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Nors entrega o milionésimo camião Renault Trucks à TJA

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A Nors celebrou a entrega do milionésimo camião produzido pela Renault Trucks à TJA. A cerimónia ocorreu em Estarreja, nas instalações da transportadora, com a presença de representantes da Nors, TJA, Renault Trucks e Renault Trucks Financial Services, responsável pelo financiamento do veículo.

 

 

Como parte da celebração, a Nors surpreendeu a TJA com uma personalização exclusiva do camião, uma homenagem simbólica que reflete o legado e o compromisso contínuo da Renault Trucks ao longo de mais de 100 anos de história.

O evento, que reuniu mais de 50 pessoas representou muito mais do que uma simples entrega: foi o reflexo de uma parceria sólida e duradoura, voltada para um futuro da mobilidade sustentável e inovadora.

Durante a sessão, João Manuel Amaral, Administrador da TJA, evocou a longa e sólida história de colaboração entre a transportadora, a Nors e a Renault Trucks. Num momento especialmente emotivo, partilhou que já o camião Renault Trucks número 1000 tinha sido entregue à TJA, sublinhando a coincidência simbólica de, décadas depois, a empresa receber também o milionésimo camião produzido pela marca.

A presença do seu pai, João Pinto Amaral, fundador da TJA, deu ainda maior significado ao momento, simbolizando a passagem de testemunho entre gerações e o papel determinante da Renault Trucks no crescimento e evolução da TJA ao longo das últimas décadas. “Estamos a viver um momento ímpar, histórico. Receber o camião um milhão é também reconhecer o caminho percorrido com uma marca que tem contribuído para a nossa performance e fiabilidade,” destacou João Manuel Amaral.

Desde 2016, a relação estratégica entre a TJA e a Nors, representante oficial da Renault Trucks em Portugal, tem sido marcada por resultados sólidos. A TJA adquiriu cerca de 3.000 camiões Renault Trucks, sendo que quase 1.000 unidades foram fornecidas pela Nors, representando hoje cerca de 40% da frota atual da transportadora.

Para Nuno Guimarães, CEO da Nors, no segmento Trucks and Buses, em Portugal, em representação da marca Renault Trucks, esta relação vai além da entrega de veículos: “Trabalhamos lado a lado para garantir soluções integradas. A TJA é um exemplo do que é possível alcançar com rigor e ambição. Temos orgulho de fazer parte deste caminho”.

O camião entregue foi produzido na fábrica de Bourg-en-Bresse, em França, que, em 2024, celebrou 60 anos de história industrial. Esta unidade continua a reinventar-se, com a produção dos modelos 100% elétricos E-Tech e com a personalização de cada camião para atender às necessidades específicas de cada operação.

Laure Klinguer, Vice-Presidente da Renault Trucks, enfatizou que este marco industrial representa não apenas o sucesso da marca, mas também um compromisso de longo prazo com o setor. “Um milhão de camiões, milhões de histórias. A Renault Trucks sempre esteve comprometida com o progresso, a inovação e a sustentabilidade. Estamos a investir significativamente em soluções de transporte mais eficientes e ambientalmente responsáveis”, sublinhou.

O ponto alto da cerimónia foi a entrega simbólica das chaves do camião personalizado à TJA, realizada por Nuno Guimarães a João Manuel Amaral, na presença de três gerações da família Amaral: João Pinto Amaral, pai, João Manuel Amaral, filho, e João Miguel Amaral, neto. Este gesto evidencia que esta parceria se faz não só de números, mas principalmente de histórias e pessoas.

José Bruno Osório, Diretor Comercial da Nors, no segmento Trucks and Buses, em Portugal para a marca Renault Trucks, reforçou a importância do serviço de proximidade e da confiança mútua: “Cada camião que entregamos representa um compromisso com a excelência operacional e uma relação próxima, humana e técnica”.

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Volkswagen ID. Buzz Cargo recebe versão mista de cinco lugares

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O Volkswagen ID. Buzz Cargo passa a estar disponível numa nova versão mista de cinco lugares (2+3), graças à introdução de uma divisória fixa entre a cabina e o compartimento de carga. Esta solução está disponível tanto na versão de chassis curto como longo, alargando a versatilidade do modelo elétrico da marca alemã..

