Comerciais
Ford mostra Ranger PHEV no Salão de Hanover
A Ford Pro inaugura um novo rumo para as pick-up híbridas plug-in com a nova Ranger PHEV.
Sem fazer concessões, a nova versão oferece todo o desempenho da Ranger em termos de capacidade de reboque, carga útil e aptidões todo-o-terreno, com capacidade de propulsão 100% elétrica, reforçando a liderança europeia da Ford Pro no segmento das pick-up e alargando a vasta gama de veículos Ford Pro elétricos a bateria e híbridos plug-in.

Com até 690 Nm de binário – o mais elevado de todas as versões Ranger de produção – e uma autonomia superior a 45 km em modo puramente VE, a nova variante reforça o poder de atração premium da mais recente proposta da linha Ranger. A Ranger PHEV introduz também o Pro Power Onboard na gama Ranger, permitindo aos clientes ligar ferramentas elétricas com até 6,9 kW diretamente a partir da bateria de bordo, em vez de terem de recorrer a um gerador.

Para além das variantes Wildtrak e XLT, a Ford Pro apresenta a nova proposta como uma versão de lançamento Stormtrak exclusivamente PHEV. O novo grupo propulsor PHEV 2,3 combina o motor a gasolina Ford EcoBoost de 2,3 litros e a caixa automática de 10 velocidades com um motor elétrico de 75 kW e uma bateria de 11,8 kWh (utilizável). O binário de 690 Nm é o mais elevado de sempre numa Ranger de produção e, com 279 CV, a variante PHEV desenvolve mais potência do que uma Ranger V6 turbodiesel de 3,0 litros.
Uma nova Transmissão Híbrida Modular integra o motor elétrico da Ranger PHEV no cárter para permitir a condução híbrida. A bateria demora menos de quatro horas a carregar, utilizando um carregador monofásico de 16 amperes para proporcionar uma autonomia superior a 45 km em modo exclusivamente elétrico.

A Ranger PHEV oferece o mesmo desempenho de utilização intensiva em trabalho que conquistou legiões de adeptos em torno da Ranger, a gasóleo e a gasolina, em todo o mundo. Os operadores da Ranger PHEV continuam a poder transportar uma carga útil até uma tonelada, rebocar até 3.500 kg 8 e beneficiar da fiabilidade fora de estrada proporcionada pelo mais recente sistema e-4WD da Ranger, caixa de transferência com relações duplas e bloqueio do diferencial traseiro. A bateria de tração está instalada entre as longarinas da estrutura especialmente concebidas para o efeito. Quando disponível, o Ford Pro Home Charging permite aos proprietários programar o carregamento nos noturnos com tarifas mais baixas. A Ford estima que o grupo propulsor híbrido permite poupar combustível em comparação com o motor diesel V6 de maior cilindrada da Ranger.
A tecnologia Pro Power Onboard da Ranger PHEV apoia os clientes que trabalham arduamente e se divertem com a capacidade de alimentar ferramentas e equipamento de grande consumo simultaneamente num local de trabalho ou num parque de campismo sem necessitar de um gerador. O sistema oferece 2,3 kW de série, mas os clientes podem também escolher uma instalação opcional de 6,9 kW que inclui duas tomadas de 15 amperes na caixa de carga, com 3,45 kW disponíveis em cada tomada para satisfazer as exigências de equipamento potente.
Comerciais
UE enfrenta falta de 500 mil condutores profissionais do volante
A União Europeia enfrenta uma escassez estrutural de cerca de meio milhão de postos de trabalho por preencher entre condutores profissionais de camiões e autocarros.
Esta situação crítica levou a Comissão Europeia a encomendar um estudo à Organização Internacional do Transporte Rodoviário (IRU), que valida a contratação regulada de condutores extracomunitários como uma medida complementar essencial para mitigar o problema.
A análise revela que os percursos para integrar condutores provenientes de países terceiros variam significativamente entre os Estados-Membros. Os processos combinam diretivas europeias com regulamentações nacionais, originando duplicações administrativas. Em consequência, os trâmites podem prolongar-se entre seis e doze meses, com custos que podem atingir 20 mil euros por condutor.
Existem ainda estrangulamentos críticos em duas áreas fundamentais. Em primeiro lugar, a carta de condução necessita de ser trocada por uma licença da UE, podendo implicar exames adicionais. Em segundo lugar, a qualificação profissional (CAP/CPC) obtida fora da UE não é reconhecida, obrigando à realização da formação inicial completa no Estado-Membro de acolhimento, incluindo uma residência mínima de 185 dias.
A Espanha destaca-se positivamente no estudo por permitir o acesso através de visto de estudante para a realização da formação CAP, facilitando significativamente o percurso quando comparado com outras vias administrativas. É igualmente valorizada a coordenação formal entre ministérios, concretizada através de um protocolo de cooperação assinado em 2023.
A Polónia recebe também reconhecimento pelo seu sistema ágil. Concretamente, cidadãos da Ucrânia, Bielorrússia, Arménia, Geórgia e Moldávia podem trabalhar durante dois anos mediante uma declaração escrita registada, em substituição do tradicional visto de trabalho.
O estudo propõe a simplificação e harmonização dos percursos administrativos entre os Estados-Membros, bem como a implementação de vias rápidas (fast track) sem comprometer os padrões de segurança. Defende ainda o desenvolvimento de projetos-piloto no âmbito da iniciativa SDM4EU, promovida pela IRU, que transforma a análise política em esquemas operacionais reais, garantindo uma mobilidade de condutores segura e regulada.
Ramón Valdivia, vice-presidente executivo da ASTIC e membro do Comité Executivo da IRU, sublinha que “esta publicação representa um apoio institucional a uma tese que temos defendido há anos”. Em síntese, a contratação corretamente gerida de condutores de países terceiros consolida-se como uma ferramenta complementar fundamental para enfrentar a escassez estrutural, tanto em Espanha como no conjunto da União Europeia.
Comerciais
Mercedes-Benz Trucks testa novo eArocs 400 a –20 ºC
A Mercedes-Benz Trucks concluiu com sucesso o programa de testes de inverno do novo eArocs 400, o camião 100% elétrico desenvolvido para o transporte urbano no setor da construção. Submetido a temperaturas que atingiram os –20 ºC, o modelo foi testado no início do ano nas proximidades do Círculo Polar Ártico, na Finlândia, num conjunto de ensaios destinados a validar a sua fiabilidade antes do arranque da produção em série.
Durante as provas em ambiente extremo, o eArocs 400 foi avaliado ao nível da tração e estabilidade em pisos cobertos de neve e gelo, comportamento em arranques a frio, desempenho e carregamento das baterias sob temperaturas negativas, eficiência do sistema elétrico e capacidade de recuperação de energia em condições invernais. De acordo com a marca, os resultados confirmaram características de condução estáveis, bem como autonomia e desempenho de carregamento dentro dos parâmetros previstos, reforçando a aptidão operacional do modelo para utilização ao longo de todo o ano.

