Comerciais
Fábrica da Stellantis em Hordain vai produzir comerciais a hidrogénio
Durante sua visita às instalações de Hordain, na região norte de Hauts-de-France, o CEO da Stellantis, Carlos Tavares, anunciou a produção em massa a partir de 2023 de veículos comerciais ligeiros Peugeot, Citroën e Opel na versão com propulsão a célula de combustível a hidrogénio.

Como parte do seu plano estratégico Dare Forward 2030, o Grupo revelou a sua ambição de vender 5 mil furgões de médio porte movidas a hidrogénio por ano até 2024.
Esses veículos movidos a hidrogénio serão montados na linha multienergia desta fábrica, que já produz diariamente as versões com motor elétrico e a combustão do “K-Zero”. Utilizando uma plataforma reforçada a partir de uma carroçaria avançada, os modelos movidos a hidrogénio seguirão as etapas normais de pintura e montagem, na mesma linha de produção dos motores a combustão e dos veículos elétricos, antes de entrarem nas novas instalações de 8 mil metros quadrados, onde serão realizados os ajustes finais.

Cerca de 50 funcionários instalarão o depósito, baterias adicionais e a célula de combustível numa linha de produção na fábrica de Hordain que reduz pela metade o tempo de ajuste em comparação com o processo anterior de pequena escala, em que a célula de combustível foi montada numa oficina piloto em Rüsselsheim.
Esta industrialização de veículos comerciais ligeiros movidos a hidrogênio – acompanhada de 10 milhões de euros em investimentos com apoio financeiro do governo francês – é um novo passo para a fábrica de Hordain, onde 43% dos modelos das marcas Peugeot, Citroën, Opel, Vauxhall, Fiat e Toyota já estão disponíveis em versão elétrica de emissões zero.

Os veículos “K-zero” com células de combustível destinam-se a profissionais de transporte de longa distância que necessitam de uma maior autonomia (400 quilômetros), de tempo de abastecimento mais curto (3 minutos) e sem comprometer a capacidade de carga (uma tonelada de carga útil).
A Stellantis é o primeiro construtor do mundo a comercializar este tipo de veículo, desde 2021.
Comerciais
IVECO apresenta serviço para recuperar veículos roubados
A IVECO apresentou o Stolen Vehicle Assistance, um serviço inovador desenvolvido para recuperar veículos comerciais roubados no menor tempo possível. Integrada no ecossistema digital IVECO ON, esta solução liga-se diretamente a um centro de segurança disponível 24 horas por dia, reforçando a proteção das frotas.
Num contexto em que o roubo de veículos comerciais tem vindo a aumentar — com um risco significativamente superior ao dos automóveis ligeiros —, a marca aposta numa abordagem preventiva e tecnológica. Para empresas e profissionais, a perda de um veículo como a IVECO Daily representa não só um problema de segurança, mas também interrupções operacionais e custos inesperados.

O novo sistema utiliza inteligência artificial para detetar comportamentos suspeitos e recorre a tecnologia de geofencing, que permite definir perímetros de segurança virtuais. Sempre que é identificado um risco, o sistema ativa automaticamente um protocolo de resposta, coordenado por um centro de segurança em parceria com a Targa Telematics, em articulação com as autoridades europeias.
Segundo a marca, este modelo permite alcançar taxas de recuperação que podem chegar aos 90%, reduzindo significativamente os tempos de inatividade e o impacto financeiro associado ao roubo. Os utilizadores mantêm ainda controlo total através da plataforma digital ou aplicação móvel dedicada.
Espanha é o primeiro mercado a receber esta tecnologia, estando prevista a sua expansão gradual para outros países europeus. Com esta solução, a IVECO reforça a aposta em serviços digitais avançados, combinando conectividade e segurança para apoiar a continuidade das operações no setor do transporte profissional
Comerciais
Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano
A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.
Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.
A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.
O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.
Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.
Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.
O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.
Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.
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