Motos
Miguel Oliveira merecia melhor regresso
Depois da lesão que o afastou praticamente dois meses das pistas, o piloto português regressou à competição neste fim de semana na jornada gaulesa do campeonato de MotoGP.
Miguel Oliveira voltou aos comandos da sua Yamaha M1 no Grande Prémio de França no circuito de Le Mans e depois de ter qualificado apenas no 20º lugar da grelha já se antevia que o fim de semana não iria ser nada fácil para o piloto nacional. Na corrida Sprint ainda chegou a andar pelo 18º lugar, mas uma saída de pista colocou-o de novo em 20º, posição na qual terminaria, numa corrida ganha por Marc Marquez, seguido pelo seu irmão Alex e com Fermin Aldeguer a fechar o pódio.
Já na corrida de domingo as coisas foram diferentes. As condições meteorológicas complicaram muito a vida aos pilotos na decisão de saírem para a pista com pneus slicks ou de chuva. Isso ditou que após a volta de aquecimento todos os pilotos tenham ido trocar pneus slicks por pneus de chuva e ordenado de novo a grelha de partida (o que é permitido pelas regras). Mas depois houve ainda pilotos que trocaram pneus de novo e aí já ficaram sujeitos a cumprir uma penalização de duas volta longas. Isso explica o início atribulado com a classificação com Miguel Oliveira que partia em 20º lugar a chegar a andar pelo segundo lugar. Contudo o piloto de Almada ainda está longe da melhor forma física e assim que pilotos mais rápidos se aproximaram ele não lhes conseguiu fazer frente descendo para o sétimo lugar até que na 19ª volta uma queda ditou o seu abandono.
A corrida foi ganha pelo “piloto da casa” Johan Zarco na sua Honda, uma vitória que escapava há muito ao construtor nipónico. Logo atrás ficaram as Ducati de Marc Marquez e de Fermin Aldeguer. Com este resultado Marc Marquez mantém a liderança com 171 pontos sendo seguido pelo seu irmão Alex Marquez com 149. A próxima prova decorrerá entre os dias 23 e 25 de Maio no Reino Unido.
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Produtivos mas curtos, assim foram os testes do “Falcão”
Nos dois dias de testes no Autódromo Internacional do Algarve, as equipas foram mais uma vez “traídas” pelas condições meteorológicas que não permitiram mais tempo em pista. Miguel Oliveira lamenta que os testes tenham sido curtos, mas considera que ainda assim foram produtivos.
O São Pedro não foi amigo das equipas que se deslocaram a Portimão para dois dias de testes no AIA presenteando-os com chuva. Além da ROKiT BMW Motorrad de Miguel Oliveira também estiveram presentes as equipas oficiais da Bimota, Ducati, Honda, Kawasaki e Yamaha.
O piloto português ainda fez 40 voltas no circuito algarvio no primeiro dia de testes e o seu melhor tempo foi de 1m41.355s, o que o colocou na quarta posição face aos demais pilotos, sendo Alex Lowes o mais rápido com um tempo de 1m40.622s na sua Bimota.
No final Miguel Oliveira considerou estes dois dias de testes como tendo sido produtivos, pois pelo menos andou com a sua BMW M 1000 RR na pista de Portimão o que lhe permitiu familiarizar-se um pouco, mas devido ao clima acabou por ser um teste que considerou curto.
Notícias Motos
Flying Flea C6 quase no mercado
Aquela que é a aposta da Royal Enfield para entrar no mundo das motos elétricas, está pronta para entrar no mercado. A Flying Flea C6 será a primeira de uma gama de motos elétricas que terão o foco na eficiência energética embrulhada num estilo retro.
Herdando o nome “Flying Flea” da mítica moto de 125cc da Royal Enfiel que foi muito útil para as forças armadas britânicas na Segunda Guerra Mundial, a Royal Enfield criou esta “submarca” que será dedicada apenas a motos 100% elétricas.
O primeiro modelo é a C6 que a marca espera que entre em produção e distribuição ainda neste trimestre. Trata-se de uma moto com um estilo retro nas suas linhas e de aspeto leve e manobrável, ideal para o ambiente urbano com uma boa dose de estilo, o que é sempre relevante. O que também é relevante é o preço que ainda não foi definido para o mercado europeu, mas que no mercado indiano se estima seja de cerca de 2.500 euros, o que a torna numa proposta bem competitiva.
Ainda não há dados técnicos oficiais divulgados pela marca indiana, mas rumores indicam que a bateria terá uma capacidade a rondar os 5 kWh o que lhe dará uma autonomia na ordem dos 100 quilómetros. Além da C6 mais tarde será lançada a S6, que partilha da mesma base mecânica e elétrica mas que tem um estilo scrambler mais aventureiro.


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