A comercialização do novo camião elétrico arranca no início de abril. O veículo base será produzido na unidade de Wörth am Rhein a partir do terceiro trimestre de 2026, seguindo depois para integração final do sistema elétrico pelo Paul Group, em Vilshofen an der Donau, na Alemanha. O eArocs 400 teve estreia mundial em 2025 na Bauma, em Munique, considerada a principal feira internacional dedicada a veículos e equipamentos de construção, onde evidenciou o avanço da eletrificação também neste segmento.
Numa fase inicial, o modelo estará disponível nas versões de 37 e 44 toneladas, com configuração de eixos 8×4/4 e quatro distâncias entre eixos, podendo ser configurado como betoneira ou basculante de construção. Com arquitetura elétrica de 800 volts, integra dois packs de baterias com capacidade total instalada de 414 kWh e tecnologia de células de fosfato de ferro-lítio (LFP), reconhecida pela durabilidade e elevada capacidade útil. A autonomia pode atingir até 200 quilómetros na versão betoneira e até 240 quilómetros na variante basculante, permitindo em muitos cenários cumprir um dia completo de trabalho sem necessidade de carregamento intermédio. O carregamento é efetuado através de tomada CCS2 instalada em ambos os lados do veículo, com potência até 400 kW, possibilitando passar dos 10% aos 80% de carga em cerca de 46 minutos.
Ao nível técnico, o eArocs 400 recorre a um grupo motopropulsor central com caixa integrada de três velocidades, oferecendo potência contínua de 380 kW e pico de 450 kW, mantendo os eixos hipoides e planetários do Arocs convencional para assegurar aptidão fora de estrada e distância ao solo adequada às exigências dos estaleiros. No interior, destaca-se o Multimedia Cockpit Interactive 2, complementado por sistemas avançados de assistência à condução como o Active Brake Assist 6 Plus, Active Sideguard Assist 2 e Front Guard Assist, reforçando a segurança em contexto urbano e de obra.
Integrada na Daimler Truck AG, a Mercedes-Benz Trucks enquadra o eArocs 400 na sua estratégia de descarbonização do transporte rodoviário de mercadorias, apostando em soluções elétricas a bateria e tecnologias baseadas em hidrogénio com o objetivo de viabilizar transporte localmente neutro em CO₂e ao longo da cadeia de valor.
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