Comerciais
CaetanoBus vai fornecer mais 30 autocarros elétricos da sua nova geração à STCP
A STCP adjudicou a aquisição de 30 autocarros elétricos à CaetanoBus, num contrato no valor de 11,6 milhões de euros.
Esta é a terceira vez que a STCP encomenda autocarros elétricos à Caetanobus, tendo esta encomenda a particularidade de se tratar da segunda encomenda da nova geração do e.City Gold, após a aquisição de 20 unidades em 2024 e que se encontram em fase final de produção para entrega. A STCP passará assim a operar um total de 65 autocarros elétricos da CaetanoBus.
A CaetanoBus e a STCP mantêm uma relação de longa data, com um histórico de fornecimento de várias centenas de autocarros a diesel, gás natural e, mais recentemente, elétricos. Esta nova adjudicação representa não só a continuidade dessa parceria, como também a confirmação da qualidade, conforto e segurança da mais recente geração de veículos elétricos da CaetanoBus, uma vez que é a segunda vez que a STCP opta pela aquisição desta nova geração do e.City Gold.
O modelo agora encomendado é a mais recente versão do CAETANO e.City Gold, com 12 metros de comprimento e com capacidade para até 88 passageiros. Estes modelos destacam-se pela utilização de componentes e tecnologia de última geração extremamente fiáveis da CRRC, o maior fabricante mundial de material circulante, incluindo comboios de alta velocidade, autocarros e componentes, trazendo excelência global e tecnologia avançada aos autocarros CaetanoBus. Para além disso, estes autocarros estão equipados com baterias CATL BC5 oferecendo uma capacidade até 465 kWh. A tecnologia BC5 da CATL integra células LFP de elevada densidade energética, concebidas para garantir segurança, carregamento rápido e longa durabilidade.
Esta é a terceira vez que a STCP adjudica à CaetanoBus a aquisição de autocarros elétricos, sendo esta nova encomenda a segunda vez que a STCP opta pela nova geração de autocarros elétricos da CaetanoBus. Esta repetição comprova o sucesso da mais recente versão dos autocarros zero emissões da CaetanoBus, que se distinguem por oferecer mais autonomia, conforto e segurança, bem como tecnologia mais inovadora e fiável. A CaetanoBus vai oficialmente apresentar esta nova geração de autocarros Zero-Emissões na feira Busworld 2025, que irá ocorrer em Outubro, em Bruxelas, no entanto, serão vistos a circular na cidade do Porto ao serviço da STCP antes desta apresentação oficial.
Nuno Lago de Carvalho, membro da Comissão Executiva da CaetanoBus e CCO da CaetanoBus destacou que: “é um grande orgulho para a Caetanobus ser, uma vez mais, a empresa vencedora de um concurso internacional tão competitivo.
É muito prestigiante para nós fornecer mais autocarros elétricos à STCP, com quem temos orgulho de já vir a fornecer autocarros há várias décadas. De salientar que esta encomenda tem um significado especial para a CaetanoBus, pois é a segunda vez que a STCP encomenda autocarros eletrico CAETANO da nossa nova geração.”.
Comerciais
França moderniza exército com camiões Zetros by Arquus
A França adjudicou à Arquus e à Daimler Truck o contrato PL6T para o fornecimento de 7.000 camiões militares Zetros, dando um passo decisivo na modernização da sua frota logística para operações de alta intensidade.
O ambicioso programa, atribuído pelo Ministério das Forças Armadas francês, prevê a produção e entrega, ao longo dos próximos 10 anos, de camiões militares de nova geração destinados ao Exército Francês, no âmbito do reforço das capacidades logísticas e operacionais face a cenários de elevada exigência tática.

O modelo selecionado é o novo Zetros by Arquus, apresentado em outubro de 2025 no Forum Entreprises Défense, em Versailles-Satory. Esta solução resulta da combinação da plataforma Zetros da Mercedes-Benz, desenvolvida pela Daimler Truck, com a integração, militarização e suporte em serviço assegurados pela Arquus.
