Kia PV5 estabelece recorde de autonomia – Motorguia
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Kia PV5 estabelece recorde de autonomia

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A Kia estabeleceu um novo marco na mobilidade elétrica com o seu mais recente feito: o Kia PV5 Cargo entrou para o Livro do Guinness ao percorrer 693,38 quilómetros com carga máxima e sem recarregar, demonstrando a eficiência, resistência e potencial do modelo no transporte urbano elétrico.

Este recorde reforça a entrada em força da marca no segmento dos veículos comerciais elétricos e consolida o PV5 como o primeiro representante da sua nova família PBV (Platform Beyond Vehicle).

O desafio foi realizado a 30 de setembro de 2025, em estradas públicas a norte de Frankfurt, na Alemanha, sob condições reais de utilização. A versão utilizada foi o Kia PV5 Cargo Long Range de quatro portas, equipado com uma bateria de 71,2 kWh e uma capacidade de carga máxima de 665 kg.

O percurso, composto por trechos urbanos e extraurbanos de 58,2 km com tráfego, semáforos, rotundas e inclinações de até 370 metros, foi repetido 12 vezes consecutivas até à total descarga da bateria — resultando num impressionante total de 693,38 km sem necessidade de recarregar.

Mais do que um simples teste técnico, esta proeza replicou cenários reais de entrega urbana, provando que o PV5 é uma solução prática e eficiente para frotas logísticas sustentáveis. “Embora a Kia seja uma recém-chegada ao mercado de veículos comerciais, este recorde demonstra a versatilidade e inovação do PV5. Muitos clientes poderiam operar quase dois dias completos com uma única carga”, destacou Marc Hedrich, presidente e CEO da Kia Europa.

A façanha contou com dois condutores de peso: George Barrow, jornalista especializado em veículos comerciais e membro do júri do prémio International Van of the Year desde 2016, e Christopher Nigemeier, engenheiro sénior do Hyundai Motor Europe Technical Center e membro da equipa de desenvolvimento do PV5. “Percorrer mais de 430 milhas com carga completa num veículo elétrico é notável. Este recorde não será fácil de superar”, afirmou Barrow no final do desafio. Todo o processo foi monitorizado por GPS e câmaras, com supervisão da TÜV Hessen, garantindo a validade e transparência da tentativa.

O Kia PV5 é o primeiro modelo da nova gama PBV da marca, construída sobre a plataforma modular E-GMP.S. Este conceito foi pensado para oferecer múltiplas configurações, incluindo versões Cargo, Passageiros, Chassis Cabina e uma variante acessível a cadeiras de rodas. A versão Cargo, protagonista do recorde, destaca-se por oferecer até 4,4 m³ de volume de carga e uma capacidade útil de até 790 kg. Estará disponível com várias opções de bateria — 43,3 kWh (em breve), 51,5 kWh e 71,2 kWh — permitindo ajustar o desempenho às necessidades de cada utilizador, desde entregas urbanas a transporte especializado.

Após este feito histórico, a Kia prepara-se para apresentar oficialmente o PV5 Cargo no Salão Solutrans 2025, em Lyon, entre 18 e 23 de novembro, no stand C130 do Hall 5. Uma oportunidade imperdível para ver ao vivo a carrinha elétrica que acaba de redefinir os limites da eficiência no transporte comercial ligeiro.

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Comerciais

Primeiro camião elétrico dos CTT é um eCanter

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Os CTT, Correios de Portugal, iniciaram a operação do seu primeiro veículo pesado de mercadorias 100% elétrico na região Norte (Grande Porto), reforçando o compromisso da empresa com a descarbonização da sua atividade logística e marcando um novo avanço na estratégia de transição energética da empresa.

Com uma autonomia aproximada de 200 km, o veículo está, nesta fase inicial, a efetuar serviço na zona da cidade do Porto, assegurando o seu abastecimento. Atualmente realiza cinco percursos semanais de 92 km, estando previsto, para breve, que comece a operar também na zona de Ovar.

“A integração deste pesado de mercadorias 100% elétrico na frota dos CTT representa um passo na modernização dos nossos veículos e um contributo concreto para a redução da nossa pegada carbónica. Estamos a alinhar a renovação da frota com critérios de eficiência e sustentabilidade a longo prazo, assegurando simultaneamente elevados padrões de segurança e maior conforto para as equipas que estão no terreno.

Esta viatura permite-nos testar, em contexto real, novos modelos operacionais, otimizar rotas e preparar de forma progressiva a expansão da eletrificação da nossa frota, garantindo desempenho, fiabilidade e responsabilidade ambiental”, destaca o Gestor de Frota dos CTT, José Coelho.

Além da introdução deste veículo pesado elétrico – que deverá permitir uma redução de cerca de 7 toneladas de CO₂ até ao final do ano -, os CTT irão integrar, ao longo dos próximos meses, 26 pesados de mercadorias movidos a HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) – um biocombustível 100% renovável e sustentável, produzido a partir de resíduos como óleos alimentares usados e gorduras animais. Esta aposta reforça a estratégia de descarbonização da empresa, uma vez que o HVO é um combustível renovável que permite reduzir significativamente as emissões de gases com efeito de estufa face ao gasóleo convencional.

Com esta iniciativa, os CTT dão mais um passo firme no seu compromisso ambiental, promovendo soluções de transporte sustentáveis e consolidando a transição energética em toda a cadeia logística.

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Legislação

Respeitar a faixa de BUS

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Apesar das alterações recentes no Código da Estrada em relação à faixa de BUS, conduzir na mesma não sendo um transporte público ou um motociclo é uma infração grave.


As mudanças na realidade rodoviária no nosso país nos últimos anos tem levado a uma degradação do comportamento na estrada, especialmente em ambiente urbano e é já corriqueiro assistir ao desrespeito dos semáforos, ao atropelo das prioridades num cruzamento e também à utilização da faixa de BUS de forma indevida.

De acordo com o Código da Estrada, a faixa de BUS destina-se apenas à circulação de transportes públicos, como autocarros, táxis, veículos prioritários e depois de 2025 também os motociclos passaram a poder circular na faixa de BUS. De referir que os TVDE não se incluem no grupo de veículos autorizados a circular nesta faixa, eles têm o mesmo estatuto dos veículos “normais”.

Ao circular indevidamente na faixa de BUS vai estar a condicionar o normal fluxo dos transportes públicos e a subverter o princípio que serviu de base à criação do conceito de faixa de BUS que é garantir a melhor fluidez dos transportes públicos mesmo nas horas mais complicadas do trânsito nas cidades. Por isso, circular na faixa de BUS de forma indevida é considerada uma infração grave punível com multa entre os 60€ e os 300€ e ainda a possível retirada de até dois pontos na carta de condução ou até inibição de condução por um período entre um mês a um ano.

Há, naturalmente, situações pontuais específicas em que a faixa de BUS pode ser momentaneamente utilizada, como para mudar de direção, entrar num parque de estacionamento ou garagem, para evitar perigos evidentes, ou se houver sinalização contrária, como no caso de haver obras na estrada, por exemplo.

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