Comerciais
Piaggio Commercial chega a Portugal “pelas mãos” da Bergé Auto
Depois da Maxus, marca introduzida este ano no portefólio do Grupo Bergé Auto em Portugal, é chegada a vez da Piaggio Commercial.

A Piaggio Commercial, marca do Grupo Piaggio para viaturas comerciais ligeiras de quatro rodas, vai entrar no mercado português, através do Grupo Bergé Auto, um dos maiores distribuidores automóveis da Europa e da América Latina, que aumenta as suas operações em Portugal, mercado onde já é responsável pela presença da Mitsubishi, Fuso, Kia, Isuzu e Maxus.
A Piaggio Commercial é hoje uma operação autónoma e parte integrante do segmento de negócio de viaturas comerciais do Grupo Piaggio, o qual desde a sua criação, em 1884, é amplamente conhecido e reconhecido como o maior construtor europeu de viaturas de duas rodas (scooters e motorizadas) e um dos líderes de mercado da indústria a nível mundial.
Com a chegada ao mercado nacional prevista para o final do terceiro trimestre deste ano e a introdução da gama de comerciais ligeiros Porter NP6, a Piaggio Commercial contará com a experiência e capacidade instalada do Grupo Bergé Auto em Portugal, tanto a nível comercial como de assistência, peças e serviços de após-venda.

A oferta da marca contempla versões em chassis-cabina com várias distâncias entre eixos, tanto em rodado simples como duplo, bem como soluções de caixa de carga fixa ou basculante disponíveis para toda a gama. Já na componente mecânica, a gama Porter NP6 conta com o motor Euro6D-FINAL de 1.5 litros de 16V bifuel, com autonomias LPG de até 400 km, acoplado a uma transmissão manual de 5 velocidades.
Francisco Geraldes, Administrador da Bergé Auto em Portugal comenta que “a introdução da Piaggio Commercial representa mais uma aposta do Grupo no mercado nacional, onde já detém uma operação abrangente e consolidada através da distribuição de cinco marcas e respetivas redes de venda e assistência.”
“A oferta da Piaggio Commercial e a experiência de um grupo mundial de referência na indústria da mobilidade como é o Grupo Piaggio, está perfeitamente alinhada com a atual estratégia do Grupo Bergé Auto no que respeita à expansão do seu potencial de negócios no mercado português, em particular, mas igualmente por toda a Europa”.
Comerciais
Farizon reforça presença em Portugal com mais um furgão elétrico
A Farizon entrou no segmento dos comerciais ligeiros elétricos com a V7E, um furgão desenvolvido de raiz para operação profissional e que começa agora a ser distribuído em mercados europeus como o português. A apresentação decorreu no ECar Show, onde o modelo foi mostrado como uma aposta direta no espaço em rápida transição entre motores a combustão e soluções elétricas para frotas.

Mais do que um produto de imagem, a V7E posiciona-se como uma proposta orientada para o cálculo frio do custo de utilização. A versão Max Range recorre a uma bateria de 67 kWh e assenta na plataforma elétrica dedicada GXA-M, do tipo “skateboard”, onde bateria e componentes estruturais são integrados de forma a libertar espaço útil de carga. O resultado é um furgão compacto no exterior — com cerca de 5 metros de comprimento, mas com um volume de carga que chega aos 6,95 m³, um valor competitivo face ao padrão do segmento.
A aposta da marca segue uma lógica clara: maximizar eficiência operacional. Com uma carga útil até 1.243 kg e uma altura de plataforma reduzida, o modelo foi pensado para facilitar operações de distribuição urbana e logística de última milha. As portas traseiras com abertura até 270 graus e a configuração interior reforçam essa vocação funcional, mais do que qualquer ambição de conforto ou refinamento.
Em termos de autonomia, a versão equipada com bateria LFP de 66,7 kWh anuncia até 475 km em ciclo urbano WLTP, embora esse valor dependa fortemente do tipo de utilização. O carregamento rápido em corrente contínua, até 97 kW, permite recuperar 20 a 80% da bateria em cerca de 18 minutos, um dado relevante para operações com tempo de paragem reduzido.

No interior, a V7E adota a linguagem típica dos comerciais modernos: digitalização funcional e sem excessos. O modelo inclui um ecrã central de 12,3 polegadas, painel de instrumentos digital e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay, além de um conjunto de 18 sistemas de assistência à condução, posicionando-se no nível 2 de autonomia assistida.
A Farizon, marca do universo Geely, reforça assim a sua presença no mercado europeu de veículos comerciais elétricos com um produto claramente orientado para o custo total de propriedade. Em Portugal, a V7E chega já com versões de carga fechada e vidrada, e preços a partir dos 27.235 euros, mais IVA, um posicionamento agressivo num segmento cada vez mais competitivo e pressionado pela eletrificação das frotas.
Comerciais
MAN Truck & Bus prepara nova sede em Portugal com foco na eletrificação e assistência
A MAN Truck & Bus Portugal deu início à construção das futuras instalações em Castanheira do Ribatejo, num investimento que pretende reforçar a capacidade operacional da marca no mercado nacional e acompanhar o crescimento previsto para os próximos anos. A conclusão da obra está prevista para 2028.
A cerimónia de colocação da primeira pedra contou com representantes da MAN Truck & Bus e da autarquia de Vila Franca de Xira, assinalando o arranque oficial de um projeto que irá concentrar a sede da empresa, áreas administrativas, operação comercial, oficina e logística de peças.
As novas instalações serão construídas num terreno com cerca de 56 mil metros quadrados, propriedade da empresa há mais de duas décadas. A área coberta ocupará aproximadamente 4 mil metros quadrados.
Um dos destaques do projeto será a nova oficina, equipada com 16 linhas de assistência e uma largura total de 33 metros, permitindo trabalhar simultaneamente em dois autocarros. Segundo David Carlos, diretor-geral da MAN Truck & Bus Portugal, esta será “a maior oficina e a mais larga” da rede da marca.

O complexo incluirá também um novo armazém de peças com cerca de 500 metros quadrados e capacidade de armazenamento até seis metros de altura, reforçando a capacidade logística e de apoio pós-venda.
A futura sede terá ainda uma forte componente ligada à mobilidade elétrica. Estão previstos quatro postos de carregamento para camiões e autocarros elétricos com potência superior a 400 kW.
Os carregadores serão de acesso público e poderão ser utilizados tanto por veículos MAN como por modelos de outras marcas.
Além das áreas técnicas e administrativas, o novo centro irá acolher cerca de 70 colaboradores, sobretudo técnicos especializados em manutenção e reparação.
David Carlos sublinha que o objetivo do projeto vai além da construção de novas infraestruturas. “A ideia não é construir apenas edifícios, mas criar um espaço onde os colaboradores se sintam motivados e valorizados”, afirmou.

A MAN Truck & Bus Portugal matriculou cerca de 1800 veículos em 2025 e pretende aumentar esse volume em até 30% até ao final da década.
Além de Castanheira do Ribatejo, a marca prevê igualmente novos investimentos em instalações localizadas em Aveiro e no Porto.
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