Comerciais
DAF lança novo eixo propulsor direcional
A DAF está a introduzir um novo sistema de direção totalmente eletro-hidráulica (EHS) no trator 6×2 e em veículos rígidos com um eixo propulsor direcional com o objetivo de oferecer uma eficiência de combustível ainda melhor, cargas úteis mais elevadas e manobrabilidade melhorada.

O novo sistema está disponível para a gama completa de camiões DAF da nova geração: o XF, XG e XG⁺, bem como o XD.
O transporte de materiais agrícolas e de construção especialmente pesados beneficia bastante das vantagens de um eixo propulsor direcional: manobras com precisão em combinação com uma excelente facilidade de utilização em recintos com espaço limitado e uma carga útil ainda mais elevada. Isto também torna o eixo propulsor direcional numa excelente opção para a recolha de resíduos e o transporte de líquidos.
O novo sistema de direção eletro-hidráulica da DAF sucede à variante mecânica. Os dois braços da direção e o pendural da direção auxiliar são substituídos por uma bomba da direção controlada eletronicamente, o que resulta numa redução de peso de 30 quilogramas. Graças à fricção reduzida, o novo sistema EHS também tem ganho de eficiência de combustível de 0,3%.
Além disso, os componentes do novo sistema ocupam menos espaço no chassis, permitindo depósitos de combustível até 40% maiores na versão de trator. A capacidade de transporte de combustível de 900 litros no XD, XF, XG e XG⁺ permite reduzir ainda mais os custos operacionais ao reabastecer onde os preços de combustível são mais baixos.
O sistema de direção eletro-hidráulica recentemente desenvolvido, calcula continuamente o ângulo de direção ideal para o eixo propulsor direcional com base na velocidade e na distância entre eixos, garantindo uma direção bastante precisa. O círculo de viragem dos modelos de trator e chassis rígidos foi ainda mais reduzido, em 12%, resultando numa manobrabilidade ideal. A velocidades superiores a 45 km/h, o novo eixo propulsor direcional eletro-hidráulico bloqueia-se na posição de condução reta, garantindo a máxima estabilidade do veículo. A suspensão, guia e elevação totalmente redesenhadas do novo eixo propulsor direcional eletro-hidráulico aumentam o conforto do condutor
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Volkswagen ID. Buzz Cargo recebe versão mista de cinco lugares
O Volkswagen ID. Buzz Cargo passa a estar disponível numa nova versão mista de cinco lugares (2+3), graças à introdução de uma divisória fixa entre a cabina e o compartimento de carga. Esta solução está disponível tanto na versão de chassis curto como longo, alargando a versatilidade do modelo elétrico da marca alemã..
A nova configuração foi desenvolvida em parceria com a empresa dos Países Baixos Spoeks Automotive e permite conjugar, de forma eficiente, o transporte de passageiros e de carga. A divisória pode ser selecionada diretamente no configurador do modelo e é instalada de fábrica, imediatamente atrás da segunda fila de bancos.
Com esta solução, o compartimento de carga fica completamente separado da cabina, podendo ser utilizado de forma semelhante à versão Cargo tradicional, incluindo a possibilidade de carregar até ao tejadilho.

De acordo com a marca alemã, uma das principais vantagens é o isolamento eficaz da sujidade e do ruído, que deixam de se propagar para a zona dos passageiros. A divisória integra ainda um óculo, assegurando a visibilidade traseira.
Outro benefício apontado prende-se com a maior eficiência do sistema de climatização, já que o volume a aquecer ou arrefecer no habitáculo é reduzido, contribuindo para um melhor conforto térmico e potencial poupança energética.
A divisória produzida pela Spoeks Automotive é fabricada em Compex, um material compósito leve, resistente e com acabamento suave de elevada qualidade. Na face dianteira, do lado do compartimento de carga, encontra-se um espaço aberto destinado à arrumação do cabo de carregamento.
A Volkswagen garante que a instalação desta divisória não interfere com os cintos de segurança nem com os airbags laterais, mantendo intactos os padrões de segurança do modelo. A opção está disponível para ambas as variantes de carroçaria e, no mercado alemão, tem um preço de 1.856 euros.
Comerciais
UE enfrenta falta de 500 mil condutores profissionais do volante
A União Europeia enfrenta uma escassez estrutural de cerca de meio milhão de postos de trabalho por preencher entre condutores profissionais de camiões e autocarros.
Esta situação crítica levou a Comissão Europeia a encomendar um estudo à Organização Internacional do Transporte Rodoviário (IRU), que valida a contratação regulada de condutores extracomunitários como uma medida complementar essencial para mitigar o problema.
A análise revela que os percursos para integrar condutores provenientes de países terceiros variam significativamente entre os Estados-Membros. Os processos combinam diretivas europeias com regulamentações nacionais, originando duplicações administrativas. Em consequência, os trâmites podem prolongar-se entre seis e doze meses, com custos que podem atingir 20 mil euros por condutor.
Existem ainda estrangulamentos críticos em duas áreas fundamentais. Em primeiro lugar, a carta de condução necessita de ser trocada por uma licença da UE, podendo implicar exames adicionais. Em segundo lugar, a qualificação profissional (CAP/CPC) obtida fora da UE não é reconhecida, obrigando à realização da formação inicial completa no Estado-Membro de acolhimento, incluindo uma residência mínima de 185 dias.
A Espanha destaca-se positivamente no estudo por permitir o acesso através de visto de estudante para a realização da formação CAP, facilitando significativamente o percurso quando comparado com outras vias administrativas. É igualmente valorizada a coordenação formal entre ministérios, concretizada através de um protocolo de cooperação assinado em 2023.
A Polónia recebe também reconhecimento pelo seu sistema ágil. Concretamente, cidadãos da Ucrânia, Bielorrússia, Arménia, Geórgia e Moldávia podem trabalhar durante dois anos mediante uma declaração escrita registada, em substituição do tradicional visto de trabalho.
O estudo propõe a simplificação e harmonização dos percursos administrativos entre os Estados-Membros, bem como a implementação de vias rápidas (fast track) sem comprometer os padrões de segurança. Defende ainda o desenvolvimento de projetos-piloto no âmbito da iniciativa SDM4EU, promovida pela IRU, que transforma a análise política em esquemas operacionais reais, garantindo uma mobilidade de condutores segura e regulada.
Ramón Valdivia, vice-presidente executivo da ASTIC e membro do Comité Executivo da IRU, sublinha que “esta publicação representa um apoio institucional a uma tese que temos defendido há anos”. Em síntese, a contratação corretamente gerida de condutores de países terceiros consolida-se como uma ferramenta complementar fundamental para enfrentar a escassez estrutural, tanto em Espanha como no conjunto da União Europeia.
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