A nova configuração foi desenvolvida em parceria com a empresa dos Países Baixos Spoeks Automotive e permite conjugar, de forma eficiente, o transporte de passageiros e de carga. A divisória pode ser selecionada diretamente no configurador do modelo e é instalada de fábrica, imediatamente atrás da segunda fila de bancos.

Com esta solução, o compartimento de carga fica completamente separado da cabina, podendo ser utilizado de forma semelhante à versão Cargo tradicional, incluindo a possibilidade de carregar até ao tejadilho.


De acordo com a marca alemã, uma das principais vantagens é o isolamento eficaz da sujidade e do ruído, que deixam de se propagar para a zona dos passageiros. A divisória integra ainda um óculo, assegurando a visibilidade traseira.

Outro benefício apontado prende-se com a maior eficiência do sistema de climatização, já que o volume a aquecer ou arrefecer no habitáculo é reduzido, contribuindo para um melhor conforto térmico e potencial poupança energética.

A divisória produzida pela Spoeks Automotive é fabricada em Compex, um material compósito leve, resistente e com acabamento suave de elevada qualidade. Na face dianteira, do lado do compartimento de carga, encontra-se um espaço aberto destinado à arrumação do cabo de carregamento.

A Volkswagen garante que a instalação desta divisória não interfere com os cintos de segurança nem com os airbags laterais, mantendo intactos os padrões de segurança do modelo. A opção está disponível para ambas as variantes de carroçaria e, no mercado alemão, tem um preço de 1.856 euros.

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UE enfrenta falta de 500 mil condutores profissionais do volante

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A União Europeia enfrenta uma escassez estrutural de cerca de meio milhão de postos de trabalho por preencher entre condutores profissionais de camiões e autocarros.

Esta situação crítica levou a Comissão Europeia a encomendar um estudo à Organização Internacional do Transporte Rodoviário (IRU), que valida a contratação regulada de condutores extracomunitários como uma medida complementar essencial para mitigar o problema.

A análise revela que os percursos para integrar condutores provenientes de países terceiros variam significativamente entre os Estados-Membros. Os processos combinam diretivas europeias com regulamentações nacionais, originando duplicações administrativas. Em consequência, os trâmites podem prolongar-se entre seis e doze meses, com custos que podem atingir 20 mil euros por condutor.

Existem ainda estrangulamentos críticos em duas áreas fundamentais. Em primeiro lugar, a carta de condução necessita de ser trocada por uma licença da UE, podendo implicar exames adicionais. Em segundo lugar, a qualificação profissional (CAP/CPC) obtida fora da UE não é reconhecida, obrigando à realização da formação inicial completa no Estado-Membro de acolhimento, incluindo uma residência mínima de 185 dias.

A Espanha destaca-se positivamente no estudo por permitir o acesso através de visto de estudante para a realização da formação CAP, facilitando significativamente o percurso quando comparado com outras vias administrativas. É igualmente valorizada a coordenação formal entre ministérios, concretizada através de um protocolo de cooperação assinado em 2023.

A Polónia recebe também reconhecimento pelo seu sistema ágil. Concretamente, cidadãos da Ucrânia, Bielorrússia, Arménia, Geórgia e Moldávia podem trabalhar durante dois anos mediante uma declaração escrita registada, em substituição do tradicional visto de trabalho.

O estudo propõe a simplificação e harmonização dos percursos administrativos entre os Estados-Membros, bem como a implementação de vias rápidas (fast track) sem comprometer os padrões de segurança. Defende ainda o desenvolvimento de projetos-piloto no âmbito da iniciativa SDM4EU, promovida pela IRU, que transforma a análise política em esquemas operacionais reais, garantindo uma mobilidade de condutores segura e regulada.

Ramón Valdivia, vice-presidente executivo da ASTIC e membro do Comité Executivo da IRU, sublinha que “esta publicação representa um apoio institucional a uma tese que temos defendido há anos”. Em síntese, a contratação corretamente gerida de condutores de países terceiros consolida-se como uma ferramenta complementar fundamental para enfrentar a escassez estrutural, tanto em Espanha como no conjunto da União Europeia.

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