Comerciais
MAN entrega primeiro eTruck que já rola pela Europa
Alexander Vlaskamp, CEO da MAN Truck & Bus, entregou a chave do primeiro eTruck que já foi colocado ao serviço pelo grupo logístico Duvenbeck
Com a entrega do primeiro MAN eTruck ao Grupo Duvenbeck, a MAN Truck & Bus está a estabelecer outro marco na eletrificação do transporte de mercadorias. O trator de semirreboque Ultra Low Liner eTGX, especialmente desenvolvido para os requisitos de volume de carga da logística. De acordo com a carta de intenções assinada por ambas as partes, a Duvenbeck pretende colocar em serviço até 120 unidades do MAN eTGX até 2026. A Duvenbeck implantará o MAN eTruck em várias áreas da região do Reno-Ruhr e países do Benelux.

“Com o eTruck Ultra Low Liner, a MAN desenvolveu uma solução perfeitamente adaptada aos requisitos da indústria automóvel. Nenhum outro trator de semirreboque elétrico produzido em série pode puxar reboques com uma altura interna de três metros. Isso o torna a escolha ideal para transportes com requisitos de alto volume”, explica Friedrich Baumann, diretor de Vendas e Soluções para Clientes da MAN Truck & Bus. “Estamos muito satisfeitos por ter dois parceiros fortes ao nosso lado, Duvenbeck e Volkswagen, para trazer essa inovação para a estrada.”
A sustentabilidade tem sido um elemento central da estratégia corporativa da Duvenbeck há anos. Com a iniciativa “Logística Verde”, a empresa está concentrada em soluções de transporte de baixa emissão e economia de recursos. “O MAN eTruck é um passo importante para uma logística livre de emissões. Isso ajuda-nos a atender aos requisitos dos nossos clientes e a proteger o meio ambiente ao mesmo tempo. A sustentabilidade faz parte da nossa prática diária”, enfatiza Bernd Reining, diretor sénior de Aquisições da Duvenbeck.
A Duvenbeck implementa continuamente medidas para otimizar a eficiência energética e para conservar recursos. Isso inclui o uso de sistemas de acionamento alternativos, a redução de viagens em vazio e conceitos inovadores de carregamento. A utilização do MAN eTruck marca mais um contributo para minimizar as emissões de CO₂ na cadeia de abastecimento.

Comerciais
Volkswagen ID. Buzz Cargo recebe versão mista de cinco lugares
O Volkswagen ID. Buzz Cargo passa a estar disponível numa nova versão mista de cinco lugares (2+3), graças à introdução de uma divisória fixa entre a cabina e o compartimento de carga. Esta solução está disponível tanto na versão de chassis curto como longo, alargando a versatilidade do modelo elétrico da marca alemã..
A nova configuração foi desenvolvida em parceria com a empresa dos Países Baixos Spoeks Automotive e permite conjugar, de forma eficiente, o transporte de passageiros e de carga. A divisória pode ser selecionada diretamente no configurador do modelo e é instalada de fábrica, imediatamente atrás da segunda fila de bancos.
Com esta solução, o compartimento de carga fica completamente separado da cabina, podendo ser utilizado de forma semelhante à versão Cargo tradicional, incluindo a possibilidade de carregar até ao tejadilho.

De acordo com a marca alemã, uma das principais vantagens é o isolamento eficaz da sujidade e do ruído, que deixam de se propagar para a zona dos passageiros. A divisória integra ainda um óculo, assegurando a visibilidade traseira.
Outro benefício apontado prende-se com a maior eficiência do sistema de climatização, já que o volume a aquecer ou arrefecer no habitáculo é reduzido, contribuindo para um melhor conforto térmico e potencial poupança energética.
A divisória produzida pela Spoeks Automotive é fabricada em Compex, um material compósito leve, resistente e com acabamento suave de elevada qualidade. Na face dianteira, do lado do compartimento de carga, encontra-se um espaço aberto destinado à arrumação do cabo de carregamento.
A Volkswagen garante que a instalação desta divisória não interfere com os cintos de segurança nem com os airbags laterais, mantendo intactos os padrões de segurança do modelo. A opção está disponível para ambas as variantes de carroçaria e, no mercado alemão, tem um preço de 1.856 euros.
Comerciais
UE enfrenta falta de 500 mil condutores profissionais do volante
A União Europeia enfrenta uma escassez estrutural de cerca de meio milhão de postos de trabalho por preencher entre condutores profissionais de camiões e autocarros.
Esta situação crítica levou a Comissão Europeia a encomendar um estudo à Organização Internacional do Transporte Rodoviário (IRU), que valida a contratação regulada de condutores extracomunitários como uma medida complementar essencial para mitigar o problema.
A análise revela que os percursos para integrar condutores provenientes de países terceiros variam significativamente entre os Estados-Membros. Os processos combinam diretivas europeias com regulamentações nacionais, originando duplicações administrativas. Em consequência, os trâmites podem prolongar-se entre seis e doze meses, com custos que podem atingir 20 mil euros por condutor.
Existem ainda estrangulamentos críticos em duas áreas fundamentais. Em primeiro lugar, a carta de condução necessita de ser trocada por uma licença da UE, podendo implicar exames adicionais. Em segundo lugar, a qualificação profissional (CAP/CPC) obtida fora da UE não é reconhecida, obrigando à realização da formação inicial completa no Estado-Membro de acolhimento, incluindo uma residência mínima de 185 dias.
A Espanha destaca-se positivamente no estudo por permitir o acesso através de visto de estudante para a realização da formação CAP, facilitando significativamente o percurso quando comparado com outras vias administrativas. É igualmente valorizada a coordenação formal entre ministérios, concretizada através de um protocolo de cooperação assinado em 2023.
A Polónia recebe também reconhecimento pelo seu sistema ágil. Concretamente, cidadãos da Ucrânia, Bielorrússia, Arménia, Geórgia e Moldávia podem trabalhar durante dois anos mediante uma declaração escrita registada, em substituição do tradicional visto de trabalho.
O estudo propõe a simplificação e harmonização dos percursos administrativos entre os Estados-Membros, bem como a implementação de vias rápidas (fast track) sem comprometer os padrões de segurança. Defende ainda o desenvolvimento de projetos-piloto no âmbito da iniciativa SDM4EU, promovida pela IRU, que transforma a análise política em esquemas operacionais reais, garantindo uma mobilidade de condutores segura e regulada.
Ramón Valdivia, vice-presidente executivo da ASTIC e membro do Comité Executivo da IRU, sublinha que “esta publicação representa um apoio institucional a uma tese que temos defendido há anos”. Em síntese, a contratação corretamente gerida de condutores de países terceiros consolida-se como uma ferramenta complementar fundamental para enfrentar a escassez estrutural, tanto em Espanha como no conjunto da União Europeia.
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