O veículo assenta num chassis 6×6 com a cabina posicionada atrás do eixo dianteiro, adaptado aos padrões do Exército Francês, e é equipado com o motor Mercedes-Benz OM 460 Euro 3, reconhecido pela sua fiabilidade mesmo com combustíveis de baixa qualidade.
Conta ainda com transmissão automática com conversor de binário, uma altura otimizada para mobilidade tática em ambientes como florestas, túneis ou zonas urbanas, e uma capacidade de carga útil de seis toneladas, permitindo múltiplas configurações. O design do camião favorece igualmente a integração de cabinas protegidas, graças a uma distribuição equilibrada do peso entre eixos.

O contrato contempla uma frota versátil, com diferentes variantes destinadas a responder a várias missões logísticas e operacionais, incluindo camiões de transporte de carga e de tropas, unidades equipadas com grua, guinchos ou carroçarias específicas, bem como veículos-abrigo e configurações personalizadas consoante a missão. Todo o conjunto beneficiará de um suporte completo ao longo do ciclo de vida, liderado pela Arquus, com o apoio técnico e de fornecimento de peças assegurado pela Daimler Truck.
A nível industrial, o programa representa um compromisso franco-alemão significativo. A produção dos veículos base será repartida entre as unidades da Daimler Truck em Wörth am Rhein, na Alemanha, e Molsheim, em França, enquanto a militarização, a integração de sistemas e as operações de manutenção ficarão a cargo das instalações da Arquus em Limoges, Garchizy e Saint-Nazaire.
Esta organização contribuirá para a criação de emprego e para a preservação do know-how industrial francês. Em paralelo, a Daimler Truck França disponibilizará a sua rede de mais de 150 pontos de venda e assistência no país, garantindo um suporte local sólido e sustentável a longo prazo.
Comerciais
Megacamiões vão crescer em peso e comprimento em Portugal
Os chamados gigaliners, também conhecidos como megacamiões, vão passar a circular em Portugal com dimensões significativamente superiores às atuais. O Governo decidiu rever o regime aplicável aos veículos euro-modulares, abrindo a porta à utilização de camiões mais compridos e mais pesados na rede rodoviária nacional, numa medida que aproxima a legislação portuguesa das regras já em vigor em Espanha.
A decisão está integrada no Plano Mobilidade 2.0, aprovado em Conselho de Ministros, e prevê a atualização dos limites máximos de comprimento e peso destes veículos. Com a revisão agora anunciada, os supercamiões poderão atingir até 32 metros de comprimento, um aumento de quase sete metros face ao limite atual, bem como um peso máximo de 72 toneladas, quando atualmente estão limitados a 60 toneladas.
Os gigaliners, que já são utilizados por várias empresas a operar em Portugal — desde o setor florestal até à indústria automóvel — têm hoje um comprimento máximo de 25,25 metros. A alteração permitirá aumentar a capacidade de transporte por viagem, reforçando a eficiência logística em diferentes setores da economia.
A revisão do regime contempla ainda a possibilidade de estes veículos efetuarem o transporte de matérias perigosas, como combustíveis, embora apenas em percursos previamente definidos. Um dos exemplos referidos pelo Governo é o abastecimento do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, atualmente dependente do transporte rodoviário de combustível devido à inexistência de um pipeline dedicado.
Segundo o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, o aeroporto é atualmente abastecido por cerca de 44 mil viagens anuais de camiões de combustível. Com a utilização de veículos de maior capacidade, esse número poderá ser reduzido para cerca de metade, aliviando a pressão sobre a infraestrutura, que continuará em funcionamento durante a próxima década.
O Executivo sublinha que esta medida tem como objetivo gerar ganhos de eficiência económica e ambiental, ao permitir transportar maiores volumes com menos viagens. A redução do número de deslocações contribui não só para a diminuição dos custos operacionais das empresas, mas também para a redução das emissões poluentes associadas ao consumo de combustível.
Outro dos argumentos apresentados pelo Governo prende-se com a necessidade de harmonizar a legislação portuguesa com a espanhola, eliminando limitações à circulação de gigaliners entre os dois países. Até agora, as diferenças regulamentares colocavam entraves à operação dos supercamiões espanhóis em Portugal e criavam desvantagens para os operadores nacionais em território espanhol.
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