Hyundai revela Staria EV no Salão de Bruxelas – Motorguia
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Hyundai revela Staria EV no Salão de Bruxelas

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A Hyundai aproveitou o Salão Automóvel de Bruxelas para revelar o Staria Electric, o seu primeiro monovolume 100% elétrico, um modelo que chega com a ambição clara de disputar protagonismo num segmento onde já se encontram propostas como o Volkswagen ID. Buzz ou o mais recente Kia PV5.


O Staria não é um nome novo na gama da marca sul-coreana. Até agora disponível apenas com motorizações eletrificadas ou Diesel, surge agora numa versão totalmente elétrica, assente na plataforma E-GMP, a mesma que serve de base a modelos como o Hyundai Ioniq 5 ou o Kia EV9.


A bateria é de 84 kWh, integrada numa arquitetura de 800 volts, solução que permite tempos de carregamento mais reduzidos face aos sistemas de 400 volts usados por muitos concorrentes. A energia é fornecida a um motor elétrico com 215 CV, responsável por acionar o eixo dianteiro. Trata-se, aliás, do único modelo elétrico da Hyundai com tração dianteira e arquitetura de 800 volts.


Segundo a marca, o carregamento rápido em corrente contínua permite recuperar de 10 a 80% da bateria em cerca de 20 minutos, enquanto a autonomia anunciada, medida no ciclo WLTP, é de 410 quilómetros.

Pensado tanto para utilização familiar como profissional, o Staria Electric estará disponível em versões de sete e nove lugares. O interior aposta na versatilidade, com bancos deslizantes, piso totalmente plano, amplas superfícies envidraçadas e portas laterais deslizantes elétricas, facilitando o acesso e a adaptação a diferentes tipos de utilização.


Em destaque estão ainda os dois ecrãs de 12,3 polegadas presentes no tablier, que integram o mais recente sistema de infoentretenimento ccNC do Hyundai Motor Group, compatível com atualizações remotas e conectividade sem fios com Apple CarPlay e Android Auto.

O equipamento inclui igualmente função V2L (interior e exterior), portas USB de alta potência (até 100 W), Digital Key e uma capacidade de reboque até 2 toneladas, reforçando o posicionamento prático e profissional do modelo.

A Hyundai garantiu que o Staria Electric será na Europa durante o primeiro semestre de 2026.

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IVECO apresenta serviço para recuperar veículos roubados

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A IVECO apresentou o Stolen Vehicle Assistance, um serviço inovador desenvolvido para recuperar veículos comerciais roubados no menor tempo possível. Integrada no ecossistema digital IVECO ON, esta solução liga-se diretamente a um centro de segurança disponível 24 horas por dia, reforçando a proteção das frotas.

Num contexto em que o roubo de veículos comerciais tem vindo a aumentar — com um risco significativamente superior ao dos automóveis ligeiros —, a marca aposta numa abordagem preventiva e tecnológica. Para empresas e profissionais, a perda de um veículo como a IVECO Daily representa não só um problema de segurança, mas também interrupções operacionais e custos inesperados.


O novo sistema utiliza inteligência artificial para detetar comportamentos suspeitos e recorre a tecnologia de geofencing, que permite definir perímetros de segurança virtuais. Sempre que é identificado um risco, o sistema ativa automaticamente um protocolo de resposta, coordenado por um centro de segurança em parceria com a Targa Telematics, em articulação com as autoridades europeias.

Segundo a marca, este modelo permite alcançar taxas de recuperação que podem chegar aos 90%, reduzindo significativamente os tempos de inatividade e o impacto financeiro associado ao roubo. Os utilizadores mantêm ainda controlo total através da plataforma digital ou aplicação móvel dedicada.

Espanha é o primeiro mercado a receber esta tecnologia, estando prevista a sua expansão gradual para outros países europeus. Com esta solução, a IVECO reforça a aposta em serviços digitais avançados, combinando conectividade e segurança para apoiar a continuidade das operações no setor do transporte profissional

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Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano

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A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.

Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.

A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.

O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.

Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.

Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.

O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.

Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.

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