Comerciais
Novo centro industrial global da Scania na China
A Scania dá um passo trascendental na sua trajetória de 134 anos ao inaugurar o seu terceiro centro industrial global, localizado na China.
Trata-se de um investimento que não só reforça a presença global da Scania, mas também posiciona a empresa no coração do maior mercado de camiões do mundo.
O novo centro industrial em Rugao, província de Jiangsu, representa um dos maiores investimentos globais da Scania até à data. Com uma área de 800 000 metros quadrados, o local tem uma capacidade de produção autorizada de 50 000 veículos por ano e atenderá tanto o mercado chinês como mercados de exportação selecionados na Ásia e além.
A Scania é o primeiro fabricante ocidental de equipamentos originais (Original Equipment Manufacturer, OEM) a obter uma licença de produção completa para uma fábrica de camiões de propriedade total na China, um marco que sublinha o compromisso de longo prazo da empresa com este mercado.
A fábrica de Rugao funcionará quase inteiramente com fontes de energia renováveis, incluindo biogás produzido localmente e eletricidade verde certificada. Estas medidas contribuem diretamente para os objetivos de descarbonização da Scania.

A Scania está presente no mercado chinês de veículos comerciais há 60 anos. Agora, com o novo centro industrial, que inclui centros de I&D em Rugao e Xangai, a Scania reforça a sua presença local e a sua capacidade de desenvolver soluções em conjunto com empresas locais.
Este investimento estratégico aproxima a Scania dos seus clientes na China e em toda a Ásia, permitindo entregas mais rápidas, maiores opções de especificação e uma colaboração mais profunda.
O novo centro industrial foi concebido para fazer parte do Sistema Modular TRATON (TMS), que permite à Scania e às marcas do Grupo TRATON escalar, adaptar e inovar de forma eficiente em diferentes mercados, demandas da clientela e carteiras de produtos.
O TMS permite a integração de tecnologias e aplicações chinesas exclusivas que fortalecerão a competitividade local e global.
Foram planeadas duas ofertas comerciais: em primeiro lugar, a Scania, construída de acordo com os seus elevados padrões globais e personalizável para aplicações exigentes – tanto tratores como rígidos, com uma ampla gama de serviços.
Em segundo lugar, além da oferta global da Scania, será lançada uma nova gama de tratores – NEXT ERA – desenvolvida especificamente para o competitivo segmento de transporte de longa distância e alto volume na China.
A linha de produtos NEXT ERA representa um novo capítulo na oferta comercial da Scania, desenvolvida especificamente para o mercado chinês e totalmente integrada no ecossistema digital local.
Embora partilhe o seu ADN com o Sistema Modular TRATON, foi concebida para aplicações de transporte de alto volume, com um portfólio de produtos e serviços padronizado. O TMS também permite que tecnologias exclusivas sejam introduzidas primeiro na China e depois implementadas a nível global.
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França moderniza exército com camiões Zetros by Arquus
A França adjudicou à Arquus e à Daimler Truck o contrato PL6T para o fornecimento de 7.000 camiões militares Zetros, dando um passo decisivo na modernização da sua frota logística para operações de alta intensidade.
O ambicioso programa, atribuído pelo Ministério das Forças Armadas francês, prevê a produção e entrega, ao longo dos próximos 10 anos, de camiões militares de nova geração destinados ao Exército Francês, no âmbito do reforço das capacidades logísticas e operacionais face a cenários de elevada exigência tática.

O modelo selecionado é o novo Zetros by Arquus, apresentado em outubro de 2025 no Forum Entreprises Défense, em Versailles-Satory. Esta solução resulta da combinação da plataforma Zetros da Mercedes-Benz, desenvolvida pela Daimler Truck, com a integração, militarização e suporte em serviço assegurados pela Arquus.
O veículo assenta num chassis 6×6 com a cabina posicionada atrás do eixo dianteiro, adaptado aos padrões do Exército Francês, e é equipado com o motor Mercedes-Benz OM 460 Euro 3, reconhecido pela sua fiabilidade mesmo com combustíveis de baixa qualidade.
Conta ainda com transmissão automática com conversor de binário, uma altura otimizada para mobilidade tática em ambientes como florestas, túneis ou zonas urbanas, e uma capacidade de carga útil de seis toneladas, permitindo múltiplas configurações. O design do camião favorece igualmente a integração de cabinas protegidas, graças a uma distribuição equilibrada do peso entre eixos.

