E se painéis solares no topo do seu camião reduzissem o consumo de combustível? – Motorguia
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E se painéis solares no topo do seu camião reduzissem o consumo de combustível?

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As soluções de mobilidade sustentável estão a crescer com projetos inovadores como o de uma empresa holandesa. A IM Efficiency propõe a instalação de painéis solares no tejadilho dos semirreboques de camiões a gasóleo para reduzir o consumo de combustível, e já provou que funciona.



Os condutores teriam de fazer um investimento inicial que, segundo a empresa, seria recuperado ao fim de um ano, após o qual começariam a gerar receitas para as empresas de transportes holandesas. O dispositivo Solar On Top promete gerar 2.000 litros por veículo em camiões e reboques.

O Solar On Top permite reduzir o consumo de gasóleo, por mais contraditório que possa parecer. O alternador é alimentado por energia solar e evita manter o motor em funcionamento para utilizar os sistemas elétricos do veículo.
O Solar On Top pesa apenas 6 kg e os painéis são flexíveis para se adaptarem à superfície de diferentes camiões. Estas células fotovoltaicas oferecem uma potência de pico de 430 watts com uma eficiência de 22%. A bateria de lítio de 4 kWh armazena a energia para fornecer um abastecimento ininterrupto durante a noite ou em dias sem sol.

A energia solar recolhida pelo painel pode ser aproveitada para carregar telemóveis e computadores, ar condicionado, iluminação, frigoríficos ou empilhadores elétricos sem depender do motor. A energia solar prolongará a vida útil do motor e da bateria do camião.
Os próprios condutores também beneficiam dos painéis solares. A empresa afirma que o Solar On Top não produz interrupções de energia e permite que os sistemas elétricos do camião sejam utilizados sem o ruído irritante do motor a entrar na cabina.

A IM Efficiency começou a testar esta tecnologia em mais de 100 veículos que já estão a percorrer rotas em toda a Europa. Empresas de logística como a Van Rijnsbergen, a Heisterkamp Transport e a Vos Logistics começaram a fazer encomendas.

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IVECO apresenta serviço para recuperar veículos roubados

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A IVECO apresentou o Stolen Vehicle Assistance, um serviço inovador desenvolvido para recuperar veículos comerciais roubados no menor tempo possível. Integrada no ecossistema digital IVECO ON, esta solução liga-se diretamente a um centro de segurança disponível 24 horas por dia, reforçando a proteção das frotas.

Num contexto em que o roubo de veículos comerciais tem vindo a aumentar — com um risco significativamente superior ao dos automóveis ligeiros —, a marca aposta numa abordagem preventiva e tecnológica. Para empresas e profissionais, a perda de um veículo como a IVECO Daily representa não só um problema de segurança, mas também interrupções operacionais e custos inesperados.


O novo sistema utiliza inteligência artificial para detetar comportamentos suspeitos e recorre a tecnologia de geofencing, que permite definir perímetros de segurança virtuais. Sempre que é identificado um risco, o sistema ativa automaticamente um protocolo de resposta, coordenado por um centro de segurança em parceria com a Targa Telematics, em articulação com as autoridades europeias.

Segundo a marca, este modelo permite alcançar taxas de recuperação que podem chegar aos 90%, reduzindo significativamente os tempos de inatividade e o impacto financeiro associado ao roubo. Os utilizadores mantêm ainda controlo total através da plataforma digital ou aplicação móvel dedicada.

Espanha é o primeiro mercado a receber esta tecnologia, estando prevista a sua expansão gradual para outros países europeus. Com esta solução, a IVECO reforça a aposta em serviços digitais avançados, combinando conectividade e segurança para apoiar a continuidade das operações no setor do transporte profissional

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Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano

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A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.

Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.

A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.

O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.

Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.

Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.

O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.

Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.

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