um centro de segurança disponível 24 horas por dia, reforçando a proteção das frotas.
Num contexto em que o roubo de veículos comerciais tem vindo a aumentar — com um risco significativamente superior ao dos automóveis ligeiros —, a marca aposta numa abordagem preventiva e tecnológica. Para empresas e profissionais, a perda de um veículo como a IVECO Daily representa não só um problema de segurança, mas também interrupções operacionais e custos inesperados.

O novo sistema utiliza inteligência artificial para detetar comportamentos suspeitos e recorre a tecnologia de geofencing, que permite definir perímetros de segurança virtuais. Sempre que é identificado um risco, o sistema ativa automaticamente um protocolo de resposta, coordenado por um centro de segurança em parceria com a Targa Telematics, em articulação com as autoridades europeias.
Segundo a marca, este modelo permite alcançar taxas de recuperação que podem chegar aos 90%, reduzindo significativamente os tempos de inatividade e o impacto financeiro associado ao roubo. Os utilizadores mantêm ainda controlo total através da plataforma digital ou aplicação móvel dedicada.
Espanha é o primeiro mercado a receber esta tecnologia, estando prevista a sua expansão gradual para outros países europeus. Com esta solução, a IVECO reforça a aposta em serviços digitais avançados, combinando conectividade e segurança para apoiar a continuidade das operações no setor do transporte profissional
Comerciais
Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano
A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.
Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.
A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.
O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.
Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.
Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.
O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.
Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.
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