Comerciais
Ford abre encomendas e inicia comercialização da E-Transit
A nova Ford E-Transit já está disponível no mercado nacional, onde chega num total de 25 variantes, entre furgões e chassis-cabina simples ou dupla. Todas as opções disponibilizam uma bateria de 68 kWh que anuncia autonomias de até 317 km.

Apesar das encomendas já terem começado, logo os preços já são conhecidos, as primeiras entregas serão realizadas apenas no próximo mês de outubro. Desenvolvida a partir da Transit de combustão, a nova versão elétrica será proposta nos derivativos furgão e chassis-cabina, que serão disponibilizados nos pesos brutos de 3500 kg, 3900 kg e 4250 kg. A gama totaliza 25 variantes, entre furgões, chassis-cabina simples e dupla.
A bateria alimenta um motor elétrico que oferece um binário máximo de 430 Nm e opção entre 135 kW e 198 kW de potência.
Em função das necessidades, os utilizadores têm à escolha três perfis de condução: Normal, Eco e Escorregadio. Para otimizar a autonomia também está disponível um sistema de regeneração da energia das desacelerações e travagens, que pode ser ativado no comando giratório do seletor de condução. A gama E-Transit vai ser comercializada nos níveis de equipamento Base e Trend. Todos os veículos contam com especificações significativamente acrescidas comparativamente aos conteúdos das variantes diesel equivalentes.

O nível de equipamento Base inclui o Controlo Eletrónico da Temperatura do Ar, Arranque Sem Chave, bancos aquecidos, pára-brisas Quickclear e espelhos elétricos aquecidos. A E-Transit recebe o sistema de comunicações e informação SYNC 4, sendo controlado através de um ecrã tátil de 12″. Em termos de preços, a versão de entrada a Van 350 L2H2 Trend 135 kW N1, é proposta a partir de 73.109 euros, enquanto o Diesel com um nível de equipamento de potência equivalentes custa a partir de 45.000 euros.
Por sua vez, a versão Van 350 L2H2 Trend com motorização de 190 kW custa mais 2100 euros. Quanto à 350 L3H3 Trend, os preços são de 73.617 euros e 75.783 euros para as motorizações de 135 kW e 198 kW, respectivamente. Quanto à L4 Van Trend N1 de 135 kW e 190 kW, estas são comercializadas a partir de 74.633 euros e 76.799 euros. No que se refere à chassis-cabina simples, os preços vão dos 71.990 euros aos 76.921 euros.

Comerciais
IVECO apresenta serviço para recuperar veículos roubados
A IVECO apresentou o Stolen Vehicle Assistance, um serviço inovador desenvolvido para recuperar veículos comerciais roubados no menor tempo possível. Integrada no ecossistema digital IVECO ON, esta solução liga-se diretamente a um centro de segurança disponível 24 horas por dia, reforçando a proteção das frotas.
Num contexto em que o roubo de veículos comerciais tem vindo a aumentar — com um risco significativamente superior ao dos automóveis ligeiros —, a marca aposta numa abordagem preventiva e tecnológica. Para empresas e profissionais, a perda de um veículo como a IVECO Daily representa não só um problema de segurança, mas também interrupções operacionais e custos inesperados.

O novo sistema utiliza inteligência artificial para detetar comportamentos suspeitos e recorre a tecnologia de geofencing, que permite definir perímetros de segurança virtuais. Sempre que é identificado um risco, o sistema ativa automaticamente um protocolo de resposta, coordenado por um centro de segurança em parceria com a Targa Telematics, em articulação com as autoridades europeias.
Segundo a marca, este modelo permite alcançar taxas de recuperação que podem chegar aos 90%, reduzindo significativamente os tempos de inatividade e o impacto financeiro associado ao roubo. Os utilizadores mantêm ainda controlo total através da plataforma digital ou aplicação móvel dedicada.
Espanha é o primeiro mercado a receber esta tecnologia, estando prevista a sua expansão gradual para outros países europeus. Com esta solução, a IVECO reforça a aposta em serviços digitais avançados, combinando conectividade e segurança para apoiar a continuidade das operações no setor do transporte profissional
Comerciais
Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano
A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.
Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.
A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.
O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.
Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.
Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.
O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.
Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.
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