Comerciais
Já são mais de 5000 as encomendas da nova Ford E-Transit
O primeiro comercial elétrico de grandes dimensões da Ford já conta com mais de 5000 unidades encomendadas. Os primeiros veículos E-Transit já saíram da fábrica de Gölcük, da Ford Otosan, em Kocaeli, na Turquia, para entrega a clientes de toda a Europa.

A Ford E-Transit é a versão elétrica do furgão de mercadorias mais vendido do mundo, numa nova proposta que lidera o lançamento da assinatura Ford Pro na Europa, assim como de uma nova área de negócio que disponibiliza aos clientes um abrangente conjunto de soluções de software, carregamento, manutenção e financiamento, totalmente integradas num portfeólio de veículos eletrificados e com motores a combustão interna.
A missão da Ford Pro é a a melhorar a produtividade e o tempo útil de utilização, gerar custos mais baixos e facilitar o acesso a tudo o que os diferentes operadores necessitam, numa plataforma construída para uma era elétrica e digital.

A Ford E-Transit foi projetada para permitir a eletrificação das frotas dos operadores, estando disponível em várias versões, cargas úteis, níveis de potência e carroçarias. A Ford Pro realizou testes intensos para aferir a fiabilidade e durabilidade da E-Transit.
A marca também realizou um conjunto de testes em condições reais em clientes com uma frota de 60 unidades de pré-produção, incluindo algumas transformadas. O programa de testes foi efetuado em países como a França, Alemanha, Itália, Holanda, Noruega e Reino Unido.
Os testes ajudaram a Ford Pro a otimizar os seus produtos e serviços de apoio sempre disponíveis, de modo a gerar uma otimização de eficiência e produtividade para as empresas.
Para responder à procura dos novos modelos eletrificados, a Ford Otosan vai investir dois mil milhões de euros e a aumentar o número de empregos em cerca de 3.000 vagas, para aumentar a capacidade de produção de veículos, incluindo a futura geração do modelo Transit Custom.
Comerciais
IVECO apresenta serviço para recuperar veículos roubados
A IVECO apresentou o Stolen Vehicle Assistance, um serviço inovador desenvolvido para recuperar veículos comerciais roubados no menor tempo possível. Integrada no ecossistema digital IVECO ON, esta solução liga-se diretamente a um centro de segurança disponível 24 horas por dia, reforçando a proteção das frotas.
Num contexto em que o roubo de veículos comerciais tem vindo a aumentar — com um risco significativamente superior ao dos automóveis ligeiros —, a marca aposta numa abordagem preventiva e tecnológica. Para empresas e profissionais, a perda de um veículo como a IVECO Daily representa não só um problema de segurança, mas também interrupções operacionais e custos inesperados.

O novo sistema utiliza inteligência artificial para detetar comportamentos suspeitos e recorre a tecnologia de geofencing, que permite definir perímetros de segurança virtuais. Sempre que é identificado um risco, o sistema ativa automaticamente um protocolo de resposta, coordenado por um centro de segurança em parceria com a Targa Telematics, em articulação com as autoridades europeias.
Segundo a marca, este modelo permite alcançar taxas de recuperação que podem chegar aos 90%, reduzindo significativamente os tempos de inatividade e o impacto financeiro associado ao roubo. Os utilizadores mantêm ainda controlo total através da plataforma digital ou aplicação móvel dedicada.
Espanha é o primeiro mercado a receber esta tecnologia, estando prevista a sua expansão gradual para outros países europeus. Com esta solução, a IVECO reforça a aposta em serviços digitais avançados, combinando conectividade e segurança para apoiar a continuidade das operações no setor do transporte profissional
Comerciais
Portagens para camiões na UE passam a depender das emissões de CO₂ já este ano
A partir de 1 de julho de 2026, alguns países da União Europeia começarão a calcular as portagens para camiões tendo em conta as emissões de CO₂ dos veículos. A medida faz parte da revisão da Diretiva Eurovinheta, que regula a forma como os Estados-Membros podem estruturar os sistemas de portagem para o transporte rodoviário de mercadorias.
Com esta alteração, o custo de utilização de determinadas infraestruturas passará a variar de acordo com o nível de emissões de cada veículo pesado. Na prática, o novo sistema reforça o princípio de que quem mais polui paga mais, incentivando a utilização de camiões mais eficientes e com menor impacto ambiental.
A revisão da diretiva introduz definições mais claras para classificar os veículos, incluindo categorias como veículos de emissões zero, veículos pesados de baixas emissões, bem como novos critérios para a trajetória de redução de emissões e para os valores de referência de CO₂. Estas classificações servirão de base para definir as tarifas de portagem aplicadas pelos diferentes países.
O Conselho da União Europeia pretende também harmonizar a aplicação das regras entre os Estados-Membros, propondo calendários mais claros para a introdução de novos grupos de veículos ou para a atualização dos valores de emissões de referência. O objetivo é evitar interpretações diferentes entre países e garantir maior segurança jurídica ao setor do transporte rodoviário.
Outro tema em análise é o dos camiões retroadaptados, ou seja, veículos que recebem melhorias técnicas para reduzir as emissões, como atualizações de software ou modificações mecânicas. Atualmente, mesmo após estas melhorias, os camiões não podem alterar a sua classificação ambiental nos sistemas de portagem. Por isso, o Conselho pediu à Comissão Europeia que estude a possibilidade de rever esta regra, especialmente no caso de veículos elétricos adaptados, num prazo de dois anos.
Durante as negociações foi também analisada uma proposta para reduzir as portagens de camiões que utilizem reboques mais eficientes do ponto de vista ambiental. No entanto, a medida acabou por não ser incluída, devido à complexidade administrativa e técnica que poderia trazer aos sistemas de teleportagem e aos contratos de concessão já existentes.
O próximo passo será a negociação com o Parlamento Europeu, que terá de definir a sua posição sobre a revisão da diretiva. Após esse processo, as instituições europeias deverão acordar o texto final da legislação.
Para o setor do transporte e da logística, esta mudança poderá ter impacto direto nos custos operacionais. Ao mesmo tempo, a nova política pretende incentivar a renovação das frotas e a redução das emissões, transformando as portagens numa ferramenta para acelerar a transição energética no transporte rodoviário pesado.
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