O contrato contempla uma frota versátil, com diferentes variantes destinadas a responder a várias missões logísticas e operacionais, incluindo camiões de transporte de carga e de tropas, unidades equipadas com grua, guinchos ou carroçarias específicas, bem como veículos-abrigo e configurações personalizadas consoante a missão. Todo o conjunto beneficiará de um suporte completo ao longo do ciclo de vida, liderado pela Arquus, com o apoio técnico e de fornecimento de peças assegurado pela Daimler Truck.
A nível industrial, o programa representa um compromisso franco-alemão significativo. A produção dos veículos base será repartida entre as unidades da Daimler Truck em Wörth am Rhein, na Alemanha, e Molsheim, em França, enquanto a militarização, a integração de sistemas e as operações de manutenção ficarão a cargo das instalações da Arquus em Limoges, Garchizy e Saint-Nazaire.
Esta organização contribuirá para a criação de emprego e para a preservação do know-how industrial francês. Em paralelo, a Daimler Truck França disponibilizará a sua rede de mais de 150 pontos de venda e assistência no país, garantindo um suporte local sólido e sustentável a longo prazo.
Comerciais
Megacamiões vão crescer em peso e comprimento em Portugal
Os chamados gigaliners, também conhecidos como megacamiões, vão passar a circular em Portugal com dimensões significativamente superiores às atuais. O Governo decidiu rever o regime aplicável aos veículos euro-modulares, abrindo a porta à utilização de camiões mais compridos e mais pesados na rede rodoviária nacional, numa medida que aproxima a legislação portuguesa das regras já em vigor em Espanha.
A decisão está integrada no Plano Mobilidade 2.0, aprovado em Conselho de Ministros, e prevê a atualização dos limites máximos de comprimento e peso destes veículos. Com a revisão agora anunciada, os supercamiões poderão atingir até 32 metros de comprimento, um aumento de quase sete metros face ao limite atual, bem como um peso máximo de 72 toneladas, quando atualmente estão limitados a 60 toneladas.
Os gigaliners, que já são utilizados por várias empresas a operar em Portugal — desde o setor florestal até à indústria automóvel — têm hoje um comprimento máximo de 25,25 metros. A alteração permitirá aumentar a capacidade de transporte por viagem, reforçando a eficiência logística em diferentes setores da economia.
A revisão do regime contempla ainda a possibilidade de estes veículos efetuarem o transporte de matérias perigosas, como combustíveis, embora apenas em percursos previamente definidos. Um dos exemplos referidos pelo Governo é o abastecimento do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, atualmente dependente do transporte rodoviário de combustível devido à inexistência de um pipeline dedicado.
Segundo o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, o aeroporto é atualmente abastecido por cerca de 44 mil viagens anuais de camiões de combustível. Com a utilização de veículos de maior capacidade, esse número poderá ser reduzido para cerca de metade, aliviando a pressão sobre a infraestrutura, que continuará em funcionamento durante a próxima década.
O Executivo sublinha que esta medida tem como objetivo gerar ganhos de eficiência económica e ambiental, ao permitir transportar maiores volumes com menos viagens. A redução do número de deslocações contribui não só para a diminuição dos custos operacionais das empresas, mas também para a redução das emissões poluentes associadas ao consumo de combustível.
Outro dos argumentos apresentados pelo Governo prende-se com a necessidade de harmonizar a legislação portuguesa com a espanhola, eliminando limitações à circulação de gigaliners entre os dois países. Até agora, as diferenças regulamentares colocavam entraves à operação dos supercamiões espanhóis em Portugal e criavam desvantagens para os operadores nacionais em território espanhol.
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