Comerciais
Nova geração Dobló assume imagem dos comerciais Stellantis
A Fiat Professional revelou a nova geração do Dobló, modelo que passa a utilizar uma base bem conhecida do mercado português, a dos veículos comerciais do Grupo Stellantis. O novo modelo vai ser comercializado em versões Diesel, gasolina e elétrica.

Já se esperava que a maerca italiana lançasse a sua versão de modelos como o Citroën Berlingo, Opel Combo, Peugeot Partner ou Toyota Proace City. Além das motorizações tradicionais de combustão interna e à semelhança dos seus primos do Grupo Stellantis, o novo Fiat Doblò Cargo também estará logo disponível numa versão elétrica, denominada E-Doblò.
A oferta do Doblò assenta em dois comprimentos de carroçaria – curto e longo – e duas configurações diferentes, furgão e combi de passageiros. A versão de mercadorias com maior distância entre-eixos oferece um volume útil de carga de 4,4 m3, graças à funcionalidade Magic Cargo. Esta última possibilita um aumento de 0,5 m3 no volume útil e permite transportar objetos longos como tubos ou escadas até 3,4 metros de comprimento.
A versão Combi de 5 lugares consiste num veículo misto de mercadorias com lotação para cinco passageiros e com longa distância entre eixos, que oferece uma modularidade única entre os bancos e o espaço de carga, graças a uma antepara deslizante, solução que permite modular o espaço de carga ou utilizar o banco de passageiros conforme necessário.

No capítulo mecânico, o Dobló é proposto em duas motorizações diesel de 1,5 litros com 100 cv e 130 cv, uma a gasolina de 1.2 litros e uma elétrica com motor de 100 kW e bateria de 50 kWh. A autonomia anunciada para o E-Doblò é de 280 quilómetros.
A versão elétrica do Fiat Doblò possui o denominado “Modo de Carregamento Rápido” até 100 kW para permitir recuperar até 80% cento da capacidade da bateria em apenas 30 minutos.
A introdução do pack de baterias não provocou quaisquer alterações estruturais no E-Doblò continuando disponíveis as mesmas dimensões, funcionalidades e configurações da versão furgão equipada com motores de combustão interna.
Os novos Doblò e E-Doblò serão produzidos na fábrica da Stellantis de Vigo, em Espanha.

Comerciais
França moderniza exército com camiões Zetros by Arquus
A França adjudicou à Arquus e à Daimler Truck o contrato PL6T para o fornecimento de 7.000 camiões militares Zetros, dando um passo decisivo na modernização da sua frota logística para operações de alta intensidade.
O ambicioso programa, atribuído pelo Ministério das Forças Armadas francês, prevê a produção e entrega, ao longo dos próximos 10 anos, de camiões militares de nova geração destinados ao Exército Francês, no âmbito do reforço das capacidades logísticas e operacionais face a cenários de elevada exigência tática.

O modelo selecionado é o novo Zetros by Arquus, apresentado em outubro de 2025 no Forum Entreprises Défense, em Versailles-Satory. Esta solução resulta da combinação da plataforma Zetros da Mercedes-Benz, desenvolvida pela Daimler Truck, com a integração, militarização e suporte em serviço assegurados pela Arquus.
O veículo assenta num chassis 6×6 com a cabina posicionada atrás do eixo dianteiro, adaptado aos padrões do Exército Francês, e é equipado com o motor Mercedes-Benz OM 460 Euro 3, reconhecido pela sua fiabilidade mesmo com combustíveis de baixa qualidade.
Conta ainda com transmissão automática com conversor de binário, uma altura otimizada para mobilidade tática em ambientes como florestas, túneis ou zonas urbanas, e uma capacidade de carga útil de seis toneladas, permitindo múltiplas configurações. O design do camião favorece igualmente a integração de cabinas protegidas, graças a uma distribuição equilibrada do peso entre eixos.

O contrato contempla uma frota versátil, com diferentes variantes destinadas a responder a várias missões logísticas e operacionais, incluindo camiões de transporte de carga e de tropas, unidades equipadas com grua, guinchos ou carroçarias específicas, bem como veículos-abrigo e configurações personalizadas consoante a missão. Todo o conjunto beneficiará de um suporte completo ao longo do ciclo de vida, liderado pela Arquus, com o apoio técnico e de fornecimento de peças assegurado pela Daimler Truck.
A nível industrial, o programa representa um compromisso franco-alemão significativo. A produção dos veículos base será repartida entre as unidades da Daimler Truck em Wörth am Rhein, na Alemanha, e Molsheim, em França, enquanto a militarização, a integração de sistemas e as operações de manutenção ficarão a cargo das instalações da Arquus em Limoges, Garchizy e Saint-Nazaire.
Esta organização contribuirá para a criação de emprego e para a preservação do know-how industrial francês. Em paralelo, a Daimler Truck França disponibilizará a sua rede de mais de 150 pontos de venda e assistência no país, garantindo um suporte local sólido e sustentável a longo prazo.
Comerciais
Megacamiões vão crescer em peso e comprimento em Portugal
Os chamados gigaliners, também conhecidos como megacamiões, vão passar a circular em Portugal com dimensões significativamente superiores às atuais. O Governo decidiu rever o regime aplicável aos veículos euro-modulares, abrindo a porta à utilização de camiões mais compridos e mais pesados na rede rodoviária nacional, numa medida que aproxima a legislação portuguesa das regras já em vigor em Espanha.
A decisão está integrada no Plano Mobilidade 2.0, aprovado em Conselho de Ministros, e prevê a atualização dos limites máximos de comprimento e peso destes veículos. Com a revisão agora anunciada, os supercamiões poderão atingir até 32 metros de comprimento, um aumento de quase sete metros face ao limite atual, bem como um peso máximo de 72 toneladas, quando atualmente estão limitados a 60 toneladas.
Os gigaliners, que já são utilizados por várias empresas a operar em Portugal — desde o setor florestal até à indústria automóvel — têm hoje um comprimento máximo de 25,25 metros. A alteração permitirá aumentar a capacidade de transporte por viagem, reforçando a eficiência logística em diferentes setores da economia.
A revisão do regime contempla ainda a possibilidade de estes veículos efetuarem o transporte de matérias perigosas, como combustíveis, embora apenas em percursos previamente definidos. Um dos exemplos referidos pelo Governo é o abastecimento do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, atualmente dependente do transporte rodoviário de combustível devido à inexistência de um pipeline dedicado.
Segundo o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, o aeroporto é atualmente abastecido por cerca de 44 mil viagens anuais de camiões de combustível. Com a utilização de veículos de maior capacidade, esse número poderá ser reduzido para cerca de metade, aliviando a pressão sobre a infraestrutura, que continuará em funcionamento durante a próxima década.
O Executivo sublinha que esta medida tem como objetivo gerar ganhos de eficiência económica e ambiental, ao permitir transportar maiores volumes com menos viagens. A redução do número de deslocações contribui não só para a diminuição dos custos operacionais das empresas, mas também para a redução das emissões poluentes associadas ao consumo de combustível.
Outro dos argumentos apresentados pelo Governo prende-se com a necessidade de harmonizar a legislação portuguesa com a espanhola, eliminando limitações à circulação de gigaliners entre os dois países. Até agora, as diferenças regulamentares colocavam entraves à operação dos supercamiões espanhóis em Portugal e criavam desvantagens para os operadores nacionais em território espanhol.
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