Comerciais
Iveco lança o eMoovy elétrico em parceria com a Hyundai
No Salão Automóvel de Hanover, a Iveco, em parceria com a Hyundai, apresentou o eMoovy, um chassis-cabina 100% elétrico no segmento dos VCL de 2,5 a 3,5 toneladas.

O veículo é baseado na nova plataforma eLCV, uma plataforma global que em breve será encontrada em muitos outros modelos 100% elétricos. O eMoovy tem 5,32 metros de comprimento, podendo atingir 5,80 metros na sua versão maior. Com o seu chassis-cabina, pode fazer tudo, e será adequado para a maioria das actividades, desde a entrega urbana ao transporte refrigerado e ao basculamento em estaleiro. Tem um volume útil de até 10 m3 e uma carga máxima de 1,5 toneladas.

Em termos de autonomia e, por conseguinte, de baterias, a Iveco oferece uma escolha de dois conjuntos com capacidades de 63 kWh e 76,1 kWh. A marca não especifica a autonomia da primeira bateria, mas a maior pode percorrer até 320 km com uma única carga. Não é uma panaceia, mas será suficiente para qualquer profissional em utilização urbana e suburbana. A bateria mais pequena permitir-lhe-á provavelmente percorrer cerca de 270 km, reduzindo a fatura final no momento da compra.
O eMoovy está equipado com o comprovado sistema elétrico da Hyundai, emprestado do maior SUV elétrico do grupo, e com um sistema de carregamento ultrarrápido baseado numa arquitetura de 800 volts. Nem mesmo a Tesla, com exceção do Cybertruck, possui este tipo de arquitetura. Mais concretamente, e com números, em termos de recarga, isto permite recuperar 100 km de autonomia em apenas 10 minutos, graças a uma potência de pico de carga de até 350 kW.

Para além das suas capacidades de carregamento ultrarrápido, o eMoovy destaca-se pelo seu sistema de gestão da bateria. Esta tecnologia garante a segurança e a durabilidade do veículo através de sensores que monitorizam o estado da bateria em tempo real. Permite também aos gestores de frotas vigiarem os seus veículos à distância. O eMoovy também oferece funções avançadas de carga/descarga para recarregar e alimentar pequenos objetos, como ferramentas para profissionais e até uma bicicleta ou trotinete eléctrica através de V2L.
O eMoovy está equipado com o comprovado sistema elétrico da Hyundai, emprestado do maior SUV elétrico do grupo, e com um sistema de carregamento ultrarrápido baseado numa arquitetura de 800 volts.
Comerciais
IVECO apresenta serviço para recuperar veículos roubados
A IVECO apresentou o Stolen Vehicle Assistance, um serviço inovador desenvolvido para recuperar veículos comerciais roubados no menor tempo possível. Integrada no ecossistema digital IVECO ON, esta solução liga-se diretamente a um centro de segurança disponível 24 horas por dia, reforçando a proteção das frotas.
Num contexto em que o roubo de veículos comerciais tem vindo a aumentar — com um risco significativamente superior ao dos automóveis ligeiros —, a marca aposta numa abordagem preventiva e tecnológica. Para empresas e profissionais, a perda de um veículo como a IVECO Daily representa não só um problema de segurança, mas também interrupções operacionais e custos inesperados.

O novo sistema utiliza inteligência artificial para detetar comportamentos suspeitos e recorre a tecnologia de geofencing, que permite definir perímetros de segurança virtuais. Sempre que é identificado um risco, o sistema ativa automaticamente um protocolo de resposta, coordenado por um centro de segurança em parceria com a Targa Telematics, em articulação com as autoridades europeias.
Segundo a marca, este modelo permite alcançar taxas de recuperação que podem chegar aos 90%, reduzindo significativamente os tempos de inatividade e o impacto financeiro associado ao roubo. Os utilizadores mantêm ainda controlo total através da plataforma digital ou aplicação móvel dedicada.
Espanha é o primeiro mercado a receber esta tecnologia, estando prevista a sua expansão gradual para outros países europeus. Com esta solução, a IVECO reforça a aposta em serviços digitais avançados, combinando conectividade e segurança para apoiar a continuidade das operações no setor do transporte profissional
Comerciais
Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano
A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.
Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.
A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.
O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.
Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.
Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.
O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.
Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.
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